03 outubro, 2015

Socrates e o segredo de justiça!

Como a Justiça goza com a Justiça.

Alguem pode acreditar nestes “justiceiros”. Será que não são penalizados?

 

Prazo para o procurador Rosário Teixeira pedir aclaração do acórdão da Relação sobre segredo de justiça terminava hoje. Mas não foi apresentado qualquer pedido e, assim, o segredo de justiça poderá cair de imediato.

 

O Ministério Público não apresentou até ao momento qualquer pedido de aclaração do acórdão do juiz-desembargador Rui Rangel. A 24 de Setembro, o Tribunal da Relação de Lisboa decretou o levantamento imediato do segredo de justiça interno no âmbito da Operação Marquês. Mas, à defesa de José Sócrates, o procurador Rosário Teixeira terá declarado a intenção de pedir a Rui Rangel uma aclaração da decisão. Tinha dez dias para fazê-lo, mas isso acabou por não acontecer.

 

Fonte da Relação garantiu ao i que não tinha chegado, até perto das 16 horas, qualquer pedido de aclaração proveniente do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). A defesa de José Sócrates também confirma que não recebeu qualquer notificação em sentido contrário.

 

O passo seguinte deverá ser o levantamento imediato do segredo de justiça para a defesa de todos os arguidos e assistentes no processo, por parte do juiz de instrução Carlos Alexandre, dando sequência ao que foi decidido pelo juiz Rui Rangel há uma semana e meia.”

PCP - gente gira

Ajudaram a colocar Passos e Portas no Governo e agora estão a querer mudar a agulha... em proveito próprio

19 setembro, 2015

passos coelho, mente.

«O debate é todo sobre o programa do Partido Socialista. Não houve uma única pergunta sobre o programa da coligação. (...) Passos Coelho falou com a assertividade que usa desde sempre para mentir.»

Pacheco Pereira, na Antena 1 (via Malou Delgado Raínho)



Eis um exemplo do que Pacheco Pereira disse ao comentar o debate de hoje nas rádios. Passos Coelho afirmou que o Governo de Sócrates apenas prometeu tornar obrigatória a escolaridade de 12 anos, mas que foi o seu governo que a levou a cabo. O alegado primeiro-ministro omitiu:

• Que a Lei n.º 85/2009, de 27 de Agosto, que estabelece a escolaridade obrigatória de 12 anos, foi aprovada na vigência do primeiro governo de José Sócrates;
• Que esse diploma estipula a sua aplicação progressiva a partir do ano lectivo 2012/2013;
• Que o PSD e o CDS se abstiveram na votação da proposta de lei que esteve na génese do diploma.

 

Coelho fora

14 setembro, 2015

paulo Portas entre as mulheres

 

 

 

APRE - Sessões debate da próxima semana

 

Informamos das iniciativas APRe na região Lisboa, esperando a presença dos que puderem e seus amigos ou familiares. 

 A APRe considera da maior importância a participação nas eleições legislativas, expressando a escolha de cada um, através de voto válido.

 Marília Martins

Núcleo Oeiras APRe

 

 

 

09 setembro, 2015

O Zé Povinho o que diz?

 

Passos Coelho e o Zé Povinho


Nicolau Santos - Anatomia e dissecação de um colossal falhanço. (Nota mm: Só quem não quiser ver, por fanatismo ou clubismo)

Ah Nicolau Nicolau, tens que voltar para a universidade (de verão dos citrinos laranjais)... não vês que andas desalinhado??? 

Ah Nicolau Nicolau... tens que ouvir melhor a versão actualizada dos pinóquios (um tal coelho e sua partenaire porteira)

mmd

 

(Nicolau Santos, in "Expresso")

1 A 4 de abril, Angela Merkel elogia os esforços do Governo português para combater a crise, através de um novo plano de austeridade, o PEC 4. Com o apoio da chanceler alemã e do presidente da Comissão Europeia havia a real possibilidade de Portugal conseguir um resgate mais suave, idêntico ao que Espanha depois veio a ter. O primeiro-ministro, José Sócrates, dá conta ao líder da oposição, Pedro Passos Coelho, do que se passa. Este, pressionado pelo seu mentor e principal apoio partidário, Miguel Relvas, recusa-se a deixar passar o PEC 4, dizendo que não sabia de nada e que não apoiava novos sacrifícios. O seu objetivo é a queda do Governo e eleições antecipadas (ver o livro "Resgatados", dos insuspeitos jornalistas David Dinis e Hugo Filipe Coelho). O Presidente da República, Cavaco Silva, faz um violento ataque ao Governo no seu discurso de posse, a 4 de abril, afirmando não haver espaço para mais austeridade. Os banqueiros em concertação pressionavam o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos cede e coloca o primeiro-ministro perante o facto consumado, ao anunciar ao "Jornal de Negócios" que Portugal precisa de recorrer aos mecanismos de ajuda disponíveis. Sócrates é forçado a pedir a intervenção da troika. Merkel recebe a notícia com estupefação e irritação.

 2 O memorando de entendimento (MoU) é saudado por políticos alinhados com a futura maioria, por economistas de águas doces, por banqueiros cúpidos e por comentadores fundamentalistas e bastas vezes ignorantes, pois, segundo eles, por cá nunca ninguém conseguiria elaborar tal maravilha. Hoje, pegando nas projeções para a economia portuguesa contidas no MoU, é espantoso constatar a disparidade com o que aconteceu. Em vez de um ano de austeridade tivemos três. Em vez de uma recessão não superior a 4%, tivemos quase 8%. Em vez de um ajustamento em 2/3 pelo lado da despesa e 1/3 pelo lado da receita, tivemos exatamente o contrário: uma austeridade de 23 mil milhões reduziu o défice orçamental em apenas 9 mil milhões. Em vez de um desemprego na casa dos 13%, ultrapassámos os 17%. Em vez de uma emigração que não estava prevista, vimos sair do país mais de 300 mil pessoas. E em vez da recuperação ser forte e assente nas exportações e no investimento, ela está a ser lenta e anémica, assentando nas exportações e no consumo interno. A única coisa que não falhou foi o regresso da República aos mercados. Mas tal seria possível sem as palavras do governador do BCE, Mario Draghi, no verão de 2013, ou sem o programa de compra de dívida pública dos países da zona euro? Alguém acredita que teríamos as atuais taxas de juro se não fosse isso, quando as agências de rating mantêm em lixo a nossa dívida pública? Só mesmo quem crê em contos de crianças.

4 O ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o primeiro responsável da troika, Poul Thomsen, negaram durante dois anos que houvesse um problema de esmagamento de crédito às empresas. Pelos vistos desconheciam que a esmagadora maioria das PME sempre teve falta de capital, funcionando com base no crédito bancário. Como os bancos foram obrigados a cortar drástica e rapidamente os seus rácios de crédito, milhares de empresas colapsaram, fazendo disparar o desemprego. Gaspar e a troika diriam depois terem sido surpreendidos com esta evolução. A sobranceria dos que se baseiam na infalibilidade do Excel, aliada à ignorância dos que pensam que a mesma receita funciona em qualquer lugar, tem estes resultados.

 5 Passos Coelho disse e redisse que as privatizações tornariam a economia portuguesa muito mais competitiva, levando os preços praticados a descer. Pois bem, a EDP foi vendida a muito bom preço porque as autoridades garantiram aos chineses da Three Gorges que os consumidores portugueses continuariam a pagar uma elevada fatura energética. E assim tem sido. Os franceses da Vinci pagaram muito pela concessão da ANA porque lhes foi garantido que poderiam subir as taxas sempre que o movimento aeroportuário aumentasse. Já o fizeram por cinco vezes. O Governo acabou com a golden share na PT e não obstou à saída da CGD do capital da telefónica. Depois assistiu, impávido e sereno, ao desmoronamento da operadora. A CGD foi obrigada pelo Governo a vender por um mau preço a sua participação na Cimpor. Hoje, a cimenteira é uma sombra do que foi: deixou de ser um centro de decisão, de competência e de emprego da engenharia nacional. Os CTT foram privatizados e aumentaram exponencialmente os resultados, à custa da redução do número de balcões e da frequência na entrega do correio.

 7 O programa de ajustamento fez Portugal recuar quase 15 anos. Perdemos centro de decisão e de competência e não apareceram outros. A classe média proletariza-se sob o peso dos impostos. Nos hospitais reaparecem doenças e epidemias há muito erradicadas. O investimento estrangeiro estruturante não veio, o perfil da economia e das exportações não se alterou, a aposta na investigação eclipsou-se. E tudo para se chegar a um ponto em que a troika nos continua a dizer que já fizemos muito mas que é preciso fazer mais — e os credores internacionais nos vão manter sob vigilância até 2035. Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade mostra que este ajustamento não teve apenas algumas coisas que correram mal — foi um colossal falhanço. E, desgraçadamente, os próximos anos vão confirmá-lo.

 País desenvolvido não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público (Enrique Peñalosa).