18 junho, 2010

Inquérito

A Comissão de Inquérito funcionou como um mini parlamento.
No parlamento, os deputados, podem dizer mentiras, verdades, meias coisas duma de outras que nada lhe acontece.
Por vezes tem pudor de se chamarem mentirosos uns aos outros. Afinal, na sua grande maioria, pertencem à mesma casta de pessoas e não podem fazer hoje a um outro quando podem receber o retorno em próxima oportunidade.
Nesse pequeno circo de feras, embora se esganem, não tem o sentido da destruição e morte do seu semelhante.
Na Comissão, nada funcionou assim. Muitos arvoraram-se em polícias, não por vocação ou conhecimento da profissão.  Apenas porque o seu ego e o seu partido os empurraram.
Para terminar, tiveram a obrigação de votar um relatório.
A sua confecção, já tinha os diversos ingredientes preparados desde há muito por um mestre de culinária que usa e abusa do mesmo método de cozinhar no seu restaurante, e que o mantém desde há muito-  as refeições pré-cozinhadas e com um cardápio que há muitos e muitos anos se mantém o mesmo.
Assim, antes de preparar, misturar e cozinhar , já se sabia do sabor e do cheiro do pitéu.
Assim aconteceu.
No parlamento, na maioria das discussões, não se vota, e mesmo que haja mentira verberada não fica assinalada como se em relatório fosse.
Nesta comissão vota-se um relatório que não prova o objecto da sua constituição - que o primeiro ministro mentiu. Era apenas a essa conclusão que a comissão deveria ter chegado.
Não chegou .
Pior que isso, emm causa a verdade dos depoimentos das dezenas de cidadãos que por lá passaram.
Ao que se sabe, os principais intervenientes no negócio de ambos os lados, não admitiram tal situação.
Mas o cozinheiro  conseguiu que alguns comensais gostassem do prato preferido do dono do seu restaurante

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