15 novembro, 2008

Professores - Avaliações

Activo político 

Não tendo conseguido evitar a guerra da maioria dos professores contra a avaliação (e contra as demais reformas no ensino), o Governo só tem uma via a seguir, se não a quiser perder -- tornar claro que não cede, aguentar firme e ganhar a população a seu favor contra a tentativa de boicote corporativo, invocando o interesse geral (e sobretudo o interesse da escola e dos alunos) contra os interesse sectoriais e profissionais.
Esta é, aliás, a "regra de ouro" na luta reformista contra os grupos de interesse, como escrevi a seu tempo
a outro propósito.
Ao contrário do que alguns defendem, o Governo pode bem suportar a perda eleitoral entre os professores, que aliás nenhuma cedência agora recuperaria. O que não deve arriscar são as perdas bem maiores que teria entre os eleitores em geral, caso fosse vencido e perdesse a autoridade reformadora, que constitui o seu grande activo político e eleitoral

4 comentários:

Anónimo disse...

Não misturemos alhos com bugalhos.
Que o governo ganhe ou não as eleições, com ou sem maioria, é problema dele.
A questão é outra e também nada tem que ver com com autoridade, sobretudo com a "autoridade reformadora", até porque neste capítulo, ao governo, que inicialmente até parecia que a iria conseguir, já nada resta.
Reformar não é meter os pés pelas mãos, como diz o povo; nem é copiar o que outros povos bem ou mal fazem; nem é andar a brincar às experiências.
Reformar é ter certezas, é alterar as coisas positivamente, assumindo e exigindo responsabilidades. Não é destruir o pouco que existe de aceitável e respeitável, procurando enganar a nação com um fazer de conta, hipotecando o seu futuro a partir do presente.
Avaliar os professores? Sim, porque não? Mas quem os avalia? E que avaliação? Essa que a Srª Ministra teima em pôr em prática? Não Srª Ministra! Não Sr. Primeiro Ministro. Sejam honestos. Não enganem os portugueses! Não se enganem a si própriois!
Um português atento.

Anónimo disse...

Não misturemos alhos com bugalhos.
Que o governo ganhe ou não as eleições, com ou sem maioria, é problema dele.
A questão é outra e também nada tem que ver com com autoridade, sobretudo com a "autoridade reformadora", até porque neste capítulo, ao governo, que inicialmente até parecia que a iria conseguir, já nada resta.
Reformar não é meter os pés pelas mãos, como diz o povo; nem é copiar o que outros povos bem ou mal fazem; nem é andar a brincar às experiências.
Reformar é ter certezas, é alterar as coisas positivamente, assumindo e exigindo responsabilidades. Não é destruir o pouco que existe de aceitável e respeitável, procurando enganar a nação com um fazer de conta, hipotecando o seu futuro a partir do presente.
Avaliar os professores? Sim, porque não? Mas quem os avalia? E que avaliação? Essa que a Srª Ministra teima em pôr em prática? Não Srª Ministra! Não Sr. Primeiro Ministro. Sejam honestos. Não enganem os portugueses! Não se enganem a si própriois!
Um português atento.

Anónimo disse...

Procuro e não encontro horários de professores.
Alguem pode comentar este comentário ?

Anónimo disse...

NEM DE PROPÓSITO

Cheguei há pouco do meu passeiozito domingueiro, hábito que vou mantendo para relaxar um pouco,refazer as energias para, amanhã, começar mais uma semana de trabalho. No regresso passei por casa de uma família, cuja dona de casa é cliente da minha mulher e lhe pedira o favor de passar por lá por razões de trabalho (costura).
O marido desse senhora é professor, nos 2º e 3º ciclos. Pessoas simpáticas, convidaram-me a entrar. E enquanto a Dona da casa se submetia à prova de um vestido que minha mulher levava meio feito, eu fiquei junto ao seu marido, no pequeno escritório cheio de livros e muitos papéis. O senhor estava ao computador a trabalhar.
Sabendo eu da sua profissão, embora não tenha muita confiança com ele,atrevi-me a falar-lhe dos problemas tão em voga nos dias de hoje: as avaliações. Penso que fui mesmo atrevido, porque o Senhor Dr.
F........, mudando de semblante limitou-se a dizer: por favor Senhor... E após uma pequena pausa, acrescenta: Comecei este trabalho hontem à noite, e hoje estou com ele desde almoço e não sei quando o terei pronto, mas tem de ficar hoje, sem falta. Sabe do que consta o montão de páginas que isto vai dar? Um relatório sobre...
a juntar a mais uns quantos para...
Perguntei se aquilo tinha que ver com a avaliação. Disse-me prontamente que não, embora tarefas idênticas possam no futuro vir a contar para esse efeito. entar
Senhor Anónimo. Quer saber mais?
Se tem filhos ou netos na escola, pergunte-lhes, ou então passe por lá que certamente alguém o atenderá.
Mas primeiro terá de procurar a escola e encontrá-la.
A sua afirmação é de tão mau gosto que nem merecia esta perda de tempo.
Cuuidemos nós dos nossos trabalhos, procuremos cumprir os horários que temos e deixemos os outros, sobretudo os professores que, pelo que sei, são dos poucos profissionais pelos quais o relógio de ponto não espera nem aceita a "pica" do cartão fora de tempo.
Que mentes estranhas!!!