Mas, por outro lado, estou muito interessado em saber qual o candidato a primeiro-ministro que o PSD apresentará às próximas eleições. É que, à medida que a luta entre Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar Branco aquece e se radicaliza, esse meu interesse cada vez mais se transforma em preocupação: este crescendo populista do género "um diz mata outro diz esfola" – em que nenhum quer ficar atrás do outro – é o fecundo caldo de cultura da asneira à solta.
22 março, 2010
Saem 5
Mas, por outro lado, estou muito interessado em saber qual o candidato a primeiro-ministro que o PSD apresentará às próximas eleições. É que, à medida que a luta entre Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar Branco aquece e se radicaliza, esse meu interesse cada vez mais se transforma em preocupação: este crescendo populista do género "um diz mata outro diz esfola" – em que nenhum quer ficar atrás do outro – é o fecundo caldo de cultura da asneira à solta.
Marinho Pinto
com vénia a
Lusa / SOL
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Justiça
Marinho Pinto quer advogados fora do Parlamento
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, exigiu a revogação da norma que permite aos advogados acumularem funções com as de deputados, de forma a evitar que produzam leis à medida dos seus clientes
«Muitas vezes, os deputados [que são advogados] actuam em função de interesses privados dos seus clientes. Não se pode elaborar leis num dia e ir noutro ao tribunal decidir em função delas», disse Marinho Pinto, que falava em Matosinhos, numa conferência do Lions Clube, sobre ética na advocacia.
A norma, observou Marinho Pinto, «é uma mancha quer na advocacia, quer na função de deputado».
O bastonário considerou, por outro lado, que o «sistemático» recurso do Estado indicia que pretende «uma legitimação formal» de negócios pouco claros envolvendo fundos públicos.
«O Estado devia ser proibido de recorrer aos tribunais arbitrais, onde perde na maior parte dos casos», preconizou Marinho Pinto.
Considerando que a honestidade «não é qualidade [exclusiva] de nenhuma actividade e de nenhum órgão de soberania», frisou que muitas delas, incluindo a advocacia, têm profissionais presos, e citou como excepção a magistratura.
«Digam-me qual o vosso segredo para só escolherem pessoas honestas», disse Marinho Pinto, contando conversas mantidas com magistrados.
Na conferência, os jornalistas também foram um alvo de Marinho Pinto, que, para o efeito, repescou a história de um protagonista de novela brasileira, o repórter Neco Pedreira, da Trombeta de Sucupira.
Tratava-se - recordou - de um repórter que não hesitou em correr à redacção para noticiar, sem confirmar, a propalada morte do prefeito Odorico, que andava incomodado por não ter quem inaugurasse o cemitério recém-construído.
Questionado por que não confirmava os factos antes de redigir a peça, Neco Pedreira afirmou que tinha compromisso com a notícia e não com a verdade.
«Às vezes, a verdade estraga uma boa notícia», concluiu Marinho Pinto, antigo jornalista, num aparente remoque à informação que actualmente se produz em Portugal.
Mas, admitiu, «o mundo da justiça, às vezes é pior do que o mundo do jornalismo».
O Lions de Matosinhos apresentou Marinho Pinto ao auditório como um homem de «estilo frontal e contundente», que «não foge da verdade, mesmo quando ela é incómoda», marcado pela «independência face aos poderes instalados».
A comunicação de Marinho Pinto abriu um ciclo de conferências do Lions Clube de Matosinhos, em colaboração com a autarquia local, sobre A ética e o Homem.
O ciclo, que prossegue até Julho, abrange os domínios da advocacia, medicina, política, comunicação social e negócios.
Lusa / SOL
Medicos portugueses e estrangeiros
Benfica 3 - FCP 0
Há arruaçeiros por todo o lado e por todos o clubes, mas.. em alguns clubes, os seus mais altos responsáveis devem ser chamados´à responsabilidade.
Nas claques do FCP já não se encontra só a rivalidade a que corresponde a cor da camisola que cada clube veste, há algo de muito mais grave que tem vindo a ser fomentado pelos dirigentes do FCP contra as gentes do Sul, os "mouros"
A mistura dos dois ingredientes, e de mais alguns que se intoduzem pelo meio, tem dado origem a situações profundamente lamentáveis que tem que ser condenadas publicamente e pelos tribunais, com a aplicação das respectivas penas adequadas para o efeito.
Cavaco e o Inquerito Parlamentar
Padrofilia
Não há que confiar naqueles que garantem ser a "palavra" de Deus na terra.
Para estes, o Inferno é pouco, pois o arrependimento na hora da morte não os deveria salvar da pena de morte pelas suas chamas dvoradoras.
19 março, 2010
A morte
A um amigo, a um parente, à vida...
Ó morte , pensas ser vitoriosa ?
Em ti não há cor ou vigor
Apenas uma capa misteriosa
Tu rondas a Terra
Buscando a quem possas tragar
Em si mesma encerra
Um modo sorrateiro de perscrutar
Surpreendes a alguns viventes
Todavia, não és sobressalto e nem grilhão
Para muitos transeuntes
Que lhe abraçam de modo contundente
E lhe permitem deitar sobre o corpo já reluzente
Ò morte,
Falar de ti pode ser peso insuportável
Comoção
És ferida aberta que desafia a razão
És realidade pungente... Terás explicação ?
Ó morte,
Quão valente julgas ser ?
Tu és gigante sem pernas
De forma sobranceira te alongas
Sem querer entender
Que és apenas passagem lacônica
Para um desmedido transcender
De Úrsula A. Vairo Maia
16 março, 2010
Muita gente não gosta de ler estas verdades.
Uma cantina chamada Portugal
( O Jumento)
A direita portuguesa está convertida à defesa das pequenas empresas, Ferreira Leite agita a bandeira, Cavaco Silva teoriza sobre o assunto, Soares dos Santos critica as grandes obras e agora foi a vez de Belmiro de Azevedo a aceder ao speaker's corner do palácio de Belém para protestar contra o PEC e vir em defesa dos pequenos.
Não vou questionar a agenda de Belém, se foi Cavaco que convidou Belmiro ou se foi este que se fez convidado, todo o país reparou que a Presidência da República transformou o hall de entrada no equivalente nacional do "speaker's corner" do Hyde Park londrino, quem quiser falar mal do governo para os jornalistas sediados em Belém é recebido pelo Presidente e depois tem direito a cinco minutos de direito de antena, o primeiro convidado foi João Salgueiro, desta vez foi a vez de Belmiro de Azevedo, aquele que há poucas semanas designou Cavaco Silva por "ditador".
Curiosamente ou talvez não Belmiro introduziu um novo argumento no debate, a necessidade de promover o consumo, isto depois de ter proposto obras de proximidade em alternativa às grandes obras. Não deixa de ser curioso que o empresário que aposta em negócios de mão-de-obra barata e cujos empreendimentos comerciais são responsáveis pela destruição de milhares de pequenas empresas venha agora defender o aumento do consumo, o mesmo empresário que construiu em Portugal mega centros comerciais, alguns dos maiores da Europa, seja um opositor de grandes obras públicas.
Belmiro de Azevedo (Grupo Sonae) e Soares dos Santos (Grupo Jerónimo Martins) São responsáveis pelo encerramento de dezenas de milhares de pequenos negócios familiares, as estratégias agressivas das suas grandes superfícies são alimentadas pelo estrangulamento das pequenas e médias empresas do sector agro-alimentar, impõem-lhes baixos preços e ainda alimentam os seus planos de investimento à custa de prazos de pagamentos aos fornecedores próximos do absurdo. São estes os dois senhores que agora defendem os pequenos investimentos?
Compreende-se a sua preocupação com o aumento no consumo, só que no Pingo Doce até os amendoins da marca branca são importados da China, aliás, fala-se por aí muito mal das lojas chinesas mas ninguém diz que os maiores "comerciantes chineses" deste país são precisamente Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos.
Não deixa de ser curioso ver os grandes empresários, monopolistas ou oligopolistas nos sectores em que investem, virem agora defender que "small is beautiful". É evidente que não lhes interessa investimentos em tecnologia que signifiquem uma aposta no longo prazo ou em grandes projectos que impliquem a importação de tecnologia. Para eles é mais lucrativo importar tudo da China, desde amendoins a camisas baratas, do que importar a tecnologia do TGV de um país europeu, para eles é estrategicamente mais interessante apoiar pequenos investimentos de mão-de-obra barata que vá comprar aos seus hipermercados do que investir em empresas tecnológicas cujos quadros tenha padrões de exigência acima do oferecido pelos hipermercados Continente.
Isto significa aplicar ao país a lógica da cantina da grande fazenda africana, onde os trabalhadores mal recebiam os ordenados iam pagar as dívidas do mês anterior e comprar a crédito para o mês seguinte. Se Belmiro conseguisse converter o país numa imensa cantina colonial asseguraria ao grupo SONAE a possibilidade de continuar a crescer segundo um modelo de mão-de-obra pouco qualificada, seria a cantina de um país transformado numa imensa fazenda colonial.
Tiro no pé ou Lei da Rolha
Custa a acreditar que cada um dos candidatos a Primeiro Ministro pelo PSD não se tenham insurgido antes das votações que aprovaram a Lei da Rolha.
Estavam distraídos e não leram as propostas de Santana Lopes de alteração aos estatutos? É grave.
Deixar passar para não criar conflitos entre os presentes, como poderá ter acontecido, tambem não é nada saudável para todos eles que querem ser os "mandões" de Portugal.
Há hipocrisia de sobra em todos eles.
Ferreira Leite que queria meter a democracia por 6 meses no frigorifico, foi mais consequente – concorda com a Lei da Rolha – e lá saberá porquê.
Não a conseguiu aplicar no país, sempre a vê aplicada no seu partido.
Vamos ter conversa que vai dar pano para mangas durante uns tempos e, lá se vão para a as filas de trás deste palco da polítiquisse portuguesa o Freeport e a Face Oculta.
Alguns jornais vão vender muito menos papel
15 março, 2010
Cavaquismo
Cavaquismo ?
Foi assim que nasceu o cavaquismo, com a famosa rodagem do automóvel novo de Cavaco Silva, faz parte da matriz genética deste grupo. Essa gente não é nem de direita nem do centro, nem liberal ou social-democrata, apenas querem exercer o poder sem se esforçarem muito para o alcançarem. Pergunte-se a alguém se sabe quem são os vice-presidentes de Manuela Ferreira Leite ou informem-se sobre quantas horas dedicaram alguns dos seus vice-presidentes durante a última campanha eleitoral.
Com a crise financeira reapareceram em cena, até foi notícia o envolvimento dos agora desaparecidos assessores de Cavaco Silva na eleição e, mais tarde, na elaboração do programa do PSD, esse envolvimento chegou ao ponto de um braço direito do PSD ter lançado suspeitas de escutas a Belém, o que encaixava na perfeição no discurso da asfixia democrática. Ainda se animaram com o resultado das eleições europeias, mas mal se aperceberam de que iriam ser derrotados nas legislativas desapareceram.
Bem tentaram empurrar Marcelo Rebelo de Sousa na esperança de encorajar Cavaco Silva a provocar uma crise logo que a Constituição lhe permita dissolver o parlamento, até programaram um inquérito parlamentar da treta para encenar o golpe. Mas Cavaco deve ter conhecido o resultado das sondagens e deu uma entrevista em que disse tão pouco que parece ter engolido um bolo-rei virtual enquanto a Judite Sousa lhe fazia perguntas.
Com a divulgação das sondagens Marcelo percebeu que iria perder tempo. Até porque Marcelo já percebeu que o caso Freeport vai virar-se contra os que como ele o usaram para tentar derrubar José Sócrates e que o caso Face Oculta não passou de uma tentativa de golpe de estado desajeitado. Percebeu também que depois das intervenções de personalidades como Paes do Amaral e Ângelo Paupério na Comissão de Ética do parlamento o inquérito parlamentar está condenado a ser um fiasco.
De resto, Marcelo é mais eficaz a fazer oposição em programas televisivos, pode disfarçar-se de comentador desinteressado e ainda é pago, além disso, se como comentador não consegue vencer Sócrates dificlmente o conseguira enquanto líder partidário.
Os cavaquistas fizeram como o piloto da anedota que se embrulhou com a hospedeira e entregou os comandos do avião ao macaco, os nossos iluistres cavaquistas meteram uma palhina no rabo de Paulo Rangel que até ficou todo animado e foram à sua vida, regressarão quando o regresso ao poder for quase certo, como sucedeu com Durão Barroso. (O Jumento)
Belmiro de Azevedo
Avante
Continua a malhar em ferro frio.
Recordar o 11 de Março, que passou completamente despercebido este ano.
Quem passou por ele, pode testemunhar o que teria acontecido a este pais se o PCP tivesse controlado o país como queria.
"As consequências da política de direita que nos últimos 34 anos serviu a restauração capitalista estão a mostrar que, no actual contexto de crise, a existência de um sector público forte e capaz de retirar o País do declínio, dos défices estruturais e da dependência estrangeira, mantém-se com aguda actualidade" (Avante)
Fugiu da PSP, porque andava por alí fazendo alguma obra de caridade e não queria que as autoridades policiais viessem a saber. Ouviu os disparos e as buzinas da PSP, mas pensava que estava nas festas do Santo António de Lisboa ?
Se um "artista" destes, na sua fuga provocasse um acidente com mortes e feridos, como seria a sua responsabilidade.
A Pólícia tem que fazer o ser trabalho.
"Um condutor foi morto a tiro por um agente da PSP, na madrugada desta segunda-feira, depois de não ter parado numa operação stop montada perto das Docas de Santo Amaro, Lisboa.
A polícia partiu numa perseguição ao fugitivo, que só terminou pelas 05h00, na Travessa de São Domingos, junto aos Pupilos do Exército.
Um dos agentes, que seguia numa carrinha das Equipas de Intervenção Rápida, efectuou dois disparos para o ar e um na direcção dos pneus do carro, tendo esta última bala perfurado a chapa do veículo e atingido mortalmente o condutor pelas costas. " (CM)
Lei da Rolha
Acabou o Congresso, começou logo a habitual cena de corte e costura.
Uma distração na aprovação da norma?
Aguiar Branco, Rangel, Passos Coelho, António Capucho e Mota Amaral, já andam por aí dizendo que não vão aplicar a norma estatutária ( o que é grave, pois todas as normas, boas ou más, depois de aprovadas são para ser cumpridas), que duvidam da constitucionalidade, etc.
A procissão só agora saiu do adro.
Submarinos
Negócio corrupto que se cancelado daria mais de mil milhões de "lucro" ao Esatdo.
«O Estado não pode ter dúvidas e certamente que será respaldado pela Comissão. Certamente que o presidente da Comissão não quererá criar suspeitas sobre um contrato que foi negociado no tempo em que foi primeiro-ministro; certamente que a Alemanha não protestará, porque não há corrompidos sem corruptos e empresas alemãs estiveram envolvidas neste negócio absolutamente corrupto». (IOL)
Marcelo
Ontem ele sabia que o PSD ainda não se encontrou
Desde há muito que Marcelo quer ser Presidente da República.
Helena Matos escreve assim:
a 1) Existem em todos os partidos. São os homens que estiveram para ser. Como Jaime Gama, que desistiu horas depois de ter aceitado substituir António Guterres. Outros que não quiseram ser, como Amaro da Costa, que convenceu Freitas do Amaral a liderar o CDS. E outros ainda, como Salgado Zenha, que só demasiado tarde percebem que se enganaram quando usaram o seu talento para que outros fossem líderes.
Mas nenhum desses casos se equipara ao de Marcelo Rebelo de Sousa. Ele é o homem que podia ter sido tudo, que até à data deste congresso ainda podia ser quase tudo e que, ano a ano, tem visto as possibilidades irem minguando.
Cavaco Silva, muito menos eloquente do que ele, tornou-se Presidente da República deixando-o fora de uma corrida a Belém.
Durão Barroso, que saneava professores quando ele, Marcelo, já era um nome no Direito e nos jornais, tem hoje um reconhecimento internacional que Marcelo já não conseguirá.
E agora um Passos Coelho ou um Rangel, contra os quais ele, o senador, já não pode arriscar uma derrota, tornar-se-á provavelmente no próximo primeiro-ministro. E, contudo, ele, Marcelo, fez um dos melhores, senão o melhor, discurso deste congresso.
Mas afinal quem é Marcelo Rebelo de Sousa?
O comentador com mais audiência.
Um excelente professor.
Fundador e líder de um partido.
Mas nada disto é suficiente para explicar a familiariedade, mais do que popularidade, do homem que os portugueses conhecem como "professor Marcelo".
Nos 5.707.961 alojamentos que, segundo a Pordata, existem em Portugal ele poderia entrar em todos e pendurar o casaco com a naturalidade de quem é um pouco lá de casa. E é.
Ele é talvez o mais português de todos os portugueses: alguém que poderia ter sido quase tudo o que ambicionou mas no momento de avançar ficou preso das suas palavras. (Publico)
Empresas e empresários de sucesso - gatunos
Freeport
Agora temos o CM e colocar novamente na liça o Freeport.
A carta de que fala o artigo do CM, devia estar escondida no Palácio da Rainha de Inglaterra e só ao fim deste tempo todo foi descoberta.
Falamos na nossa Justiça e com razão. Os Ingleses já mandaram o processo às urtigas,
Os portugueses, devem gostar do vái e vem de Lisboa Londes e Volta.
Será que algum dia vão ser contabilizados os custos deste processo? Serão pedidas responsabilidades a alguem?
Os mesmos magistrados que falaram das pressões, afinal foram eles próprios pressionados pelo Sindicato do Sr Palma, aquele mesmo que foi chamado a Belem por Cavaco Silva.
Pasados estes anos, surge uma carta, que já foi passada a pente fino e que embora fale em nomes, a investigação Inglesa sabe que não houve pagamento de luvas. O que querem os procuradores portugueses?
"De acordo com o mesmo jornal, o documento manuscrito foi feito por Rick Dattani, adjunto de um dos administradores do Freeport, responsável pelo projecto de Alcochete. Os três nomes constam de um papel com alusões ao pagamento de subornos de cerca de 2,2 milhões de euros e foi feito em Dezembro de 2001 na sequência de uma conversa entre Dattani e Charles Smith, o intermediário entre os ingleses do Freeport e o Governo português no processo de licenciamento da superfície comercial.
O documento, segundo o "Correio da Manhã", chegou à investigação no final de 2009 e Dattani já terá confirmado a sua autenticidade, ainda que tenha dito que o pagamento previsto não se chegou a concretizar. A carta que agora surge pode inviabilizar que o inquérito ao caso fique concluído ainda este mês e levanta de novo a hipótese de o primeiro-ministro ser inquirido formalmente. O mesmo poderá acontecer com Pedro Silva Pereira.
A coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal, Maria Alice Fernandes, questionou os magistrados Vítor Magalhães e Paes Faria sobre se o facto de o documento envolver o nome do primeiro-ministro não implica uma intervenção do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Contudo, os magistrados consideraram que se trata de uma eventual intervenção de Sócrates ainda enquanto ministro do Ambiente. Ainda assim, a carta seguiu sem o nome dos três políticos com a justificação que a investigação tem seguido o rasto do dinheiro e não pessoas em concreto" ( Publico)
PSD – Congresso e D Sebastião
Não terá sido desta que o PSD gerou o seu D. Sebastião.
O cadeado colocado na "liberdade de expressão" aos militantes do PSD veio demonstrar do medo que o PSD tem pelas críticas. E serão muitas dentro do partido.
Vamos aguardar que as brumas que ontem começaram a pairar sobre os candidatos se dissipem no dia em que um deles for eleito, para saber se o tempo de novas trovoadas estará perto ou longe.
14 março, 2010
Liberdade de expressão
Desta vez será o PPD a ser ouvido na comissão de ética?
Bem prega Frei Tomás…
O Convento de Mafra ficará para sempre ligado à asfixia democrática. O Congresso do PSD, proibiu a liberdade de expressão aos militantes sociais-democratas. Já ninguém pode criticar os seus dirigentes. Assim se percebe melhor o que se tem passado na Comissão de Ética e o que se vai passar na Comissão de Inquérito.
Comissão de ética
Quem com ferros mata...
Emidio Rangel, escreve:
«Os depoimentos arrasaram a tese de interferência do Governo no negócio PT/TVI e reduziram convicções a pó.
Quem inventou a Comissão de Ética não se lembrou do chamado "efeito de boomerang". A Comissão de Ética devia ter acabado os seus trabalhos há duas semanas, antes de Granadeiro, Zeinal Bava e Ângelo Paupério terem ido depor, esfrangalhando a tese da existência de um plano para controlar a Comunicação Social. Agora já é tarde, porque esses depoimentos arrasaram a tese de que o Governo teve interferência no negócio PT/TVI e reduziram a pó convicções e insinuações de meia-dúzia de jornalistas sem escrúpulos.
A comissão de inquérito, criada para prolongar no tempo o efeito de desgaste do primeiro-ministro, que, afinal, se prova ser o único objectivo que interessa, está comprometida antes mesmo de começar o seu trabalho. O BE e o PSD (estranha aliança!?) vão ter de engolir a mistela envenenada que prepararam. Foi espantoso e valente ouvir, de forma categórica, as declarações de Granadeiro de que não recebeu indicações do Governo para comprar 30% da Media Capital, tal como foi interessante perceber que, afinal, em governos anteriores, a sua demissão foi forçada porque pretendiam varrer do mapa três directores de jornais. E tinham um plano para criar uma central de informações na dependência do Governo de então. Foi impressionante ouvir Zeinal Bava dizer que a compra de 30% da TVI era um negócio importante e explicar que a PT considera esse 'casamento' vital para a sua expansão e que não tinham de consultar o Governo nem o fizeram.
Foi engraçado ouvir o presidente da Sonaecom desmentir José Manuel Fernandes, ouvir o presidente da TVI contradizer José Eduardo Moniz e a sua mulher, à semelhança do que fizera Pais do Amaral, explicitando a diferença entre "Directores sérios" e "Directores sem escrúpulos". A verdade é que os supostos envolvidos neste mirabolante processo foram categóricos a desmentir as acusações feitas ao primeiro-ministro, e os acusadores não conseguiram ir além das suposições, convicções e opiniões. Entretanto, o PS sobe nas sondagens, estando perto da maioria absoluta. Sócrates tem de começar a pensar na próxima campanha que lhe vai ser movida, uma vez que a presente já está a ser desmontada. O Bloco tem de procurar razões para justificar uma queda de 50% nas sondagens.
P.S. – José António Saraiva, apesar do meu desmentido, fez ouvidos de mercador. Não se retractou. Assim sendo, não há alternativa. Vai ter de provar em tribunal que eu fazia parte do 'polvo' que descobriu "fora de água".»
[Correio da Manhã]
Congresso(?) do PSD
Nunca mais era sábado ...
«Enfim, o fim-de-semana! Há ano e meio que sou metralhado com o Governo do engenheiro de domingo. Além de gatuno no Freeport. Bem, não era bem ele, era o tio. Ou o primo? Mas as casas eram dele, mal desenhadinhas. E por falar em casas, não é que ele comprou o apartamento mais barato que o do 4.º esquerdo? Ou, se não foi ele, foi a mãe. Mas o mais grave, mesmo, é a asfixia. Quer-se falar e não se pode. Nem do telefone de Belém. Um sufoco. Os jornalistas têm medo. A PT até mete milhões para calar a pivot. E se não consegue, a Ongoing vai à volta e mete milhões para calar o marido da pivot. E o próprio chefe do plano põe-se a mandar calar directores em conversas de uma hora. Tanto inglês técnico e não sabe dizer: "No!" Mas continua a asfixiar, até à mesa do hotel. E há o Freeport. Sim, já tinha falado dele, mas agora já há as provas todas. Só que a nova TVI fecha-as à chave... Dou de barato. O homem talvez até minta (embora, essa eu duvide: onde já se viu um líder português mentir?!). Seja. Ele é tudo isso. Mas para esse tudo a democracia inventou um remédio: a alternativa. Por que raio os da alternativa não arranjaram um fim-de-semana mais cedo (houve 78, em ano e meio)? Estranho não se apressarem a salvar o país. Mas está bem, também dou de barato: este fim-de-semana é que é. »
Ferreira Fedrnandes escreve no
[Diário de Notícias]
12 março, 2010
Escutas
São mesmo assim...
Se um mero mail ia fazendo com que Cavaco Silva fosse despachado para Boliqueime o que seria se os portugueses em vez saberem apenas o que a Felícia Cabrita ou a Manuela Moura Guedes querem que se saiba, soubessem de tudo? Ou será que só o José Sócrates é que fala? Enfim, todos falam e só o pardal é que é gravado... (O JUMENTO)
TVI muda de mãos – Socrates onde estás?
""Na sexta-feira passada, um fundo norte-americano, o Liberty Acquisition, adquiriu a maioria do capital da Prisa e, em consequência, da TVI.
O país político vive há muitos meses, anos mesmo, nas nuvens, perdido nos labirintos das inutilidades em que se concentra, distanciando-se cada vez mais do país real (aquele que numa sondagem, hoje divulgada, da Universidade Católica, dá 41% de intenções de voto no Partido Socialista). Há meses que o país político concentra a sua atenção num negócio entre empresas privadas, como se o destino dos portugueses daí dependesse: a compra pela PT de 35% do capital da TVI à Prisa. O Parlamento esgota-se em Comissões de Ética e em Comissões de Inquérito à procura do "pecado original". Até Presidente da República, na entrevista de ontem, disse, com ar cândido: "numa sociedade democrática a compra de uma televisão não pode deixar de ser transparente. Não só não pode acontecer sem o conhecimento do governo, como sem o conhecimento da opinião pública. Deve ser uma operação muito transparente". Enquanto o país político se entretém, na sexta-feira passada, um fundo norte-americano, o Liberty Acquisition, adquiriu a maioria do capital da Prisa e, em consequência, da TVI. Para tal, não foi necessário o "conhecimento do governo", nem o "conhecimento da opinião pública". As regras de mercado não se compadecem com a hipocrisia política reinante. "" (Expresso)
Já tinhamos dado conta.
Aqui está.
Mais uma comissão de inquérito?
11 março, 2010
Submarinos à venda
Cravinho, desde que foi para o "bem bom" dum tal banco em Londres ou num outro local qualquer, sempre surge com umas dicas. Não quer ficar esquecido.
Desta vez trouxe esta.
O que vai dizer Paulo Portas?
O processo de averiguações das "luvas" pagas a alguem pela venda dos ditos ainda anda por aí, sem nada se saber. Os submarinos tem a vantagem de se camuflarem a muitas milhas da superfície, talvez por isso ainda não tenham sido apanhados nos radares da Felícia Cabrita.
«Cortar 750 milhões na Lei de Programação Militar (LPM) a eito pode ser uma coisa complicada. Por que não encarar medidas a sério? Isto é, rever a lógica da LPM em relação às missões essenciais que as Forças Armadas devem ao Estado e, nessa revisão, porque não encarar a hipótese de vender os submarinos», sugeriu esta quinta-feira na
Rádio Renascença.
Vaticano possuido pelo Diabo
Só ao fim de todos estes anos é que este reverendíssimo padre dá à dica estas suas "certezas".
Ou será ele como os jornalistas portugueses que foram pressionados desde há anos e só agora se lembraram de o dizer?
"Aos 85 anos, o padre Gabriele Amorth já lidou com 70 mil pessoas possuídas pelo demónio. Ele é o principal exorcista da Santa Sé e acaba de lançar um livro que faz jus a uma carreira: "Memórias de um Exorcista".
E, para Amorth, não há dúvidas de que os recentes escândalos de abuso sexual de menores em instiuições da Igreja são obra de Belzebu.
"O Diabo está a trabalhar dentro do Vaticano", diz o padre Amorth em entrevista ao La Repubblica. Para o padre, as influências satânicas estão espalhadas por todo o Vaticano e são bastante óbvias nos episódios de luta pelo poder interno na igreja, entre "cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demónio."
A "cobertura" da morte de Alois Estermann, o comandante da Guarda Suíça, em 1998, e do guarda Cedric Tornay, encontrado morto de forma misteriosa, é, na opinião de Amorth mais um exemplo de como o diabo vive e trabalha no Vaticano.!(IONLINE)
O Jumento escreve... e bem
(in O Jumento na Quinta-feira, Março 11, 2010)
""Passam-se e ouvem-se coisas muito estranhas neste país
Anda por aí muita gente a investigar se Sócrates sabia do negócio da PT como se isso fosse algo de estranho e significasse um grande golpe. Até ficamos com a impressão de que a PT iria fazer uma compra que não teria qualquer relação com a sua área de negócio ou que iria comprar a TVI ao preço da uva mijona graças à cunha do Rei de Espanha. Isto é, para os nossos investigadores de algibeira em vez de pedir aos camaradas espanhóis para influenciarem a PRISA no sentido de calarem a dona Moniz, Sócrates preferiu expor-se e mandou uma empresa maioritariamente de capitais privados com diversos simpatizantes ou militantes do PSD na sua liderança comprar a TVI. Curiosamente não foi preciso qualquer negócio para calar a dona Moniz e sobre a decisão da TVI ninguém questiona se houve pressões de Sócrates.
O resultado das manobras políticas, incluindo uma intervenção de Cavaco Silva, foi a não realização de um negócio no mercado das telecomunicações, abrindo-se a porta ao negócio à Ongoing, uma concorrente da PT. Suspeita-se do papel de Sócrates mas ninguém suspeita do facto de uma empresa ter sido impedida de fazer um negócio para facilitar o caminho a outra empresa, onde o José Eduardo Moniz aparece como número dois ao mesmo tempo que recebia uma indemnização de milhões paga pela TVI. Parece que ninguém estranha a forma como a Ongoing consegue o negócio, mesmo sabendo-se da sua posição no grupo Impresa.
É muito estranho que ninguém tenha reparado que na sua entrevista na RTP1 Cavaco Silva não tenha condenado as violações sucessivas do segredo de justiça, chegando ao absurdo de as desvalorizar invocando más leis. Isto é, o mesmo Presidente da República que andava não incomodado porque se dizia que poderia haver escutas em Belém, coisa que se veio a provar não ter passado de uma manobra de um dos seus assessores, não está preocupado a divulgação de dezenas escutas com fins políticos. Recorde-se que quando Cavaco se referiu às más leis no Congresso Nacional das Instituições de Solidariedade social referiu-se à lei do divórcio e quando se pronunciou sobre o mesmo tema na abertura do ano judicial (2009) falou em termos genéricos. Cavaco Silva deveria explicar aos portugueses quais são as tais mais leis que justificam a sua não condenação do crime.
É muito estranho que um Presidente da República diga que ninguém está acima da lei quando se refere à conclusão de um inquérito parlamentar que como se sabe não passa de um espectáculo organizado por Louçã e Ferreira Leite, mas quando está em causa a violação do segredo de justiça por gente dessa mesma justiça descobre que há más leis. Isto é, a lei é boa se Sócrates for condenado politicamente pela oposição, mas é má se for destruído na praça pública com a divulgação de escutas seleccionadas de forma manhosa. É estranho que o argumento do estar acima da lei só aplique a um inquérito parlamentar que não se rege por lei nenhuma e onde a condenação política nem permite a defesa do visado.
É estranho que em relação a um primeiro-ministro Cavaco afirme que ninguém está acima da lei, mas quando o visado foi um seu amigo e velho companheiro de governo, por ele designado para membro do Conselho de Estado o mesmo Cavaco Silva tenha optado por fazer uma declaração pública que pode ser entendida como uma declaração de inocência de Dias Loureiro (ou Dias Lotero como o o chamou).
É muito estranho que muita gente ande empenhada em questionar o carácter de José Sócrates desde o tempo em que estudava, mas quando se questionou o negócio familiar de acções da SLN por parte da família Silva se tenha desvalorizado o assunto com o argumento de que este se tinha realizado num momento em que Cavaco Silva não desempenhava cargos políticos. Isto é, o carácter de alguns políticos deve ser avaliado de forma intermitente, só contam os seus negócios enquanto forem políticos, para outros deve ser analisado a tempo inteiro.
Passam-se e ouvem-se coisas muito estranhas neste país...""
A Comissão de Ética entrou nos cuidados intensivos.
O Publico
Jose Manuel Fernandes foi um dos mais acerrimos criticos de Jose Socrates, a soldo de quem?
O presidente executivo da Sonaecom, Ângelo Paupério, negou hoje as afirmações de José Manuel Fernandes, segundo as quais o sucesso da OPA da Sonae sobre a PT estaria dependente da saída do antigo director do Público do cargo.
"Na minha actividade de gestor nenhum membro do Governo ou de outra entidade que teve comigo colocou essa condição", afirmou Ângelo Paupério na audiência da comissão de Ética parlamentar sobre a liberdade de expressão.
Em resposta aos deputados, o presidente executivo da Sonaecom disse: "formalmente essa questão não foi colocada, logo não poderia ser denunciada".
Em relação ao episódio em que José Sócrates manifestou a Ângelo Paupério o seu desagrado em relação a uma fotografia publicada no jornal durante a inauguração de uma escola, factos relatados por José Manuel Fernandes quando esteve presente na comissão de Ética, Ângelo Paupério afirmou: "Foi uma situação que se passou com o primeiro-ministro em público. Não acredito que tivesse qualquer intenção de pressionar. Foi um desabafo, uma crítica, que considero legítima". (Jornal de Negócios)
10 março, 2010
Socrates ou Coelho, culpados?
É bom para Portugal ou não?
"A Mota-Engil acaba de informar, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que a Ascendi, a gestora de infra-estruturas de transportes detida pelo Grupo da construtora e do Grupo Espírito Santo, ficou classificada em primeiro lugar no concurso para a Concessão designada Paquete Noroeste ou «Farac III», inserida no Estado Mexicano de Tamaulipas e junto à fronteira com o Estado Norte-Americano do Texas" (Agencia Financeira)
Os "meninos" quizeram ser os donos e senhores de tudo por onde passaram. Mas que admiração...
Depois, vou lindo ver o que aconteceu.
""O ex-presidente da Media Capital Miguel Pais do Amaral acusou, esta terça-feira, o «casal Moniz» de ter tentado manipular a informação da TVI, garantindo que só a sua fiscalização enquanto esteve no grupo impediu que isso acontecesse, escreve a Lusa."" (TVI24)
Cavaco Silva – mau hálito
Cavaco Silva em baixa
Logo se apressou a agendar umas aparições em público e na TV para ajudar a recuperação.
No mês que antecedeu os primeiros quatro anos da sua eleição, o saldo de imagem do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, caiu para o valor mais baixo desde Maio de 2006, segundo resultados do último Barómetro Político Marktest. ((Diario Digital)
TVI
Bem podem todos os administradores da PT, mesmo colocando a mão sobre a Constituição ou sobre a Bíblia, jurarem que estão a dizer a verdade, só a verdade e nada mais que a verdade na dita comissão de Etica, que "eles" não querem saber, talvez mesmo não queiram ouvir essas verdades.
O interesse pelo diz tu digo eu, mesmo sem provas, com ou sem T-shirts ou algo mais que os declarantes queiram trazer para se publicitar, sobrepoem-se a tudo.
É as estes deputados que lhes pagamos os vencimentos e as mordomias para servirem de espectadores num circo em que a maioria dos artistas pouco mais são que bobos.
Será que ainda não tomaram consciência que estão a pouco e pouco afogando a democracia no mar de lama que a comissão dita de Ética está encharcada?
"O presidente-executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava, desmentiu, esta quarta-feira, em declarações proferidas na comissão parlamentar de ética, ter alguma vez falado com o Governo sobre o negócio da compra de parte do capital da Media Capital, proprietária da TVI."
(Diário Digital)
Jose Niza escreve
Sempre com uma vénia para o meu amigo e antigo companheiro da Guerra de África – médico do Batalhão durante os 2 anos e picos passados nas matas de Angola.
Por:
José Niza
Nas minhas duas passagens pela RTP aconteceram me muitas e interessantes histórias. Vou contar-vos duas porque têm muito que ver com a actual conjuntura endémica do delírio paranóide e persecutório em que uma boa parte da nossa comunicação social hoje chafurda.
Quando fui director de programas da RTP uma das minhas maiores prioridades foi a programação para crianças. Foi a tempo em que o Mário Viegas fazia o célebre "Peço a palavra", a miudagem chorava com as venturas e desventuras da Heidi, ou se ria com os Marretas até às lágrimas. No Departamento de Programas Infantis ao qual mudei nome para Departamento de Programas para Crianças havia uma senhora chamada Maria do Sameiro Souto, casada com um senhor chamado Nuno Rocha que era director de um influente semanário chamado Tempo. A dita senhora queria à viva força que eu a promovesse a Chefe do Departamento. Mas havia lá outra senhora, por quem eu tinha grande admiração e com quem criei uma forte empatia, escritora e poetisa, que eu nomeei para o lugar. Chamava se Maria Alberta Menéres (1). Ao saber desta nomeação, a dona Maria do Sameiro ficou fula e o seu marido ficou possesso. E de tal forma que, em papel timbrado do seu jornal, me bombardeou com uma ameaçadora missiva: daí para a frente o jornal não me pouparia! E a verdade é que cumpriu a promessa: todas as semanas lá vinha uma notícia envenenada, como por exemplo, a denúncia de que eu recebia, em acumulação, dois ordenados: o da RTP e o da Assembleia da República. Podia tê-lo posto em tribunal, eram tudo mentiras, mas a verdade é que eu tinha mais que fazer. Anos mais tarde, quando voltei a ser responsável pela programação da RTP, colidi com um drama culinário: a senhora dona Filipa Vacondeus estava a terminar a sua série de programas e queria continuar. Mas, entretanto, alguém me informou de que tínhamos em stock, e prontos para emissão, 26 programas de culinária inéditos. E, assim, a dona Filipa foi de férias sabáticas. Acontecia que a senhora era casada com o senhor José Vacondeus, director do semanário O País. Foi então que o furibundo esposo me escreveu, em papel timbrado do jornal, uma carta ameaçadora, em tudo idêntica à epistolar missiva do director Rocha. E, se bem a escreveu, melhor o fez: daí para a frente, todas as quintas-feiras, lá vinham no pasquim as histórias das minhas "criminosas tropelias". Podia tê-lo posto em tribunal, eram tudo mentiras, mas a verdade é que eu tinha mais que fazer. Lembrei-me destas duas histórias ao assistir no Canal Parlamento ao inqualificável espectáculo de degradação da Assembleia da República e da dignidade dos deputados, sem respeito por si próprios, que está em cena de segunda a sexta feira na Comissão de Ética. Como é que eleitas e eleitos do povo, ridiculamente armados em inspectores Poirot, ou travestidos de Misses Marple, permitem que uma Comissão Parlamentar seja enxovalhada com exibições de T-shirts, insultos de "racistas", ou clamorosas mentiras logo desmentidas? Como é possível que todo este lixo seja de imediato injectado nos media, sem contraditório, como se se tratasse de verdades absolutas? Como é possível que numa Comissão Parlamentar, a que chamam de Ética, se façam julgamentos sumários, populares e populistas?
Quando criaturas jornalisticamente tão abjectas como José Manuel Fernandes, ex director do Público, José António Saraiva, director do Sol, ou mercenários do ódio político como Mário Crespo ou Felícia Cabrita, impunemente se permitem, sem apresentar uma única prova, incriminar um Primeiro Ministro, um Procurador Geral da República e um Presidente do Supremo Tribunal de Justiça como se todos fossem cúmplices de uma tenebrosa cabala contra o Estado de Direito e a tudo isso os deputados da oposição batem palmas e rasgam elogios, estamos à beira de um precipício moral talvez sem retorno. Em, tempos passadas, os senhores directores de jornais, Nuno Rocha e José Vacondeus, utilizaram as suas canetas para me ameaçar, e o veneno dos seus jornais para me destruir. E, ou muito me engano, ou ainda um dia o meu amigo José Sócrates vai escrever um artigo igual a este. (O Ribatejo)
Pressões e outras
PSD – versus Marcelo
Jornalistas e Jornais
08 março, 2010
Escolas
Vampiros .. Eles comem tudo…
"Tal como sucede com a máfia quem os atacar é eliminado, seja através de um processos nascido de uma carta anónima e alimentado com escutas manhosas, de um saneamento ou mesmo da denúncia da identidade de uma pequena voz que os incomode. Esta nova máfia não mata com metralhadoras, masta com telejornais, machetes de jornais e processos judiciais e ainda se escondem atrás de bons princípios da justiça, da democracia ou da liberdade de imprensa.
Não há keynesianismo ou liberalismo que nos salve enquanto o país não se libertar ou, pelo menos, a não dar ouvidos a estes proxenetas (O Jumento)
TGV – prós e contras
Cavaco Silva e Ferreira Leite voltaram a falar no TGV.
Um fora de portas como já vem sendo seu hábito, Outra, como caixa de ressonãncia de Belem, voltou a falar do mesmo.
Um e outro devem ter o disco riscado ou então utilizam a mesma cassete.
Cavaco, talvez ainda esteja a pensar como era bom nos anos 70 fazer a viagem para a sua santa terrinha, por Aljustrel, Castro Verde, Almodovar, etc. Por esta ordem de ideias, não se teria feito a nova auto estrada para o Algarve e muito menos a nacional que faz Grandola à Nacional 125. Como era bom para o desenvolvimento do pais, ainda passar pelo Barranco do Velho e S Brás de Alportel a caminho do Algarve.
Manuela Ferreira Leite, bem pode aproveitar nas suas idas à Madeira, ir na Sagres ou no Creola, pois à vela, sempre se gasta menos que num "barco a vapor" ou muito menos ainda que num antigo Super Constelation.
... já não bastava a politica salazarenta para nos ter deixado tantos anos fora da Europa...
Madeira vista por Timor
Pela boca morre o peixe ( Jardim)
Timor ajuda a Madeira
O gesto do Governo de Timor, independentemente do drama que afecta a Madeira, obriga a recordar declarações antigas em sentido contrário. Em Agosto de 1999, quando Timor era palco da destruição provocada pelas milícias pró-Indonésia e em todo o mundo se multiplicavam as manifestações de solidariedade e o envio de ajuda financeira, na Madeira, as posições oficiais foram diferentes.
De férias no Porto Santo, Alberto João Jardim garantiu que a Madeira não daria "um tostão" para Timor e que não admitia que o Estado português "mexesse" nas transferências a que a Região tinha direito. 'Nem um tostão para Timor' foi uma frase que provocou as mais duras reacções, em todo o País.
"A filosofia popular ensinou-me que cada um se deve governar por si", acrescentaria o presidente do Governo Regional, a 29 de Agosto de 1999."
07 março, 2010
O Estúpido do Povo Português
Este ilustre prosador, também gosta de passar atestados de estupidez ao Zé Povinho. Compreende-se que lhe custe aceitar que uma grande maioria dos portugueses não aceite que José Sócrates seja queimado vivo na nova fogueira da Inquisição.
A vida tem destas coisas, a nossa vontade nem sempre é acompanhada…
Quis dizer somente que é o retrato da estupidez do nosso Povo
Zé, paga
Face Oculta, mas que coscuvilhice… paga pelo Zé Povinho.
"Uma verdadeira peixeirada.
Que nós todos pagamos.
Sem proveito para o corpo e a alma.
Cavaco Silva o Ignorador
Face Oculta
Terá a lembrar-se de ultima vez que o chamou e da celeuma que provocou?

