25/07/2015

Carlos Alexandre o "dono" da Justiça?

CARLOS ALEXANDRE / JUSTIÇA

Uma “justiça” chamada carlos alexandre

JULHO 25, 2015 ROGÉRIO COSTA PEREIRA2 COMENTÁRIOS

O Estatuto da Ordem dos Advogados pede-me que não comente. A Constituição da República Portuguesa obriga-me a fazê-lo. Não preciso de conhecer o processo a fundo para dizer o quanto me enoja a decisão do (aparentemente) djp (dono da justiça em Portugal). O salgado fica em prisão domiciliária, sem anilha (deve ter invocado alguma alergia), e ainda com direito a sair de casa se o megalómano atrás referido o autorizar. A ver se me explico: o “magistrado” achou que “coiso e tal” (o entre aspas vazio é propositado; aprendi a estratégia com o “cheira-me a esturro” que enfiou Sócrates oito meses na prisão), mas que uma medida de coacção que permita ao arguido mover-se em liberdade é suficiente. A ser assim, tinha-lhe mantido o termo de identidade e residência, ao qual, sendo arguido, já estava sujeito.

Uma justiça em que todo o sistema se chama Carlos Alexandre. Não é “ai de quem lhe caia nas patas”. É mesmo “uns dias patas, outros luvas de pelica”. Se uma república de juízes é um pesadelo, uma república condenada a um só “juiz” é uma negação. Este individuo de beca e o sistema que lhe permite estes desvarios têm de prestar contas. E um dia, o djp e quem lhe permite sê-lo terão o direito de responder, perante um magistrado escolhido segundo o “princípio do juiz natural”. Em português? Um juiz “escolhido ao calhas”, que não almoce com jornalistas, invocando o direito à acupunctura. Um juiz que não tenha de jurar não ter “refeiçoado” com jornalistas. Porque um juiz, e ainda para mais “este juiz”, janta em casa ou vai jantar ao raio que o parta. Mas nunca com jornalistas, nem com advogados, nem com procuradores.

E sabe o “meritíssimo” o que me devolve a razão que eventualmente a raiva que estas palavras transparecem me possa tirar? É que tudo o que é doirado cai no insalubre regaço de vexa. E, depois, as comparações entre esta e aquela decisão mais que lídimas, são obrigatórias.

Um dia se erguerá a Justiça da República. E terá vexa o inalienável Direito de não ser julgado na rua. E até terá como atenuante o facto de ter sido uma espécie de idiota útil do regime.

 

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