12 maio, 2008

Frente Comum e Fesap sem acordo

Inadaptação e arbitragem são matérias de difícil consenso
Frente Comum e Fesap sem acordo no contrato de trabalho da função pública


A Frente Comum e a Frente Sindical da Administração Pública (Fesap) admitiram hoje ser muito difícil, ou mesmo impossível, chegar a acordo com o Governo sobre a proposta do contrato de trabalho para funções públicas."Não há acordo. É o princípio da degradação do regime público, além de agravar as condições de trabalho dos funcionários da Administração Pública", disse a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, no final da quarta e última reunião de negociação com o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo.
A dirigente sindical apontou como pontos mais negativos da proposta do executivo a adaptabilidade e a precariedade no trabalho, a forma de contratação no futuro, a retirada de direitos aos sindicatos, tanto ao nível do processo de negociação colectiva como na redução do crédito de horas, e o despedimento por inadaptação. No entanto, Ana Avoila reconheceu que o executivo melhorou a sua proposta no que se refere ao despedimento por inadaptação, uma vez que torna mais "difícil despedir", mas estas alterações foram insuficientes para merecer o acordo da estrutura sindical. Apesar deste lote de críticas, Ana Avoila adiantou que a Frente Comum vai equacionar se pede ou não uma negociação suplementar, medida que está igualmente em análise pela Fesap.
José Nobre dos Santos vê, “ nesta altura, com muita dificuldade a possibilidade de haver um acordo. No entanto, continuamos a negociar", disse o secretário coordenador da Fesap, que interrompeu a reunião com o Governo para falar aos jornalistas. "As negociações tem alguns pontos de afastamento, se isso não for ultrapassado não será possível chegar a um acordo", frisou Nobre dos Santos, apontando como matérias de maior discordância a inadaptação e a arbitragem. Outro aspecto que afasta a possibilidade de um acordo prende-se com a perda de direitos das estruturas sindicais na negociação colectiva.
Nota. Ficar tudo na mesma. Solução para os Sindicalistas.
Muito bem

09 maio, 2008

Pagador de promessas



Não queria creditar que tal podesse acontecer no seculo XXI.
Afinal o vil metal, compra a promessa.
Certamente feita com pouca devoção.
Até nisto o mais pobres tem "religião" diferente.
Não faltará o dia em que o maratonistas arredados das competições passem para esta nova profissão.
Se a moda pega, até as Finanças passam a controlar o "pagadores"

08 maio, 2008

Desporto ?

A propósito do jovem hoquista da Parede, agredido barbaramente dentro do próprio recinto de jogo pelos seus adversários.
Desporto, Cultura e Recreio, ora aqui está . . .


Jogadores jovens têm por hábito dizer palavrões mas os pais fazem pior na bancada
Pais transformam competições dos filhos em jogos de bolinha vermelha
Nas imediações do Estádio Municipal de Tomar já se ouve a gritaria e os assobios. Lá dentro a equipa da casa defronta o C.A.D.E do Entroncamento. Em campo, os jogadores têm entre 8 e 12 anos e, concentrados, raras são as vezes que abrem a boca. “Passa a bola car…..”, diz um jogador. “Chuta a bola, po….”, diz outro para o colega de equipa.
Fora do rectângulo de jogo, ambas as claques fazem bem o seu papel e são incansáveis a puxar pela equipa. Por vezes os ânimos aquecem e é aqui que a boca, que nestes casos parece estar directamente ligada ao coração, tem dificuldade em controlar o vernáculo. Especialmente as senhoras que se encontram a assistir ao jogo.

"Ó seu grande filho da p…. não viste que foi falta” ou “ Isto é obstrução na minha terra, ó palhaço”, são alguns dos impropérios dirigidos ao árbitro da partida, que parece ignorar as ofensas.

Com o aproximar do final do jogo, com os visitantes a ganhar, os nervos parecem aumentar e a dismonorreia de palavrões sucede-se. “Vai para casa, ó meu c…..”, “Não tens relógio, ó palhaço?!!!!.
A instituição do cartão azul, proposta recente de Rui de Mâncio, coordenador das selecções de futebol da Madeira, para controlar os "palavrões" em jogos de futebol das camadas jovens poderia muito bem ser estendida a outros actores: os pais dos próprios jogadores que, durante os jogos, chegam a usar vernáculo de fazer corar uma freira.
O ambiente que se vive no Estádio Municipal de Tomar é, segundo o pai de um dos jogadores da escola de futebol daquela cidade, que por medo de represálias preferiu não se identificar, o mesmo que se vive em outros estádios da região, sempre que duas equipas de jovens se defrontam.

“É incrível, já assisti na bancada a cenas e provocações entre pais de miúdos que chegaram mesmo a vias de facto”, diz, admitindo que também ele se exalta quando é picado pela claque da equipa adversária.

“Não sei se é por ser a equipa do meu filho que está a jogar mas o certo é que os níveis de adrenalina sobem ao máximo na bancada”, aponta.
“Ora p….., outro chapéu”, “Fod… até que enfim que marca falta” e por aí fora até ao apito final do árbitro, momento em que os jogadores da equipa visitante correm eufóricos a abraçar os elementos da sua claque, onde se encontram os pais, alguns que ficaram afónicos de tanto gritar. “É mais forte do que eu, não consigo controlar as emoções enquanto estou a assistir ao jogo. Não é pelo meu filho mas sim pela equipa toda”, diz a mãe de um dos pequenos jogadores, antes de o felicitar pela vitória.
Numa outra competição, desta feita que coloca a equipa do U. Tomar ao Rio Maior, o ambiente vivido nas bancadas é em tudo semelhante.

Um grupo constituí-do maioritariamente por mulheres, mães de alguns jogadores, com idades ente os 14 e 17 anos, puxa pela equipa visitante que acaba por ganhar a partida por 1-0. “Somos a melhor claque do mundo”, dizem em uníssono, admitindo que, por vezes, soltam alguns palavrões no decurso da partida, incendiadas pela “falta de jeito” do árbitro da partida, justificam. “Nessas alturas temos que cantar mais alto para que não se oiça o que algumas de nós dizemos”, confessam a rir.
Segundo Luís Faria, treinador das escolinhas do C.A.D.E. o comportamento dos pais na bancada é algo excessivo, devendo estes ter mais calma enquanto assistem aos jogos dos filhos. “Os pais dizem muito mais asneiras que os filhos.

Os miúdos querem é jogar à bola e se batem uns nos outros pedem logo desculpa. Isso não se vê nos graúdos”, apontou o técnico. Para Luís Faria, esta atitude representa uma “carga psicológica” muito grande para miúdos de pouca idade e a quem é exigido o mesmo que um jogador adulto. “Os pais vivem demais o jogo e penso que não há necessidade de arranjarem chatices e trocarem palavrões uns com os outros”, atesta.
No campo dos Bugalhos, em Alcanena, a equipa da casa, constituído por jogadores entre os 8 e 12 anos, ganha ao visitante, de Ferreira do Zêzere por 3-0. O ambiente é mais calmo do que o que se assiste nos campos de Tomar ou do Entroncamento. Mesmo assim por vezes ouvem-se frases mais picantes. “Ponham-lhe àgua-ráz (solvente) no rabo para ver se corre mais”, diz um homem, de pé. Na bancada há uma voz que se sobrepõe entre as demais. É a de Cândida Alves, mãe do jogador n.º 6, Pedro Alves. Acompanha o filho para onde quer que ele vá, já lá vão cinco anos. Apesar de viver intensamente a partida, da sua boca não sai um único palavrão. “Não temos esse costume aqui. Sabemos ganhar e perder. Mas há aí sítios que meu Deus, se for assistir a uma partida sai de lá corada”, diz.
Também o árbitro da partida, Nelson Campos, prefere fazer orelhas moucas ao que ouve dentro e fora das quatro linhas: “Os jogadores, como são muito jovens, é normal que digam alguns palavrões entre eles mas os pais, na bancada, são mil vezes piores”.

Do jornal o Mirante

07 maio, 2008

PSD - Família desavinda em dia de aniversário








Cada um puxa para seu lado, mesmo emdia de aníversário.
Até um dos pais dos PSD se transforma em Padrinho e escolhe uma Afilhada.
Isto ainda vái acabar mal

06 maio, 2008

Camara Municipal de Oeiras,

Tudo é possível.
Sabe-se que Isaltino Morais, irá gastar uma verba "astronómica" num "retiro" com os seus colaboradores mais próximos e mais "responsáveis".
Não terá encontrado local apropriado para deixar a vultuosa verba aqui por uma das diversas unidades hoteleiras do burgo e vái daí, em excursão para fora de portas.
Longe da vista, longe do coração. Dos municipes.
Quais os motivos para tão vestuta reunião ?
Alguém saberá explicar a razão de tal escolha ?
Aqui fica a pergunta.

05 maio, 2008

PSD sem dinheiro e sem crédito

Como é que se pode acreditar na politica, na maioria dos politicos, nalguns partidos politicos.
Nem com dinheiro "clandestino", são solventes.
Não sabem governar a sua própria casa, e querem ( des)governar o país.

Pedro Passos Coelho, nem sequer acredita nas contas dos seus concorrentes à liderança do Partido




Partido sem dinheiro para pagar multa do processo Somague

Bancos não dão crédito ao PSD e situação é "muito delicada"

A coima aplicada ao PSD no âmbito de um financiamento ilegal realizado pela empresa Somague poderá ser paga até 2010, em quatro prestações, sem juros. O presidente do Tribunal Constitucional (TC) foi sensível aos argumentos de que o partido se encontra mal financeiramente e sem hipótese de conseguir crédito junto da banca.

Os restantes condenados no processo tiveram dez dias para liquidar a coima e já o fizeram.


In Jornal Publico

03 maio, 2008

Jose Niza - Poemas da Guerra




José Niza fala dos seus Poemas de Guerra
O primeiro livro do médico, político e compositor, José Niza, foi apresentado publicamente, na passada segunda-feira, 21 de Abril, no Largo do Seminário em Santarém, pelas seis e meia da tarde.
“Poemas de Guerra (Angola 1969 – 1971)”, tem prefácio de Francisco Pinto Balsemão.
É editado por O MIRANTE e teve uma edição de trinta mil exemplares que foram oferecidos aos assinantes do jornal, com a edição dessa semana em que se assinala mais um aniversário do 25 de Abril.
O autor explicou a O MIRANTE TV as circunstâncias em que os poemas foram escritos e revela que tem na sua posse um diário de guerra com mais de oito mil páginas que poderá servir de base a um novo livro.

01 maio, 2008

Quinta feira da Espiga




Tradições que infelizmente se vão perdendo!

Lembro-me bem de correr os campos com os meus pais e amigos, no Dia da Espiga.
Era então feriado, hoje ainda o é em muitas terras.
Um farnel, umas mantas e lá iamos para um local não muito longe de nossas casas porque o percurso era todo feito a pé.
O dia todo no campo.
Que tradição.
Para conseguirmos o tão desejado raminho que, se a memória não me falha, incluia e inclui tambem nos nossos dias, espigas de trigo, papoilas, pequenos ramos de oliveira, malmequeres brancos e amarelos.
Depois era pendurado atrás da porta até ao ano seguinte, para trazer a fartura aos nossos lares, conforme rezava a tradição.
Tenho bem na memória, num dia da espiga, uma viagem a Lisboa.
Ao Bairro da Encarnação em Lisboa, ter passado o dia no pinhal que ainda lá existe parte, para ver os aviões a aterrar e a levantar voo no aeroporto.
Bons tempos em que adultos e jovens se divertiam com estas tradições.


Dia do Trabalhador





Dia do trabalhador



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
História

Em 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário.
A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado.
Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Dia do Trabalhador em Portugal

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pelas polícia.
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-Intersindical (Confederação Geral dos Trabalhadores Portuguêses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral das Trabalhadores).
No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região.

Pequena nota do autor

Durante o período da ditadura de Salazar e Caetano, a opressão contra todo o tipo de manifestação popular, de trabalhadores ou estudantil foi sempre manifesta e violenta.
Recordo, por residir à data na margem Sul, o que acontecia na Cova da Piedade, Almada e Laranjeiro.
Viaturas repletas de soldados da GNR, patrulhas apeadas ou a cavalo, circulavam intimidando a população com medo de qualquer tipo de manifestação, por mais insignificante que fosse.
Cova da Piedade e Almada, sempre foram núcleos de conspiração activa contra o governo de então.
Quando sáimos da escola eramos escoltados por alguns professores até às imediações das nossas residencias ou então junto das paragens dos autocarros para seguirmos para nossas casas.
A cavalaria da GNR, muitas vezes ao perseguir alguem de quem desconfiava, chegou a entrar, cavalgando, para dentro dos estabelecimentos comerciais onde aqueles procuravam refúgio.
Na Cova da Pidade e Larangeiro, saida dos marinheiros da Base Naval do Alfeite ou do Quartel do Corpo de Marinheiros da Armada e dos operários do Arsenal do Alfeite, era motivo mais que suficiente para que um vasto numero de viaturas, cavalos e GNR's por alí ficassem muitas horas, em atalaia, na defesa dos ideais do Estado Novo, não deixando que alguem de manifestasse de modo algum.
Grande parte do operariado das várias fábricas de transformação da cortiça que aí existiam, tambem criavam grandes problemas à "segurança do Estado" de então.
Razão para que as ditas forças muitas vezes por lá pernoitarem em sentinela constante contra os "inimigos" de então.
O Portão Verde, que ainda hoje existe no Laranjeiro, era a sáida e entrada para o Arsenal do Alfeite, onde a grande maioria do operariado daquele estaleiro naval do estado trabalhava.
Mais uma boa razão para as dores de cabeça dos guardiões da ordem pública de então.
Por aí, em carrinhas, os GNR ficavam horas a fio em sentinela, para o que desse e viesse.
Até ao 25 de Abril de 1974 foi assim.
O 1º de Maio após 25 de Abril, foi a maior e a mais genuina manifestação popular de repudio contra o Estado Novo acabado de desaparecer da historia de Portugal.
Tive a felicidade de nela ter participado.
Hoje, merce da apropriação partidária dos sindicatos, o dia do Trabalhador, pouco mais é que um feriado.
Terá o mesmo significado que a maioria de muitos outros - dia de descanso para quem trabalha

30 abril, 2008

Janelas - Lisboa


Durante muitos anos a arquitectura utilizou os azulejos na cobertura dos edificios, especialmente nas fachadas.
Deram resultados extraordinários, em beleza e durabilidade.
Vastas areas dos bairros de Lisboa, ainda hoje mantem os seus prédios da época coberta com este material.
Aqui fica um exemplo de um prédio completamente degradado - os azulejos lá estão, passadas muitas intempéries e maus tratos.

28 abril, 2008

Oeiras e tudo à volta

Alcântara

Obras vão desatar nó ferroviário em Lisboa.
O conforto e os ganhos nos tempos de viagem para os passageiros da Linha de Cascais são os grandes benefícios da ligação à Linha de Cintura, sublinhou ontem ao Correio da Manhã a secretária de Estado dos Transportes. A intervenção em Alcântara, que é anunciada hoje pelo Governo, vai não só ligar as duas linhas ferroviárias como também ampliar o porto de Lisboa, num investimento de mais de 400 milhões de euros.
O novo sistema ferroviário de Alcântara vai permitir, por exemplo, que um passageiro de Cascais possa chegar, sem qualquer transbordo, à Gare do Oriente. 'A ligação actual é de 80 minutos e passará a ser de 54 minutos', sublinhou ao CM Ana Paula Vitorino.
A ligação entre a linhas de Cascais e de Cintura, bem como a que serve a transferência de mercadorias entre o porto de Lisboa e a estação de Alcântara-Terra, serão enterradas, libertando toda a área actual para a circulação rodoviária.
As obras deverão iniciar-se no final de 2009, estando a conclusão prevista para 2013, data em que deverá entrar em funcionamento a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro. Com a entrada em funcionamento do novo aeroporto de Lisboa, em 2017, o tempo de percurso ferroviário entre Cascais e Alcochete será de 65 minutos.
A própria Linha de Cascais sofrerá uma profunda intervenção, entre 2010 e 2013, num investimento calculado em 180 milhões de euros. A modernização das composições, defendida pela CP, será efectuada em simultâneo com a intervenção na infra-estrutura, garantiu a governante.
Paralelamente, será ampliado o terminal de contentores do porto de Lisboa. Com esta obra, 'triplica-se a capacidade de mercadorias do porto de Lisboa', sublinha a secretária de Estado.
As ligações ferroviárias, entretanto melhoradas, permitirão uma maior transferência das mercadorias do modo rodoviário para o ferroviário, ou seja, de camiões para comboios. As obras no porto, por sua vez, permitirão o transporte fluvial entre o porto de Lisboa e Castanheira do Ribatejo, que será efectuado por barcaças.
Actualmente, cerca de 80 por cento das mercadorias é transportada por camiões e apenas 20 por cento por comboio.
O objectivo é duplicar a quota da ferrovia e incentivar o transporte de mercadorias por via fluvial. 'Queremos reduzir cerca de mil camiões por dia ', sublinha Ana Paula Vitorino.
DETALHES DO PLANO

LINHAS NO SUBSOLO
As linhas ferroviárias cruzam a zona de Alcântara pelo subsolo, aliviando a superfície dos actuais constrangimentos, sobretudo decorrentes do transporte de mercadorias. A nova estação de Alcântara-Terra será também enterrada.
ESPAÇO PORTUÁRIO
A superfície de acostagem dos navios será aumentada dos actuais 630 metros para os 1630 metros. A transferência do terminal de cruzeiros para Santa Apolónia vai permitir, igualmente, aumentar a capacidade de armazenagem de contentores.
INVESTIMENTO
O investimento previsto para as intervenções ferroviárias e marítimas está orçado em 407 milhões de euros. Mais de 200 milhões ficarão a cargo do sector privado e o restante dividido entre o porto de Lisboa e a Refer.
REQUALIFICAÇÃO
A secretaria de Estado dos Transportes prevê ainda a requalificação da própria Linha de Cascais. A intervenção ao nível das linhas ferroviárias está calculada em cerca de 180 milhões de euros, mas o custo vai aumentar com a renovação dos comboios, uma necessidade defendida pela CP.

26 abril, 2008

Cavaco Silva e a ignorância e o desinteresse dos jovens

Aquilo que o Presidente da República hoje trouxe ao conhecimento público, já era do conhecimento da grande maiorias dos portuguesesdesde há muito.
Não seria necessário uma sondagem especifica para o efeito, nem fazer roteiros pelo país.
As motivações da grande maioria dos jovens não passa pelo conhecimento dessas nenharias.
As grandes facilidades "oferecidas" aos jovens nos dias de hoje, pela sociedade e pelos próprios familiares, conjugam e incutem uma vasta panóplia de ideias nos jovens, que os "obriga" a justificar o não "pensar" em coisas sérias.
A politica é demasiado séria para que se não possa deixar de pensar e reflectir sobre ela e sobre as suas vastas consequencias no futuro de todos nós, mas em esepecial no futuro dos jovens.
Esses terão muitos mais anos de preocupações e dificuldades, se as houverem.
O PR pode ter chegado tarde, com a denúncia de tal situação, mas certamente ainda terá muito tempo, para que possa dar uma contribuição activa, pedagógica e consequente, não só pelo exemplo da sua prática politica, mas ainda mais, promovendo e dando acolhimento a manifestações, programas e iniciativas no sentido de fazer aumentar o interesse da juventude pela actividade politica no seu todo.
As escolas, cabe em primeiro plano, dado o contacto diário com a maioria dos jovens, fomentar o gosto pelo conhecimento das actividades politicas no seu todo, devendo particularizar temas e aspectos que possam cativar e fazer interessar todos nos assuntos em estudo, discussão ou análise.
Aos partidos politicos, mas em especial a todos o que a nível individual fazem politica, muitos deles, como profissão, lhes é remetida a responsabilidade de fazer mudar o rumo à presente situação.

25 abril, 2008

25 de Abril

Que

a simbologia

desta foto

se mantenha

para

sempre



Dia 25 de Abril
de
2 008
20 Horas
Jornal da Noite da TVI
Primeira Notícia
Sondagem dos concorrentes a Presidente do PSD
Manuela F Leite
em
primeiro
lugar
*
*
Observação:

O 25 de Abril
anda
mesmo
muito
por
baixo





Vila Fria - Oeiras





Num completo esquecimento


(o 25 de Abril, anda muito arreado de Vila Fria)

23 abril, 2008

Tratado de Lisboa

Depois de tantos "ditos e mexericos", sob hoje, finalmente ao Parlamento, para aprovação o Tratado de Lisboa.
Os prós e os contras que fundamentaram tanta crítica, estão desvanecidos.
A situação no PSD criada com o abandono de Luis Filipe Menezes, vái deixar ficar em segundo plano muita matéria que, eventualmente, mereceria estar mais visível na comunicaçõao social

22 abril, 2008

Poemas da Guerra - Jose Niza



Estivemos em Santarém, numa memorável e inolvidável tarde.
Na apresentação pública do livro de poemas - Poemas da Guerra - do Dr José Niza.
Aquele que foi médico do Batalhão 2877 onde fomos camaradas, nos dois anos mais tristes das nossas vidas.
Como Francisco Pinto Balsemão, diz no prefácio ao livro, por si subscrito, "Jose Niza é um médico praticante, um compositor e autor de letras consagrado e um músico amador competente . . . "
Dizemos nós, que com ele partilhamos muitos momentos bons e maus, que é um homem com um raro sentido de humor, um conversador nato, um companheiro e acima de tudo um raro utilizador da verticalidade na sua postura e no modo como tem praticado a vida.
Bem haja


19 abril, 2008

25 de Abril



25 de Abril

Da janela do meu coração, continuo a ver o 25 de Abril de 1974 a passar.
Algumas vezes temos conversado.
Não passa agora tantas vezes e, quando passa, já o faz, com um passo curto, muito miudinho.
Ainda trás consigo uma áurea de esperança.
Mesmo para os velhos, o futuro não se perde nunca de vista
Está a ficar velho, mas, como todos os velhos, está rico em experiência e em sabedoria acumulada.
Tenho notado que nalguns dias, passa como que se estivesse um pouco envergonhado.
Creio que não será com ele próprio.
Não sendo de muitas palavras e mais de actos, prefere que o tempo vá passando para que muitos dos que mal dele disseram e alguns ainda hoje dizem, se compenetrem da sua razão.
Os bons corações são generosos, compreensivos e humildes.
Ele foi.
Ele assim é
Houve tantos que precisaram dos seus favores, o que ele nunca regateou e muitos desses, hoje tanto mal dele dizem.
Houve tambem quem pretendesse aproveitar as ruinas do casarão que ele escancarou, para o transformar em outro quase igual, apenas pintando com outras cores a fachada e as paredes.
Noto-lhe no semblante a esperança de quem sabe que um dia virá o reconhecimento das suas qualidades.
Nunca mo disse, mas eu já me apercebi, que tem perdoado a essas pequenas minorias, a sua maledicência e oportunismo.
Estando mais velho, já com as rugas a começarem a cobrir-lhe a face tisnada pelas intempéries da dura vida terrena, sabe que não foi perfeito em tudo o que até agora fez.
Também têm consciência de que, com a sua idade, agora, não pode fazer muito mais.A sua sina, foi abrir para uma grande maioria, as portas do casarão, velho, com as paredes a derrocarem e o vigamento dos tectos cheios de teias de arenha, quando não, de ninhos de vespas e com o telhado a desmoronar-se, devido aos maus tratos de 50 anos de abandono e isolamento.
Depois das portas abertas, todos entraram.
Minto, alguns, fugiram, pois tiveram medo que algum pedaço do velho edifício lhe caísse em cima.
Outros que durante anos foram habitantes privilegiados do edificio, aproveitaram a camuflagem do pó da derrocada e passam por aí, despercebidos.
… A minha janela continua aberta.
Será bom continuar a vê-lo passar.
Nem acredito que não possa assim ser.
Estamos os dois a ficar cada vez mais velhos.
Eu mais, quando ele nasceu, já tinha quase 30 anos. Com três de serviço militar obrigatório, dois deles passados nas matas de Angola.
No regresso trouxe comigo o sedimento dessa dura passagem, muito dele, ainda me acompanha hoje no dia a dia.
Desejo que nos continuemos a ver, por longos, felizes e saudáveis anos.
Bem-haja

18 abril, 2008

Jose Niza - Africa, 25 de Abril, sempre hoje e amanhã


Aqui fica uma pequena homenagem aquele que foi durante 2 anos, na Guerra de Africa, o médico do BCAÇ2877, companheiro de armas do editor deste Blog




Festa dia 21 de Abril, a partir das 18h30 com Tonicha e Paco Bandeira





Primeiro livro de José Niza apresentado em Santarém



O primeiro livro de José Niza é editado por O MIRANTE e distribuído gratuitamente com a edição da semana em que se comemora mais um aniversário do 25 de Abril.
No prefácio que escreveu para o livro Poemas de Guerra, de José Niza, o seu amigo, Francisco Pinto Balsemão desafia-o a escrever mais. “Devia consagrar muito mais do seu tempo à poesia, recuperando e dando versão definitiva ao que decerto já escreveu e guarda só para si. E, sobretudo, criando, escrevendo novos poemas. Podemos e devemos exigir a José Niza que não fique por aqui, que escreva e publique mais poesia.”
Para Francisco Pinto Balsemão o livro revela “um grande poeta português, na linha e na tradição de Pessoa e de O’Neil – do sarcasmo, da crítica, da tomada de posições políticas corajosas, mas também da ternura pelas crianças, da absorção contemplativa e participativa da natureza, de alguma sensualidade comedida.”
Apesar de José Niza ter centenas de poemas que são conhecidos do grande público através de canções, para além de inúmeros textos sobre cantores e artistas, Poemas da Guerra (Angola 1969 – 1971) é o seu primeiro livro.
Numa linguagem simples e directa o autor coloca os leitores num tempo e num lugar distantes. Através de uma inspirada ironia mostra como lhe foi possível resistir a uma guerra injusta e sem sentido, como foi a guerra colonial. “A forma como encarei a guerra e com ela me confrontei, teve algo de ingenuidade e de loucura lúcida”, diz José Niza. E acrescenta. “A minha confrontação com a guerra foi – no fundo – não a levar a sério. Melhor dito: não a levar a sério... mas não convinha que ela soubesse disso.”
O lançamento do livro está marcado para dia 21 de Abril, às 18h30, no largo do Seminário em Santarém.
Em caso de mau tempo a cerimónia decorrerá no salão nobre da câmara municipal.
Autor fala sobre a guerra colonial em entrevista



José Niza fala longamente sobre o que viveu em Angola entre 1969 e 1971, numa entrevista que concedeu a O MIRANTE e que será publicada na próxima edição.



O médico, escritor e político conta alguns episódios passados no aquartelamento ( Zau Évua) onde cumpriu uma comissão de serviço, que estava situado a dezenas de quilómetros de qualquer povoação.


Zau Évua ( Vista parcial)


O Carnaval em Zau Évua



Aqui o Carnaval é todo o ano
Desde o içar da bandeira
Ao cair do pano
Trezentos soldados
Mascarados
Suam bem suados
bagas de suor de um confetti
amarelo verde e encarnado
que não é daqui
um clarim toca
várias vezes ao dia
(o Pavlov descobriu
que os reflexos condicionados
também serviam para os soldados)
eu vou estando
e não esqueço
adeus
até ao meu regresso.




Jose Socrates versus Filipe Menezes

A grande diferença.





Menezes nem com a prata da casa se aguentou.

Seis meses foram suficientes para encostar o barco, pois tamanha era a tempestade dentro do seu próprio porto de abrigo.

Que regresse à sua profissão, pois há falta de médicos ou a Gaia

Socrates, tem sofrido rombos por todo o lado, navega pelo alto mar.
Chegará um dia a um porto seguro.

Quem está em maioria absoluta sabe que todas as minorias são muito dificeis de contentar.

Assim, para uns, haverá sempre uma boa mão cheia de razões para sizer mal dos politicos e dos partidos.

Quem não sabe governar a sua própria casa, não pode vir a ser candidato à governação do país.

16 abril, 2008

Relógio de Sol e a Gaivota



Em dia de Sol, a gaivota parecer querer saber a que horas terá de voar do cimo da cruz da capela
da Praia de S. Julião - Ericeira

Nova Lei do Divórcio

Parlamento aprova hoje nova Lei do Divórcio

O Parlamento aprova hoje a nova Lei do Divórcio com os votos favoráveis dos socialistas, PCP e BE, que irá propor que a declaração de vontade de um dos cônjuges seja fundamento para dissolver o casamento.

Isaltino Morais e os €uros no estrangeiro



Aquela velha "rábula" de que até a sentença transitada em julgado, todo o arguido se considera inocente, tem a sua razão de ser.

Acontece com alguma frequência o arguido ser absolvido na 1ª instância, se condenado recorrer para o tribunal superior e a sentença ser proferida em sentido contrário, o que dá razão aos mais acérrimos defensores de que para concorrer ou estar á frente de um qualquer lugar de eleito, não é razão suficiente para não concorrer ou para pedir escusa, ser ou passar a ser arguido.

Até aqui tudo bem, mas situações como a do actual presidente da Camara de Oeiras, conforme se lê num dos jornais que se publicam em Oeiras, em que se quantifica o aumento dos seus proventos, sem justificação aparente, não seria mais que uma boa "razão moral" para pedir escusa do cargo que qualquer politico possa ocupar ?

Situação semelhante, mas de outra índole se passa agora em Amarante com o antigo presidente da Camara de Marco de Canaveses.

Ou será que nós temos os políticos que merecemos ?

15 abril, 2008

Ponte Vasco da Gama


Quando está lançada a polémica sobre mais uma travessia do Tejo, aqui fica uma imagem da Ponte Vasco da Gama, num dia de maré em baixa-mar

14 abril, 2008

A nova lei do divórcio

O Partido Socialista é uma das grandes instituições da democracia portuguesa.

O País deve-lhe, entre outras, a oposição ao marcelismo, a luta contra o gonçalvismo, os programas de estabilização com o FMI em 1977 e 1983 e a reforma da Segurança Social em 2007.

Mas, sobretudo quando orientado por personalidades de segunda categoria, ele também é capaz de enormes disparates e graves atentados.

A recente decisão de mudar a lei do divórcio é um caso destes.



Nota: O país deve, certamente, muito mais ao PS.

Tambem os Deuses erram e não agradam a todos.

Que se saiba o PS é constituido por mortais.

Ou será que a verdade absoluta está sempre do lado dos comentadores ?

Estes não erram ?

Cavaco Silva, Jardim e o Sr. Silva

Vamos ver que actitude vai tomar o Pesidente da Republica, a quem Jardim em tempos apelidou de Sr Silva.

O "sr. Silva" está hoje de volta à Madeira

Lutas constantes marcam relações Cavaco-Jardim

A Região Autónoma da Madeira prepara-se para receber a primeira visita de Cavaco Silva na qualidade de Presidente da República. Um ano depois de Alberto João Jardim ter provocado eleições antecipadas. Um programa de "volta à ilha" sem entrar na Madeira profunda mas que arrastará jornalistas e políticos durante quase uma semana (de hoje a sábado).
Por causa da visita, enquadrada nas comemorações dos 500 anos do Funchal, assiste-se a uma limpeza geral.
O temporal deixou marcas difíceis de ocultar. Tal como a relação vivida no passado entre os dois políticos, Alberto João Jardim e Aníbal Cavaco Silva. A relação entre ambos é de tolerância obrigatória. Os seus perfis, já se sabe, são incompatíveis. Esta é uma história que vem de longe, com altos e baixos, mais agressiva por parte de Jardim e sempre controlada à distância pelo professor, que raramente comentou as afirmações de Jardim, sobretudo quando estas atingiam os seus ministros das Finanças.Em 1994 Jardim estava furioso. Queria resolver a dívida e alerta Cavaco Silva, primeiro-ministro, para a "teimosia numa altura menos própria" do então ministro das Finanças, Eduardo Catroga. "Deveria tirar ilações e ver o ministro das Finanças que tem", disse, aconselhando-o uma remodelação. Do outro lado, o silêncio. Certo é que nas deslocação oficiais a linguagem abrandava. Enquanto primeiro-ministro, Cavaco visitou oficialmente a ilha três vezes entre 1990 e 1995, sem contar com incursões como a cimeira luso-espanhola de Dezembro de 1992 ou jornadas parlamentares do PSD em 1992.
A verdade é que o actual chefe de Estado conhece bem os meandros dos governos jardinistas. Sendo ministro das Finanças, acompanhou uma visita oficial de Sá Carneiro à região em 1980. Em 92 disparou: "Jardim, queres dinheiro? Vai ao Totta!"
Em 1944 viveu-se um dos momentos mais azedos. Um dia depois de umas eleições europeias, a bordo de um avião para a Venezuela, Cavaco responsabiliza Jardim pela derrota do PSD. Este reagiu mandatando o seu assessor para uma resposta curta: "Deveriam estar todos com os copos." Depois emitiu um comunicado pedindo desculpas pelo lapso do assessor. Uma coisa é certa: as passagens pela Madeira sempre foram ricas em comentários com duplo sentido. "Com um barco destes o senhor não precisa de um aeroporto intercontinental no Funchal", disse Cavaco a Alberto João, a bordo do catamaran "Pátria" (Maio de 1990). Resposta de Jardim: "Faça isso e arrisca-se a ter nas eleições só o voto do ministro da República." Nessa viagem, a recepção no porto do Funchal lembrava as recepções a Américo Thomaz, com dezenas de barcos a apitar embandeirados e os meninos das escolas à espera. É esta a grande contradição. O tom reivindicativo de Jardim, de ameaça constante, perde-se depois nos salamaleques de anfitrião, com laivos de alguma subserviência. Cavaco, pelo seu lado, foi-se revelando perito em contornar questões difíceis: "Jesus Cristo não sabia de finanças e foi um grande homem", disse, à chegada ao aeroporto, em 1995, quando instado pelos jornalistas a comentar as relações financeiras entre o Estado e a região. Na hora da despedida, a memorável gaffe: "Gostei muito de ter estado em Timor." Nessa visita, Cavaco criticou Jardim por "tratar na praça pública aquilo que é diálogo normal que se estabelece entre titulares de orgãos de soberania". Uma semana antes, o líder madeirense tornara público que o primeiro-ministro lhe teria pedido "tréguas" antes da visita. Ainda não se tinha chegado à fase em que Cavaco Silva passou a "senhor Silva". Isso foi na altura em que o agora Presidente se preparava para avançar para Belém (e minava a candidatura de Santana Lopes a primeiro-ministro): "O comportamento do Sr. Silva é causa de expulsão do partido", diz Jardim.
Depois, confrontado com a candidatura, o tom mudou: "Dou todo o meu apoio e vou empenhar-me na candidatura do prof. Cavaco Silva. Ele reúne as condições para ser Presidente da República. É uma pessoa impecável, honesta." Numa passagem da campanha pela região, Cavaco Silva arrumou o assunto: "Podem arranjar as formas mais hábeis mas eu não discuto o passado." Uma frase que provavelmente repetirá algures na visita que hoje se inicia.

13 abril, 2008

Faleceu João Aguiã Serra

Faleceu
Presidente da Junta de Freguesia de Paço de Arcos
Presidente do Clube Desportivo de Paço de Arcos
Vereador da Camara Municipal de Oeiras

12 abril, 2008

Para quem não queria ser avaliado, não está mal !

Governo cede aos sindicatos
Ministra explica no Primeiro Jornal entendimento sobre avaliação de professores
O Ministério da Educação (ME) cedeu às pretensões dos sindicatos de professores e este ano lectivo a avaliação de desempenho terá apenas em conta quatro parâmetros, aplicados de igual forma em todas as escolas.

Para explicar este entendimento a ministra da Educação estará em directo às 13h00, no Primeiro Jornal.

Os sindicatos reclamam "grande vitória", a ministra refere uma "aproximação"
De acordo com um documento distribuído no final de uma reunião de mais de sete horas, entre a equipa ministerial e a plataforma sindical, a ficha de auto-avaliação, a assiduidade, o cumprimento do serviço distribuído e a participação em acções de formação contínua, quando obrigatória, serão os únicos critérios a ter em conta. Estes quatro parâmetros integram o regime simplificado da avaliação de desempenho a desenvolver este ano lectivo, sendo aplicados a todos os professores contratados e aos dos quadros em condições de progredir na carreira, num total de sete mil docentes. "Para efeitos de classificação, quando esta tenha lugar em 2007/08, apenas devem ser considerados os elementos previstos na alínea anterior", lê-se no documento. Os sindicatos exigiam que estes critérios fossem aplicados de forma igual em todos os estabelecimentos de ensino, ao contrário da posição inicial do Ministério da Educação, que os queria como parâmetros mínimos do sistema de avaliação, podendo as escolas trabalhar com outros procedimentos. Aliás, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues defendeu sempre procedimentos simplificados mínimos e não universais, argumentando que as escolas tinham ritmos e capacidades de trabalho diferentes na aplicação do modelo de avaliação de desempenho. Em relação aos docentes que serão avaliados em 2008/09, a larga maioria, os estabelecimentos de ensino devem continuar a recolher todos os elementos constantes dos registos administrativos da escola. Relativamente aos docentes que serão avaliados no primeiro ciclo de avaliações, este ano lectivo e no próximo, a tutela e os sindicatos estiveram de acordo relativamente à necessidade de reforçar as garantias dos professores. Assim, os efeitos negativos das classificações de "regular" ou "insuficiente" estarão condicionados a uma nova avaliação a realizar no ano seguinte, não se concretizando caso a classificação nessa avaliação seja, no mínimo, de "Bom". Os efeitos penalizadores de uma nota de "insuficiente" só se farão sentir no caso dos docentes contratados em vias de renovação. Quando estes forem classificados com "regular", poderão ver os seus contratos renovados caso se mantenha a existência de horário lectivo completo e haja concordância expressa da escola. Processo negocial em Junho e Julho de 2009 Os sindicatos exigiam ainda a sua integração na Comissão de Acompanhamento da Avaliação de Professores, mas a tutela comprometeu-se apenas a constituir, até final do mês, uma comissão paritária com a administração educativa, que terá acesso a todos os documentos de reflexão, tendo em vista o acompanhamento da aplicação do modelo de avaliação. Ainda assim, a plataforma sindical conseguiu a realização de um processo negocial que terá lugar em Junho e Julho de 2009, tendo em vista a introdução de "eventuais modificações ou alterações". Outra das reivindicações dos professores prendia-se com a aplicação de qualquer procedimento decorrente do novo diploma sobre gestão escolar apenas a partir do final do primeiro período do próximo ano lectivo. Segundo este diploma, os futuros conselhos gerais deveriam estar constituídos até ao final deste ano lectivo, mas o Governo vai permitir que os membros daquele órgão estejam eleitos até 30 de Setembro de 2008.

11 abril, 2008

774 mil leitores diários

Recordo os meus bons tempos de leitor de jornais diários.

A saudade dos tempos em que só ao Domingo era dia de comprar o jornal.

Nas férias tinha o pr1vilégio de ler o jornal todos os dias. Havia até um folhetim que era lido por muita gente, religiosamente. Recortava-se a folha e guardava-se como se um livro fosse.

Eram dessa altura, o Diário de Notícias e o O Século, os matutinos aqui do Sul, para o Norte, creio que já existiam o 1º de Janeiro e o Jornal de Notícias.

Dos desportivos, recordo A Bola, o Record e o Mundo Desportivo

Pela tarde, lá estavam nas bancas, A Republica, A Capital e o Diário Popular. Cada título com leitores quase sempre fixos.

Havia ainda a assinatura. Os jornais chegavam pelo correio no dia seguinte, sempre a horas.

Os produzidos em Lisboa, quase todos no Bairro Alto, eram distribuidos por carrinhas até ao centro e sul do país. A passagem para a margem sul, fazia-se apenas de barco. Quantas vezes o barco esperava uns minutos para que os "fardos" com os jornais chegassem.

O futebol sempre levantou polémicas e pela segunda-feira de manhã, a venda dos jornais desportivos, aumentava sempre.
Ao tempo a volta a Portugal em bicicleta, alimentava a ansia de saber os resultados e as façanhas em que os ciclistas se tinham empenhado no dia anterior.

Eram os jornais que o lápis da censura de então deixava que existissem, alguns com alguma dificuldade.

Como tudo na vida se transforma, os então jornais generalistas, embora tendo um enorme peso na informação, passaram a especializar-se cada vez mais. Existem titulos para todos os gostos e actividades.

Os de "borla", lutam entre si e contra os outros, para apresentar os indicativos do que é mais lido.

Aqui fica a referência.

Este que tenho à minha frente é lido por, exactamente 774 mil leitores, nem mais um, nem menos um.

09 abril, 2008

Os professores

Que me perdoem os professores
Os familiares dos professores
Os pais dos professores
Os filhos dos professores
Os amigos dos professores
Os presidentes dos partidos onde alguns professores são filiados
Que me perdoem todos, toda a gente.
Após o que voltei a ver ontem, então não se está mesmo a ver que o que os professores querem, melhor não querem, é mesmo a avaliação.
Então, não se está mesmo a ver que aqueles trezentos e tantos que ainda vagueiam pelos sindicatos, recebendo os seus salários do bolso dos contribuintes, não tem feito tudo, mas mesmo tudo, para que afinal tudo fique na mesma ?
Senhores professores, já só faltam 60 dias de calendário para os senhores professores deixarem de "aturar" os alunos. Já repararam neste pequeno pormenor ?
Voltarão em Setembro, para lá do meio do mês, para novo ano lectivo.
Mas que falta de tempo, que falta de disponibilidade para se fazer a avaliação, não é ?
De meados de Junho, tirando alguns dias para dar as notas, vão passar todo o resto do tempo, a "estudar" os programas, sumário a sumário, para o próximo ano lectivo, não será ?
Assim, não.
Nem que a voz me doa, vou sempre batendo nesta tecla, não em defesa de ninguem, mas contra esta vergonhosa situação.
Os bons, os melhores, que cheguem à frente.
Não se deixem enganar pela mediocridade, pela cobardia, pela falta de autoridade moral e cívica que grassa por essas escolas

08 abril, 2008

Isaltino Morais e os €uros no estrangeiro

Será que o somatório de todos os vencimentos recebidos por Isaltino de Morais enquanto autarca perfazem as verbas que são hoje indicadas num matutino ?
Ou será que á data já lhe teria saído o €uromilhões ?

07 abril, 2008

Independencia para a Madeira. Já.

Depois de ter visto e ouvido os noticiários desta manhã, apetece-me dizer bem alto aquilo que já penso desde há muito .
Independência para Madeira.
Mesmo pondo em causa a redução das "águas territoriais" do Continente, independência já.
Aquilo que por lá se passou este fim de semana, transvaza o máximo que se possa pensar que poderia ter acontecido.
Não creio que este país para ir a algum lado com "políticos" daquele tipo.
Não falo só dos que falaram. Falo tambem dos que ouviram e que vão ficar calados ou por omissão quando confrontados, darão respostas por meias palavras.
O Prof Marcelo, sempre tão criterioso a criticar, quando alguem que não seja da sua cor ou seja do Governo, sobre uma virgula mal colocada num discurso, que irá dizer ?
Que vergonha.
Gostaria de saber o que a SEDES tem agora para dizer.
Será que terão tempo e oportunidade para reflectirem sobre o "jardim da Madeira e as respectivas "flores" e "arbustos" ?

04 abril, 2008

Só agora ?

Só agora ?
Ninguem sabia o que se estava a passar ?
Os professores não denunciam
As escolas ficam impávidas e serenas ?
O Ministério não sabe ou não lhe é dado conhecimento ?
Tudo isto é uma perfeita cobardia.
Afinal os Sindicatos só servem para a salvaguarda de manter tudo como está, até mesmo estas situações ?
Afinal, pelo salário no final do mês, as férias chorudas e as irresponsabilidades, tudo é esquecido e omitido ?
Que vergonha!!!
Notícia do Correio da manhã
04 Abril 2008 - 00.30h
Escolas:
Procurador-geral da República lança alerta

Alunos andam armados
O Procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, exortou os conselhos executivos das escolas e os professores a participarem os casos de violência escolar. Garantiu mesmo ter "elementos seguros de escolas em que os alunos vão armados com pistolas de 6,35 e 9 milímetros". O CM tentou obter esclarecimentos mais específicos sobre o assunto junto de Pinto Monteiro, mas não foi possível.
Após o encontro com o Presidente da República (que estava agendado para segunda-feira mas foi adiado devido à gripe de Cavaco Silva), Pinto Monteiro disse ser 'uma obrigação e um dever dos conselhos executivos participar ao Ministério Público todos os ilícitos criminais. Isto não é judicializar, é cumprir a lei, porque estes crimes são públicos, não pode existir um sentimento de impunidade'.
Pinto Monteiro acrescentou ter informações de que os alunos vão armados com armas de fogo para as escolas. 'Não me digam que isto é uma coisa que já acontecia antigamente, porque não é verdade', disse. O procurador-geral explicitou que os casos de que tem conhecimento envolvem crianças desde os seis anos e que são os pais que lhes entregam armas, para se defenderem na escola. Sobre o encontro com Cavaco Silva, Pinto Monteiro disse que o Presidente da República 'está muito preocupado e muito bem informado' sobre a violência escolar e que 'partilha das preocupações' que tem manifestado. Ao CM, a Presidência da República informou 'não poder pronunciar-se'.
Quem também não se reagiu às afirmações de Pinto Monteiro foi o gabinete da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. fonte oficial disse não haver comentários a fazer às declarações do procurador-geral da República. Pinto Monteiro, para além de denunciar a posse de armas de fogo por parte de alunos, o que é confirmado pelo relatório do Observatório da Segurança Escolar relativo a 2006/07, recordou nunca ter falado do Ministério. No entanto, 'neste momento, o Ministério da Educação deve estar melhor informado', rematou.

141 CASOS NO ANO DE 2006/07

O último relatório de segurança escolar divulgado pelo Governo respeita ao ano lectivo 2006/07. Segundo os dados do Observatório da Segurança em Meio Escolar, divulgados em Dezembro de 2007 pelo CM, registaram-se 7028 ocorrências nesse ano lectivo (3495 no exterior das escolas), quando no ano anterior tinham sido 10 964. Do total de ocorrências registadas pela PSP e GNR, dois por cento (141) respeitavam a situações de posse ou uso de arma. Foram ainda registados 1424 casos de agressão ou tentativa de agressão, das quais 1092 a alunos, 185 a professores e 147 a funcionários das escolas. Foram ainda registados actos de violência contra 55 viaturas.

IGREJA DEFENDE PROFESSORES

No final da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), os bispos manifestaram um claro apoio aos professores e repudiaram a 'atitude de falta de diálogo' do Ministério da Educação.
'Nós também nos podemos queixar de falta de interlocutor quando queremos falar com o MinisLtério', disse D. Carlos Azevedo, sublinhando que, 'no nosso país, o grande problema da Educação é, não termos dúvidas, o Estado'.
D. Jorge Ortiga, o reeleito presidente da CEP, esclareceu que todos os bispos se reviram nas palavras do Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, quando este disse que 'o futuro do País depende muito mais dos professores do que dos políticos'.
De resto, D. Carlos Azevedo salientou não ter 'dúvidas de que foi quebrada a confiança entre os professores e o Governo', assegurando que 'a Educação não melhora enquanto essa confiança não for restabelecida'.

GUERRA NA ESCOLA

TRÊS ACUSAÇÕES
No último mês e meio o Ministério Público deduziu três acusações e reabriu um inquérito em quatro casos de violência escolar no Distrito Judicial de Lisboa.

PAIS AGRESSORES
Segundo a Procuradoria-Geral da República, estes casos são 'maioritariamente' de encarregados de educação que agrediram professores ou funcionários da escola. As quatro ocorrências de violência escolar, objecto de participação criminal, registaram-se em Almada, Montijo e Lisboa (duas).

ALUNA TRANSFERIDA
Todas as preocupações das últimas semanas sobre a violência nas escolas surgiram após a divulgação de um vídeo de uma alegada agressão de uma aluna de 15 anos a uma professora na Escola Carolina Michaelis, Porto, por causa de um telemóvel.
A aluna acabou por ser transferida, tal como o colega que gravou a cena.

02 abril, 2008

Sado - Rio Azul


Meandro do Rio Sado, que não está nada azul, visto do Castelo de Alcácer do Sal

O sofrimento dos injustiçados


A experiência é a mãe de todas as coisas, foi dito há muitos anos.

Quem não passa por um sofrimentro atroz, por muita imaginação que possa colocar na sua mente, tendente a comparar com uma situação real, não fica com o mínimo de conhecimento do que representa a realidade que pretende comparar ou imaginar.

Pensemos em coisas simples como uma picadela de uma vespa ou de um lacrau.

Alguem pode imaginar, arranjar uma unidade qualquer para medir a intensidade e a duração da dor produzida ?

Quem não foi mãe, pode imaginar o que será uma dor de parto, à moda antiga ?

Certamente que não.

Sofrer com a injustiça, causa um outro tipo de dor.

Uma dor profunda, continuada.

Existe sempre a esperança de que a sua origem seja reparada. Muitas vezes o tempo de espera, não atenua o sofrimento, antes o aumenta.

O desespero da reparação da injustiça faz com que o sofrimento vá aumentando continuadamente, dia, semana, mês ou ano após ano.

Na maioria dos casos, a reparação da injustiça, para além de tardar, não é concebida para debelar a totalidade dos males que causou.

Poucos, são reparados totalmente, mas muitos, pelo espaço de tempo que estiveram a produzir os seus efeitos só são reparados parcialmente.

Aí reentra a dor produzida pelo sentimento da injustiça não reparada.

O sentimento de "dor", não produz os mesmos efeitos em cada um de nós.

Assim, resta a capacidade individual de cada individuo para tentar varrer do seu intimo os restos da dor pelo sofrimento das injustiças.

01 abril, 2008

Aldraba - Dia das mentiras



A língua portuguesa tem destas "brincadeiras"

Aldraba, peça que serva para bater à porta, para se fazer anunciar.

Aldraba, engana, mente, omite, não diz a verdade.

O dia das mentiras, esse faz-se anunciar no início de cada novo ano.
Tem data fixa.

As mentiras, essas não.

São o pão nosso de cada dia.
Nem mesmo no dia das mentiras, aldrabar, compulsivamente, é "bonito"

31 março, 2008

A mentira

Sobre a mentira e quem mente
A mentira só dura enquanto a verdade não chega


Mentira

É uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras.
Dependendo das definições, uma mentira pode ser uma declaração falsa genuína ou uma verdade seletiva, uma mentira por omissão, ou mesmo a verdade se a intenção é enganar ou causar uma ação que não é do interesse do ouvinte.
“Mentir” é contar uma mentira.
Uma pessoa que conta uma mentira, em especial uma pessoa que conta mentiras com freqüência, é um “mentiroso”.

A mentira corrói, dilacera e destrói vidas…

Os mentirosos compulsivos já estão habituados a mentir que, eles próprios, acreditam no que dizem, como sendo verdade.



A Mentira

Porque é que, na maior parte das vezes, os homens na vida quotidiana dizem a verdade? Certamente, não porque um deus proibiu mentir. Mas sim, em primeiro lugar, porque é mais cómodo, pois a mentira exige invenção, dissimulação e memória. Por isso Swift diz: «Quem conta uma mentira raramente se apercebe do pesado fardo que toma sobre si; é que, para manter uma mentira, tem de inventar outras vinte». Em seguida, porque, em circunstâncias simples, é vantajoso dizer directamente: quero isto, fiz aquilo, e outras coisas parecidas; portanto, porque a via da obrigação e da autoridade é mais segura que a do ardil. Se uma criança, porém, tiver sido educada em circunstâncias domésticas complicadas, então maneja a mentira com a mesma naturalidade e diz, involuntariamente, sempre aquilo que corresponde ao seu interesse; um sentido da verdade, uma repugnância ante a mentira em si, são-lhe completamente estranhos e inacessíveis, e, portanto, ela mente com toda a inocência.

Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'
A mentira pode ser uma dependência que, como qualquer vício, só é tratada quando o mentiroso assume que mente.
Longe das inocentes partidas que se pregam no Dia das Mentiras, 1 de Abril, pode isolar e causar sofrimento.
A mentira pode ter contornos de dependência tal como o álcool e a droga, quando é dita de forma compulsiva, ou seja quando a pessoa tem consciência de que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso.
Nestes casos, provoca sofrimento no próprio mentiroso compulsivo e nas pessoas mais próximas dele, embora seja uma doença passível de ser tratada, tanto ao nível da psiquiatria como ao nível da psicologia clínica.
O primeiro passo para o tratamento é a pessoa assumir que tem um problema, que mente compulsivamente e que precisa de ajuda. Sem isso, qualquer forma de terapia é impossível. Jorge Gravanita, psicólogo e membro da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, explica que "o primeiro passo para o tratamento é a pessoa assumir que é dependente da mentira e querer libertar-se de algo que a tem vindo a prejudicar": "O tratamento é a busca do conhecimento de si próprio que permite que a pessoa se liberte desta bengala que é uma mentira." Também para o psiquiatra Pacheco Palha um mentiroso compulsivo "não tem perda de juízo, pode ter é perda de capacidade de controlo".
Por isso - defende -,
"o primeiro passo para se tratar é reconhecer que tem uma perturbação ao nível do controlo dos impulsos".
"A compulsividade revela-se em estruturas obsessivo-compulsivas e é um mecanismo patológico, como a cleptomania [vício de roubar]", diz o médico, acrescentando que a pessoa "até pode ter sofrimento ao reconhecer que não a domina".

30 março, 2008

A doença da Justiça

Mesmo que se não queira atribuir directamente a alguma entidade ou a alguem em especial, num caso concreto, entregue "à justiça" para a sua resolução, convenhamos que qualquer cidadão comum se recorda da morosidade na resolução de um conflito a ser derimido em Tribunal.
Como cada caso é um caso, não se pode aplicar uma terapeutica genérica a cada uma dessas situações, atendendo até ao facto de que, para cada situação em concreto existirá diagonóstico.
No pressuposto de que, a grande maioria das situações de conflito que passam pelos tribunais, sofrem todos da mesma enfermidade - demasiado tempo na sua resolução, convenhamos que será necessário encontrar no "mercado" dos medicamentos, e há por aí, tantos "laboratórios" que fabricam ou estão em condições de "fabricar" a "poção mágica" para sarar a extensa "ferida" provocada por "doença tão prolongada".
Tem-se posto a questão do "custo" do tratamento e dos "medicamentos", as "doses" a aplicar para os diversos "estádios da doença", fica ainda em aberto a questão de ser necessário o "tratamento ambulatório" ou se será, para casos de mais extrema gravidade, "o internamento obrigatório ou compulsivo"
Fala-se por aí, num esquema em que serão monotorizados, construidos ou feitas obras de reconstrução ou reparação em muitos desses locais, mas, como sempre, tal qual na idade média, uns arautos, ora da desgraça, ora defensores incondicionais das suas "cartas de alforria", passam de imediato a gritar após o soar das trombetas, dizendo que assim, "a peste" ainda se vai propagar com maior celeridade. Pior, em alguns locais onde a "doença" ainda se encontrava só em fase de "incubação", passaria de imediato à fase de "contágio".
Sabendo-se que o velho ditado diz que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguem tem razão, talvez fosse bom que, de uma vez por todas, o mal fosse irradicado de vez.
Continuamos numa fase em que muitos dos medicamentos, as curas, as terapias são apresentadas por cada uma das correntes "médicas" que querem irradicar a "doença", como tendo contra-indicações, não seria melhor, aplicar tambem aquele outro ditado que diz: "tudo o que doi cura"
A sabedoria popular sabe muito bem que há por aí muito honrada gente que sabe muito bem viver no "meio de tanta enfermidade", melhor, sem tanta "doença", não haveria tantos "Clínicos, enfermeiros, terapeutas e se calhar até bruxas e adivinhos"
Os médicos, os verdadeiros, sabem bem que para salvar da morte um enfermo ou acidentado, é preferível amputar um membro ou ablação dum orgão, mantendo e recuperando para a vida o paciente.
Que se faça assim, à "doença da Justiça"