26 março, 2009

Educação – sem avaliação, não há progressão

Estranhn-se que Mário Nogueira não tenha sido figura de primeira nas televisões após a Ministra ter ido ao Parlamento.

Mas afinal que esperavam os professores?

Que furassem a Lei e não fossem penalizados? Todavia, a muitos deles isso pouco importará. Deixarão que a sua incompetência fique camuflada por detrás da não avaliação. Assim , não sofrerão o vexame de mostrarem a público a sua inaptidão e falta de enpenho para a profissão.

Nas escolas, deve ser dado o exemplo. Infelizmente das escolas têm partido os mais elementares exemplos negativos do que não deve ser feito em defesa duma profissão, das escolas e dos alunos.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, admitiu ontem no Parlamento que estão a ser reunidos os estudos necessários para "sustentar uma melhoria do sistema de avaliação de professores para o próximo ano lectivo".

Perante os deputados, a ministra pouco falou da avaliação de professores. O secretário de Estado-Adjunto, Jorge Pedreira, explicou que as consequências da não-entrega dos objectivos individuais dos professores são aquelas que estão contempladas na lei, remetendo para as escolas e para os respectivos conselhos executivos a responsabilidade e aplicação dessas mesmas consequências. "Pode acontecer que um comportamento seja disciplinarmente punido numa escola e noutra não. Isso recai no âmbito da relação hierárquica e no juízo de oportunidade que está na esfera da autonomia das escolas", explicou Jorge Pedreira.

O responsável disse que, "sem a fixação dos objectivos individuais, não há avaliação e sem avaliação não haverá progressão na carreira". "Aqueles que renunciaram conscientemente à apresentação dos objectivos não podem queixar-se dos prejuízos que isso lhes possa trazer." Pedreira ironizou ainda ao afirmar que "a Oposição está preocupada com o que vai acontecer aos coitadinhos que não cumprem a lei".

3 comentários:

Anónimo disse...

A QUEM QUISER ESTAR INFORMADO:

Sempre a mesma conversa para entreter e para enganar...
AVALIAÇÃO SIM, mas com a Srª Ministra a avaliar e não um qualquer colega. Sabe-se bem o que daí poderá resultar.
OBJECTIVOS SIM. Mas o modo como a questão tem sido exposta torna-a uma falsa questão.
Os objectivos de uma forma geral têm de partir do próprio ministério.
O que aos professores competirá é o que todos já fazem (e sempre fizeram) no início de cada ano lectivo, em função do estado em que se encontram as turmas que recebem e do que pretendam ou esperem que as mesmas turmas atinjam no final do ano.
Isso, todos os profissionais do ensino fazem e sempre fizeram. Trabalho a exigir muita atenção e capacidade de diagnóstico. Trabalho difícil, dada a diversificação dos próprios objectivos, pois cada turma é diferente de outras e cada aluno, individualmente, o é também em relação aos demais.

Portanto tudo o resto é conversa, conversa fiada da Senhora Maria de Lurdes e do Senhor Pedreira que dão a entender que não sabem do que falam, mas, de forma quase populista, procuram apoio na ignorância da opinião pública a este respeito.

E para fugirem com o "rabo à seringa" empurram a difícil resolução do inventado problema para as administrações das escolas.

Não sou professor, não sou sindicalista, mas sei efectivamente do que se trata.

Obrigado pela sua atenção.

Anónimo disse...

Para què esconder o Sol com a peneira.
Os senhores não querem ser avaliados porque há muita incompetência e falta de vocação para a profissão.
Uma grande parte destes "profissionais" ficaram parados no tempo, acomodaram-se aos "lucros da profissão" - Férias, salários chorudos, irresponsabilidade profissional, progressão na carreira sem avaliação ou concurso, etc etc.
Nada mais.

Anónimo disse...

Meu caro comentador,2º anónimo.
Deixei o meu comentário com a melhor das intenções. Mas já que assim quer, aqui vai:

Você é um dos que provam que não sabem do que falam.
Esses... a quem se refer, são os que deixaram de ser professores para arranjar tachos melhores oferecidos pelos governantes de todos os quadrantes políticos.
Fala de "lucros da profissão". Pelo menos esconda a ignorância sobre o que fala.
Se dissesse "Riscos da profissão", mostrava que via alguma coisa. Assim...
Fala de "férias", de "salários chorudos", irresponsabilidade profissional, etc.
Não fale do que não sabe.

O verdadeiro cego é o que não quer ver...
Vá tratar-se, criatura.