31 maio, 2010

Ibisco

Vilanagem

Por: José Niza


1.Angela Merkel – a senhora que hoje manda na Alemanha e, de certa forma, na Europa – propôs há dias que os países mais poderosos do mundo deliberem aplicar uma taxa sobre os escandalosos lucros dos bancos. Esta é uma das formas mais justas de combater a crise mundial que, aliás, foi despoletada pela imparável e incontrolável ganância dos mercados financeiros.
Angela Merkel – ao contrário de José Sócrates – é uma líder de direita. E não é, ao contrário do que possa parecer, nem um Francisco Louçã, nem um Jerónimo de Sousa, de saias.
Só que Angela Merkel governa a Alemanha. E José Sócrates governa um país onde – não muitos anos depois do 25 de Abril – os poderes económico e financeiro são quem mais ordena.
Se a nacionalização da banca, em 1975, foi um erro que se pagou caro, a situação que hoje se vive, com o poder político condicionado ao (e pelo) poder económico, não é melhor. E, muito menos, democrática.
Por paradoxal ironia dos tempos que correm, quando há dois anos o sistema financeiro tremeu, e quase faliu, foi o poder político que nos Estados Unidos, em Portugal, ou onde quer que fosse, lhe deu a mão e os biliões de euros que isso acarretou. Uma mão solidária e salvadora na qual, mal se começaram a vislumbrar sinais de bonança, o poder financeiro mordeu com toda a força das suas maxilas.
Por causa dos seus desvarios, o sr. Madoff – um dos principais arquitectos do descalabro mundial – apanhou 150 anos de cadeia e lá está como qualquer outro presidiário a cumprir uma pena que o mandará para a sepultura antes de chegar ao fim.
Por cá, o Madoff português – chamado João Rendeiro, mais pequeno, mas não menos “imaginativo” – estoirou com o BPP e arejou o dinheiro dos seus depositantes. Menos o dele, é claro. E, em vez de estar na choldra, continua a viver faustosamente na sua mansão da Quinta Patiño, participa em debates públicos sobre economia e até já moveu acções judiciais contra o Estado Português!!!
Esta é a diferença:
- O crime, compensa!
2. Há poucos dias atrás os presidentes dos cinco maiores bancos
portugueses – a Caixa, o BES, o BCP, o Santander Totta e o BPI –
reuniram-se sob os holofotes das televisões para “reflectirem” em
conjunto sobre os malefícios da crise. Dessa “reflexão” saíram críticas ao
governo, palpites, condenações e diagnósticos.
O que não saíu deste conclave foi qualquer declaração de autocrítica, ou
mesmo um pedido de desculpas ao País pela ganância e pelos excessos e
abusos cometidos ao longo dos anos: à medida que Portugal se ia
afundando, eles iam enchendo os cofres com os biliões de euros que
foram sugando aos portugueses.
São estes bancos e são estes senhores que – ao mesmo tempo que vão
“comprar” euros aos bancos estrangeiros pagando juros de 5, 6 ou 7 por
cento – oferecem aos portugueses dez vezes menos, isto é, 0,5% ao ano
por um depósito a prazo.
É assim que se estimula a poupança tão necessária à recuperação, e tão
apregoada pelo governo?
Será que os euros dos portugueses valem menos do que os do Deutche
Bank?
Ou não será que isto é um roubo consentido pelo poder político do qual
curiosamente – ou talvez não – os nossos analistas financeiros, ou os
nossos ex-ministros das finanças – a maioria dos quais a comer na
mesma gamela – não falam e, muito menos, denunciam?
Ainda há pouco tempo era frequente eu receber pelo correio – e sem os
pedir – cartões de crédito de tudo o que eram bancos. O assédio era
forte e descarado: ofereciam-me cartões e créditos para comprar casas,
automóveis, viagens, sei lá mais o quê. Até ao meu filho – nessa altura
com uns 13 ou 14 anos – mandaram um cartão de crédito de milhares de
euros para o “menino” esbanjar. E, obviamente, para o “paizinho” depois
pagar!
Será que isto, para além de imoral, não é um acto crimioso? Será que isto
não é equivalente ao “dealer” que oferece de borla cocaína a um jovem ,
até que ele fique dependente, para depois o explorar?
O que me desencanta e indigna é que o governo do meu partido
socialista claudique e ajoelhe com temor reverencial perante o poder do
dinheiro e o dos seus senhores.
Como pode alguém pretender que os portugueses compreendam e
aceitem os sacrifícios que lhes estão a impôr quando, ao lado disto, se
contemporiza com as orgias dos bancos e cada vez mais aumenta o
fosso entre os cada vez mais ricos e os cada vez mais pobres?

Professores

Muitos pais e familiares dos alunos do primeiro ciclo do ensino básico começaram a andar muito preocupados.
Não é porque muitos dos seus filhos tiveram uma qualidade de ensino que deixou muito a desejar, muito menos porque o professor fez muitas vezes "gazeta" ou passou muitos dias do ano lectivo adoentado, ou ainda porque, com a desculpa do trânsito, se atrasava muitos e muitos dias, nem sequer a grande preocupação tem a ver com o facto de algumas greves dos professores ou do pessoal que lhes dá apoio e que tem o seu salário garantido ao fim do mês, tenha feitos muitas greves e por isso, mesmo com os professores nas aulas, estes não poderam ou não quiseram dar aulas, por outro lado, as preocupações não terão vindo também devido ao facto de ter havido tantas paragens nas aulas, pelos sucessivos períodos de férias, nem  pelo facto de nºao terem ou saberem onde deixar os seus filhos nesses períodos de greves, férias ou doenças dos professores, tão não será porque com o final do ano lectivo, entre meados de Junho e meados de Setembro, vão ter que pensar, arranjar e pagar, local para colocar o seus filhos enquanto trabalham, não, não é por nada disso.
A grande preocupação dos pais deste alunos tem a ver com o facto de saberem do desgaste fisico e intelectual que estes "profissionais do ensino" vão ter que suportar até ao inicio do novo ano lectivo, lá para Setembro.
Os pais dos alunos, preocupam-se mesmo com este gravíssimo problema.

Marcha lenta

Este tipo de manifestações representa uma das muitas maneiras retrógradas dos empresários portugueses desenvolverem os seus negócios.
Esquecem-se de que muitos daqueles que estão a prejudicar com a marcha de caracol das suas viaturas, também podem ter o seu negócio ou angariam o seu sustento com trabalho por conta de outrem.
Esquecem-se que o Zé pode questionar se o negócio está tão mal. porquê gastar o material e o gasóleo que dizem ser tão caro que lhes arruína o seu negócio?
A competitividade é um dos factores essenciais no progresso do país e das empresas.
O combustível é um dos componentes do negócio das transportadoras, não representa o negócio no seu todo.

Professores e tribunais

"O ministério de Isabel Alçada anunciou que foi notificado de uma sentença de outro tribunal que lhe dá "inteira razão", considerando que a suspensão da avaliação "penaliza" os docentes." ( Público)

Neste país é assim.
Os Professores querem progredir. entrar na carreira docente, etc, etc, sem avaliações. A tudo recorrem para atingir os seus fins. Os sindicatos dos ditos, ajudam a promover aqueles que não querem sere avaliados.
Os tribunais, sobre a mesma querela, aplicam acordãos opostos.
Se o Ministério da Educação está em Lisboa, porque se socorreram de Coimbra ou de Beja?

Manif da CGTP

Passou completamente ao lado a Manif da CGTP, mas ao que consta, terá sido a continuação de tantas outras que o apendice do PCP e mais alguns acólitos teimam em continuar a querer arrastar consigo os trabalhadores.
É evidente que são sempre os mesmos. Os que organizam e os que estão presentes.
Numa época de Rock in Rio, Pic Nic de apoio à selecção Luso-Brasileira (vulgo selecção nacional), de concerto no Estadio Nacional, tambem de aopio à dita selecção, bem podem argumentar que houve desvio de contestatários para outras actividades mais lúdicas.
Mas, a CGTP não pode ignorar que o seu tipo de sindicalismo, já deu o que tinha a dar.
Defesa dos trabalhadores, pouco ou nada. Defesa dos interesses mais imediatos dos Sindicalistas, isso sim. E pelo facto de coninuar a servir de "correia de transmissão do PCP", retira-lhe a credibilidade sobre a sua verdsadeira razão de exitir - promover um sindicalismo sério e honesto a favor e na defesa daqueles que trabalham.

Angola

Postais de Angola
1969-1971

Manuel Alegre


Aconteceu o esperado.
Ao PS era difícil outra alternativa.
Para muitos votantes no acto da eleição presidencial, tambem não lhe resta outra alternativa que não seja, não votar Alegre.
Que aproveite o comboio que os betinhos do BE lhe ofereceram para sacanear o PS.
Que conte os votos no final e logo verá o que lhe acontece.
Para uma terceira tentativa, jã não terá hipotese de concorrer com Marcelo Rebelo de Sousa.
Cá se fazem, cá se fazem.

29 maio, 2010

Portugal de hoje

Tem sido fomentada esta situação e o Portugal de hoje está assim.

"Por isso toda esta choramingueira, os rancores, os ódios, a mediocridade, o primitivismo das ideias e das palavras, que dia após dia enchem papel, olhos e ouvidos, já fartam. Não há paciência para o Portugal derrotado." (JN)

28 maio, 2010

O papa

Chegou, andou, partiu.
Trouxe uma mão cheia de nada outra de coisa nenhuma.
Gastaram-se milhões em sumptuosidades.
Outros tantos em dias de trabalho perdidos com perdas enormes na produção de uma economia em desespero.
Hoje, está tudo esquecido.
O Portugal ficou pior

Justiça

Passou a notícia e foi confirmada,  de que as escutas a José Socrates  andaram perdidas dentro do labirinto do próprio Tribunal, e ao serem procuradas desesperadamente, foram finalmente encontradas apensas a um outro processo que nada teria a ver com aquele caso.
Talvez um bom tema para a reflecção de como funcionam os tribunais, a Justiça no seu todo e porque não, perceber-se a razão porque surgem na comunicação social elementos de processos que deveriam estar e assim não estão, em segredo de jutiça.
Situações dete tipo, aparecem a público algumas vezes, porque são casos mediáticos, mas quantos outros, talvez milhares, que iguais a estes passam despercebidos?
Pacheco Pereira na Comissão de Inquérito, pediu a sanção disciplinar a um administrador da PT
supostamente envolvido no negócio da PT.
Será que agora tambem o vai fazer relativamente a esta situação que será bem mais grave do que a outra onde se mostrou muitissimo interessado?

O SOL


O Sol é assim como um caixote do lixo dos dejectos de notícias que não tem lugar noutros jornais.
É público que milhares ou milhões de portugueses não gostam de Manuela Moura Guedes (agora com mais razão, pois está com baixa e anda a pavonear-se por tudo o que é sítio). Por maioria de razão, Socrates não gosta dela.  Tem esse direito. Tambem não é proibido receber um telefonema onde lhe dizem que a dita senhora vai deixar de fazer o que tem andado a fazer. Quem estivesse no lugar de Sócrates, quem fosse seu conhecido ou amigo, se tivesse essa notícia, certamente lha comunicaria.
Mas o Sol, continua a esconder a sua raiva contra tudo o que é referência do PM ou do PS e vai daí, aqui temos, à sexta-feira, mais um vómito do jornaleco dirigido por um arquitecto jornalistico.

27 maio, 2010

Economistas, Professores, patrões e estatisticas

Por: José Niza
1.Nos últimos tempos tem-se falado muito de desgraças nacionais. De um modo geral, quem nelas mais fala, é quem mais devia estar calado.
Há dias, um grupo excursionista de dez ex-ministros das finanças foi a Belém falar com o Presidente da República – também ele ex-ministro das finanças – em nome da salvação da Pátria.
À frente da excursão ia Medina Carreira, o adivinho-mágico que há exactamente 34 anos anda a agoirar que Portugal vai acabar no dia seguinte. O restante séquito foi constituído por uma larga maioria de ex-ministros do PSD e do CDS, a saber: Eduardo Catroga, Miguel Beleza, Jacinto Nunes, João Salgueiro, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite. E, ainda, os ressabiados do PS, Pina Moura e Campos e Cunha.
À excepção de Ernâni Lopes – que estoicamente e com sucesso aguentou o impacto da intervenção do FMI nos anos 80 – todos os restantes, incluindo Cavaco Silva, são os coveiros das finanças públicas e os co-autores do descalabro económico em que hoje o País se encontra. E que não começou ontem, nem com Sócrates, nem com Teixeira dos Santos.
É preciso muita lata e muito descaramento, para este aglomerado de ex-ministros – que só são “competentes” quando não estão no governo – se arvorarem agora em sábios salvadores da Pátria quando foram eles, um a um, que irresponsavelmente a foram soterrando.
2. Um conjunto de dados recentemente divulgados pelo semanário Expresso – e aos quais, que eu saiba, ninguém prestou atenção ou dedicou relevo mediático – explica, preto no branco, porque é que Portugal está como está, é aquilo que é, e vai ser aquilo que não quer.
Vejamos o negríssimo retrato do Portugal que temos, trinta e seis anos depois do 25 de Abril:
O abandono escolar em Portugal é de 31%, mais do dobro do que aquele que existe nos outros países da União Europeia. Isto significa que por cada três alunos que entram para o ensino secundário, um deles fica irreversivelmente pelo caminho. Tudo somado dá centenas de milhar de jovens.
Mas ainda há pior: no que respeita ao número de adultos que concluíram, pelo menos, o ensino secundário – e nos 21 países europeus em que o estudo se realizou – Portugal figura num destacadíssimo último lugar, a grande distância do penúltimo, a Espanha.
mente, os primeiros quatro países onde se verificam as mais altas percentagens de adultos com o 9º ano (ou mais) são todos eles para lá do antigo muro de Berlim: República Checa (91%), três vezes melhor que Portugal; Estónia (89%); Eslováquia (87%); e Polónia (88%). Tudo isto prova que nestes antigos países de ditaduras comunistas, não havia liberdade, mas escolas é que não faltavam.
Curiosamente – desgraçadamente – os quatro últimos dos vinte e um são todos eles países do sul da Europa, onde abunda o sol mediterrânico e o “dolce farniente”: Grécia (60%), Itália (52%), Espanha (51%) e Portugal 27%, quase metade do penúltimo, a Espanha!
Quanto aos conhecimentos de matemática dos nossos trabalhadores, Portugal ocupa o 25º lugar em 29 países.
Mas, deixando os trabalhadores em paz, e passando para o mundo dos patrões portugueses, o que é que temos?
Temos que só 9% deles tem um curso superior. Temos que apenas 10% completaram o ensino secundário. E temos que 81% do total nunca foi além do 9ºano, ao contrário dos 28% da média europeia.
Em contraste com esta crua realidade temos dos professores mais bem pagos da Europa, com menos alunos por turma, e com menos horas de trabalho. E, apesar disto, temos também os professores menos avaliados e mais revoltados.
Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues bem tentaram fazer reformas e dar prioridade absoluta à educação. A resposta foram grandes manifestações e uma santa aliança de todos os partidos da oposição contra as reformas e a favor dos professores e da ridicularização das centenas de milhar de computadores postos ao dispôr das crianças e dos jovens. Em vez de se corrigirem algumas soluções propostas pelo governo, foi o bota-abaixo.
E tudo ficou como estava antes.
É este o Portugal que temos.
É este o atraso que temos.
Em boa verdade, já não somos Europa, somos uma jangada errática, habitada por uma multidão de semi-analfabetos, encalhada na História e sem futuro à vista.
“O algodão não engana”.  (ORibatejo)

Professores

Assim anda o nosso ensino.

Será que passaram os testes para familiares e amigos?

O argumento do CDS/PP é de antologia. Quer justificar o injustificável.

Como esta situação penaliza directamente a incompetência e falta de qualidade no processo, não defesa possível por parte dos sindicatos.

Mário Nogueira podia aproveitar e sempre fazia uma viagem aos Açores por conta do "orçamento" para se inteirar da situação.

"A decisão, esclarece a secretária da Educação e Formação, Lina Mendes, foi tomada segunda-feira "na sequência de falhas ocorridas nas referidas provas e por perda de confiança devida a quebra de confidencialidade quanto ao conteúdo das mesmas". O governo regional "reitera a defesa intransigente do máximo rigor, confidencialidade e qualidade no processo avaliativo dos alunos e do sistema educativo regional", frisa a governante anunciando ter já assegurado a substituição do coordenador desta comissão científica.

"Não fui demitido, demiti-me assim como toda a equipa de Matemática", afirmou Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, rejeitando os termos de uma nota divulgada pelo governo açoriano. O também dirigente regional do CDS/PP e cabeça de lista do partido às eleições legislativas pelo círculo eleitoral dos Açores, declarou que a demissão se explica por o grupo de docentes "não ter local apropriado para fazer as provas", mas também apontou "a possível quebra de sigilo" e as "críticas dos sindicatos"." (Publico)

Trabalho?

Não querem trabalhar?

Não querem aprender?

Ou será que pensam que é nos bancos das universidades que tudo se aprende?

Serão todos ricos?

"Apenas 2700 jovens licenciados até aos 35 anos aceitaram até agora vagas para os estágios na Função Pública, um número que surpreendeu o Governo, já que fica aquém dos cinco mil lugares disponíveis." (Público)

Deputados

Há deputados a mais, ninguem duvida.

Assim como há Freguesias e Concelhos a mais neste país.

Há gente a mais por aí que vai vegetando por conta do "orçamento" e os deputados sem dúvida, que pertençam a essa casta que se acolhe debaixo da sombra daquilo a que chamam a expressão do voto popular para se considerarem uma escolha sufragada pelo voto.

Loução e muitos outros defensores da representatividade ilimitada está a esquecer-se que na maioria dos partidos e em especial no seu, só alguns dos ditos eleitos, não pelo Povo, mas pelas direcções dos Partidos é que botam faladura no Parlamento. Afinal onde está a perde de representatividade?

Nem queremos falar dos deputados que moram em Paris ou em Faro e são eleitos por circulos de Lisboa ou do Porto. Esses são representantes deles próprios.

Mas qual representatividade? Só se for de falar por falar, como é o presente caso de Louçã, que todos os dias tem que abrir a boca. Nesta época como ainda não há muita mosca, sai asneira.

Uma prova inequivoca da representatividade popular.

"O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, afirmou hoje que o Partido Socialista quer reduzir o número de deputados no Parlamento para se "ver livre da opinião dos portugueses".

Em resposta às declarações proferidas quarta feira pelo deputado Mota Amaral, que defendeu a redução do número de deputados no Parlamento, o líder "bloquista" disse: "Há muito que oiço o PS dizer que quer reduzir o número de deputados para ver se se consegue ver livre da opinião dos portugueses que contestam que a política seja dirigida por estes governos que nos têm arrastado para uma crise".

Segundo Francisco Louçã, essa medida significa "retirar a representação nacional e isso as populações não aceitam, como não se aceita que um partido queira ganhar na secretaria os votos que não tem"." (Deputados a mais)


 

Festa do cavalo em Porto Salvo

Cavalo de Porto Salvo, que já tem 11 anos, faz parte do roteiro nacional das festas anuais portuguesas. Não se limitando apenas a trazer os amantes da arte equestre, muitos visitantes são atraídos pelo programa de espectáculos, pela gastronomia portuguesa e pelo artesanato, entre outros. Vai ter lugar a partir de amanhã e até dia 30, na Aldeia do Meio, em Porto Salvo, concelho de Oeiras.

De entre o programa de animação, destaque para o Derby de Atrelagem e a Taça Regional do Centro, no dia 29 de Maio, às 17 horas e a Gala Equestre, às 22 horas. Mais tarde, pelas 24 horas, terão lugar as tradicionais «Cavalhadas», antigos jogos com cavalos da Corte Real Portuguesa e a Garraiada.

No último dia da Festa do Cavalo realiza-se, às 15h30, uma demonstração equestre.

Esta é uma festa dedicada à tradição equestre, com a realização de concursos e demonstrações acompanhados de muita música e animação. (
Clix.pt)

Manuel Alegre

O PS resolverá bem  quem  irá apoiar para Presidente da República, deixando liberdade de voto aos seus apoiantes e simpatizantes - Anula ou vota em branco.
Votar Alegre, nunca

Caxias

Forte - Curva dos Pinheiros

Opinião

"O Público, cuja prudência na afirmação é correlativa à recusa da metáfora, colocou na primeira página de 23 de Maio, entalada entre Mourinho e a conclusão da série de televisão Perdidos, uma acusação terrível: "As causas que amarram a economia ao marasmo. Um problema que começou com Cavaco e com Guterres." O distinto periódico não só se distraiu no cacófato como acordou um pouco tarde para uma evidência conhecida há duas décadas.
O dr. Cavaco encheu o País de betão inútil. Recebeu oceanos de dinheiro para resolver dificuldades essenciais (repito: essenciais) e deu um tratamento uniforme aos problemas relativos ao desenvolvimento. Confundiu tudo. É um dos maiores embustes políticos de que há memória. O eng.º Guterres fez o percurso de interpretação clássica: o mal está na educação. Era a sua paixão ardorosa e a apoquentação da sua alma repleta de piedosas referências. O Cavaleiro de Oliveira escreveu que vivíamos numa "fermosa estrivaria." Guterres, num "pântano". Fugiu e escancarou as portas à direita mais abstrusa.
Se o nosso presente está ameaçado pela própria contingência da realidade que o envolve, deve-se a estes senhores, e a muitos mais outros, a perda da unidade de sentido que faz funcionar um país, uma nação. Tudo o que foi ministro da Economia e das Finanças tem passado pelas televisões apresentando respostas para a crise que não previram, ou que anteviram e não avisaram, ou que fomentaram por negligência e inépcia. Agora, são todos sábios e enunciam algo de semelhante ao fim da pátria tal como a conhecemos, e ao ocaso da democracia por ausência de cidadania. Enfim, dizem, a nossa tendência é a da servidão.
Fomos os "alunos exemplares" de Bruxelas: aceitámos a destruição do nosso tecido produtivo com a submissão de quem não foi habituado a expor questões e a enumerar perguntas. Pescas, agricultura, tecelagem, metalurgia, pequenas e médias empresas desapareceram na voragem, em nome da "incorporação" europeia. A lista de cúmplices desta barbaridade é enorme. Andam todos por aí. Guterres trata dos famintos do Terceiro Mundo; Barroso, dos "egocratas" de barriga cheia; os economistas que nos afundaram tratam da vidinha, com desenvolta disposição. Nenhum é responsável do crime; e passam ao lado da insatisfação e da decepção permanentes, como cães por vinha vindimada.
Impuseram-nos modos de viver, crenças (a mais sinistra das quais: a da magnitude do "mercado"), um outro estilo de existência, e o conceito da irredutibilidade do "sistema." Tratam-nos como dados estatísticos, porque o carácter relacional do poder estabelece-se entre quem domina e quem é dominado - ou quem não se importa de o ser. " (Baptista Bastos)