10 janeiro, 2010

Professores


As verdades que a maioria dos professortes não qurem que se saiba


  1. As habilitações dos docentes

    No índice 340 (actual 10º escalão e futuro 9º) estão alguns dos melhores docentes e também dos piores. É que os professores que se licenciaram um a dois anos antes do 25 Abril, com uma excelente formação nas universidades de Lisboa, Porto e Coimbra, estão aí. Após o 25 Abril ocorreram 3 (três) semestres em que os alunos universitários tiveram passagens administrativas, quer dizer, eram aprovados só porque se inscreviam nas disciplinas, não faziam exames, nem sequer frequentavam aulas porque as universidades estavam em polvorosa, com os alunos a darem ordens. Nas licenciaturas em Ensino que tinham apenas 4 semestres com cadeiras de exame e depois o resto eram trabalhos de grupo, foi um fartar vilanagem. Quando os professores universitários recuperaram a autoridade acabou o regabofe, mas na década de 80 começaram a aparecer as universidades privadas e os politécnicos públicos e privados e muitos dos alunos licenciados por essas escolas abraçaram a profissão de professor pois estavam a ser construídas milhares de escolas. Habituados ao facilitismo aderiram de alma e coração às teorias em moda de que as escolas eram locais onde crianças e adolescentes deviam brincar e divertir-se. Assim não tinham de preparar aulas, faziam uns testes muito pequenos e simples de resposta múltipla. E podiam também eles divertir-se nas 35-22=13 horas que a tutela lhes dava para o trabalho de actualização de conhecimentos, preparação de aulas, elaboração e correcção de trabalhos de casa e testes dos alunos. Mas 22 horas de aulas era muito e era uma correria aos cargos e aos projectos educativos (uma dúzia de páginas com tretas das Ciências da Educação sempre com o objectivo do sucesso escolar e que propunham umas visitas de estudo, uns passeios, uns lançamentos de balões, uns acampamentos muito ecológicos e pouco mais) para reduzir o tempo de aulas. Ora estes senhores estão agora nos índices 245 e 299 e como precisam de subir rapidamente fizeram conluios entre si e com os do índice 340 do período revolucionário para se apoderarem dos órgãos de gestão e por aí acederem a todos os cargos da escola, nem é preciso intrigarem para serem eleitos. E ainda por cima dão-se ao luxo de enxovalharem os colegas mais antigos que, ou se aposentam, ou passam a ser avaliados por eles. É por isso que é absolutamente necessário que o modelo de avaliação contemple a existência de um júri de recurso EXTERNO, formado por professores das universidades públicas, para preservar a dignidade dos professores que realmente se empenharam no trabalho de preparação de aulas. E evitar que um licenciado em Matemática ou Física por uma universidade pública venha a ser avaliado por um Diplomado em Estudos Superiores Especializados (DESE). São os diplomas que o Instituto Piaget e outros politécnicos privados deram a torto e a direito em Educação Especial, Administração Escolar e quejandos, durante os governos Guterres. Publico


1 comentário:

Anónimo disse...

1 - Mesmo que sem concordância num dos verbos aplicados, entende-se perfeitamente o que pretende quem escreveu a curta frase que encima este "Post".
Face a tão falaciosa intenção, tenho de a rebater com toda a veemêmcia, afirmmando precisamente o contrário do que ela diz: AS VERDADES QUE A MAIORIA DOS PROFESSORES QUER QUE SE SAIBA!

2 - Quanto ao longo texto sob o subtítulo "As habilitações dos docentes", tenho de concordar com uma parte significativa do seu conteúdo, chamando, no entanto, a atenção para o facto de não devermos julgar o todo pela parte.
De resto, essa história das passagens administrativas, é preciso que se diga que a fatia mais fina terá cabido àqueles que viriam a ser professores. Acrecento que não passei por essa fase.
3 - Quanto à transformação das aulas em divertimento, para alunos e professores, como pretende o autor deste "post" sustentar, tenho de lhe assegurar que, tendo eu ingressado na carreira docente, por vocação, por concurso, com estágio de dois anos, no início dos anos 80(tinha então já meia carreira cumprida, na Administração Pública), nunca admiti que isso acontecesse nas minhas aulas e acredito que não tenha acontecido com os meus colegas de quaisquer áreas disciplinares, nas várias escolas a que estive vinculado.
4 - SEMPRE PREPAREI AULAS e os testes que elaborávamos eram de exigência adequado e nunca com "respostas múltiplas".
Apercebi-me, entretanto, que isso começou a mudar nos últimos anos, mas por imposição superior, à qual nunca obedeci.
5 - Os passeios, se eram realmente visitas de estudo, considerava-os como unidades de trabalho, preparando os meus alunos antecipadamente, e concluía tais acções na ou nas aulas seguintes. Se não eram visitas de estudo normalmente não colaborava por considerar que os paaseios fazem-se com os pais, aos fins-de-semana ou em períodos de férias.
Mas também penso que, mesmo sendo as escolas a organizá-los, normalmente no final de cada ano, os alunos não saíam prejudicados. Um dia perdido, se realmente fosse perdido?
6 - Quanto a "festas", se tinham lugar no final de cada ano, também não prejuidicavam ninguém. Aliás, às vezes até serviam de motivação para os alunos desenvolverem os seus trabalhos em certas áreas.
7 - Relativamente aos senhores que tomaram e tomam posse dos órgãos de gestão das escolas, (hoje os "Directores"), como refere este "Post", em muitos casos isso é verdade. Aproveitaram a situação criada pelo Ministério da Educação com a conivência de Maria Lurdes Rodrigues e do seu patrão, governantes cuja formação académica é a que é...
Felizmente que já estou fora da confusão, porque se ainda estivesse no activo, de certeza que andaria ao arrepio do que oficialmente veio sendo implementado. Andaria ao arrepio para bem dos alunos, embora estivesse sujeito às consequências, como aconteceu relativamente a alguns colegas que não se deixaram ir na onda da pseudo-escola dos últimos tempos.
8 - Concluindo, nem tudo o que se pretende com certos textos colocados neste Blogue, faz sentido. Há que falar, que denunciar, que comentar. Mas que não se perca o sentido da responsabilidade relativamente ao que se afirma.
A MAIORIA DOS PROFESSORES QUEREM A VERDADE, APENAS ISSO.
PROFESSORA APOSENTADA