11 fevereiro, 2011

“Ei-los que partem”

Por:
José Niza

Não é uma fuga de Bach, é uma fuga de Presidentes de Câmaras. Das maiores do País. E todas do PSD.

Li a história no Diário de Notícias e fiquei estupefacto: de repente, um a um, pé ante pé, os presidentes de alguns dos mais importantes municípios de Portugal iniciaram uma frenética e imparável debandada. Como se fosse uma corrida de estafetas.

- O de Coimbra, Carlos Encarnação, que até já foi membro do governo, disse "good-bye". E foi à vida.

- O de Cascais, António Capucho, membro do Conselho de Estado e ex-ministro do PSD, despediu-se. Sem justa causa.

- O de Sintra, Fernando Seara, emérito comentador de futebol (não tarda que Cavaco o transforme de comentador em Comendador) e candidato à presidência da Federação do dito cujo, também está de malas aviadas para se despedir do Palácio da Pena e das queijadas com que Lord Byron se aconchegava.

- O de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes – ao que também adianta o DN – vai passar a pasta (isto é, as dívidas) ao seu número dois, o destemido gladiador Marco António.

E por aí fora, que Portugal é grande.

Esta fobia autárquica de matriz obsessivo-compulsiva que subitamente irrompeu no PSD é um fenómeno digno de análise e reflectida reflexão.

Em primeiro lugar há que ter presente que este impulso para a fuga é uma característica genética do actual PSD (que até nem existia no fundador PPD). Tenha-se por exemplo em conta que o inefável Santana, não obstante as himalaicas barbaridades que cometeu, se manteve sempre no seu posto. E que só abandonou S.Bento aos empurrões.

Em segundo lugar há que saber distinguir entre vários modelos de fugas: umas para a frente, outras para trás, e outras aos zig-zagues, não se sabendo bem para onde.

Uma das maiores fugas ocorridas no PSD – só comparável à de Cunhal do Forte de Peniche – foi uma fuga para a frente e para cima: Durão Barroso, que pelo voto popular tinha ascendido a Primeiro Ministro de Portugal, mal percebeu que os amiguinhos do inimaginável George W. Bush iam "pagar-lhe" a viagem para Bruxelas, fez logo as malas e passou a pasta (isto é, as dívidas) ao sempre inefável e único Santana.

E, assim, os edis laranja, um a um e pé ante pé, vão abandonando os seus navios como se fossem ratos.

E porque é que saem?

Ora aí está uma sagaz pergunta!

A razão é simples: money, cacau, pilim, carcanhóis, euros, dólares, dinheiro…

Ou a falta dele.

***

Uma coisa que sempre me impressionou enquanto autarca e deputado, foi o endémico argumentário monetarista de muitos presidentes de câmara que fui conhecendo ao longo do caminho. Sem excepções partidárias e sempre com um rasgado sorriso de felicidade estampado no rosto, me diziam eles:

- "Ainda não atingimos os limites do endividamento"!

E a ideia com que eu ficava era a de que, obsessivamente, enquanto não furassem o tecto, não teriam descanso.

Claro que estas histórias já se passaram há muitos séculos, ainda "O Ribatejo" gatinhava. E que o culpado de tudo isto foi o Sócrates que, ainda de fraldas, não conseguiu evitar estes autárquicos desvarios. Como, aliás – e para que não restem dúvidas – também foi ele o culpado dos tsunamis que devastaram a Grécia, a Irlanda, os Estados Unidos e outros países do 3.º mundo.

Portanto – meus amigos – a questão é de dinheiro. Isto é, da falta dele. É que, como o vil metal cada vez mais escasseia para acender o fogo de artifício das obras de fachada, para encher os tachos dos boys e das girls dos partidos, para empregar filhos e afilhados mais ou menos analfabetos (mas todos diplomados) – é a deserção.

Falta saber para onde?

Como se trata de autarcas de primeira água, é natural e justo que tenham expectativas de um lugarzinho num futuro Governo, nem que seja o de Sub-Secretário de Estado das Hortaliças.

O que é estranho é que ainda ninguém se tenha lembrado de recordar aos fugitivos que, ao fim de pouco tempo, já estão a rasgar o compromisso que firmaram com os eleitores.

Se alguém lhes perguntar, eles responderão que.

E já estão noutra.

Pacheco Pereira

O filósofo da Marteleira esqueceu-se do que têm feito a Sócrates.

Coitado de Cavaco Silva


 

"Nestes preliminares da dança das cadeiras, vai ser interessante ver quem é que é atacado com a receita "Cavaco Silva" e quem é poupado.. Por receita "Cavaco Silva" refiro-me ao armamento pesado, como aquele que o grupo de Sócrates usou contra Cavaco já por duas vezes. Uma vez, contra Cavaco e Manuela Ferreira Leite, a história do e-mail do jornalista do Público sobre a sua fonte de Belém, que, com a colaboração do Diário de Noticias, foi usado para fragilizar o Presidente e Manuela Ferreira Leite, como vítima colateral. A outra é a história do BPN e da casa do Algarve. Isto é preparado com tempo, e usado no momento certo.  


 

Ora, eu tenho a certeza que também há do mesmo armamento contra Passos Coelho e os seus próximos e não tenho dúvidas que a casa de Sócrates, actuando como sempre actuou by proxy, o usará se for preciso. Se não o usar ou é ou porque não é preciso, ou é porque, bem vistas as coisas, o PS sempre esperará um governo de bloco central ou qualquer forma de entendimento, e evitará uma política de terra queimada. Mas esta gente não brinca em serviço. Se se modera, é só porque pensa ganhar alguma coisa com a moderação."

BE – com a borda debaixo de água

Comentários

Por: João Makieira Braz 11 Fevereiro, 2011 - 09:37

LOUÇÃ, EM DESESPERO DE CAUSA, MANTÉM O SEU OBSTINADO LAPSO DE RAZÃO.

Para quê objectivamente uma moção de censura ao governo?
Para catarse de ter apoiado o mesmo candidato presidencial que o partido do governo apoiou?
Para plagiar o PCP?
Para ser rejeitada pela maioria dos deputados e garantir a continuidade deste governo?
Escrevendo direito por linhas tortas só assim faria algum sentido.
Para ser aprovada, fazer cair o governo e entregá-lo a uma maioria de direita PSD/CDS?
Por acaso, o Dr. Francisco Louçã sabe ser essa moção da vontade da maioria dos aderentes do BE ou isso não lhe interessa?
O Dr. Francisco Louçã perdeu o leme ao barco e recusa-se a admitir que a recente opção política que tomou fracturou o BE e quando afirma que "não vai sobrar pedra sobre pedra" seria melhor olhar para dentro de casa e perceber que o Bloco corre o risco de se desmoronar num amontoado de tijolos.
Subscrevo inteiramente os comentários anteriores de João Pereira e de Pedro Costa.

  • Por: J.Alexandrino Fernandes 11 Fevereiro, 2011 - 08:21

    Na minha opinião, os motivos da moção são bem claros, portanto não vejo onde está o problema. Será que, se o governo caír, um desempregado vai ficar "mais desempregado", ou um precário "mais precário"? O BE é uma força política democrática de transformação, não tem que agir em função de nenhum "interesse nacional", que é um ente fictício, mas de acordo com o mandato conferido pelos seus eleitores. Ou será que por acaso a "responsável" direita (PS+PSD+CDS) faz de outra forma?

  • Por: Nuno Moniz 11 Fevereiro, 2011 - 05:33

    Muitas pessoas dizem de boca cheia que este Governo que vai andando de bengala (PSD/CDS) é um Governo de roubo, de assalto à vida das pessoas.
    Quando se trata de repor justiça nesse roubo e nesse assalto, preferimos entrar num jogo que subjulga a vida do pessoas, pela suposta vida do país. Caindo no perfeito jogo da estabilidade política que não existe desde o momento que nem o PSD com CDS ou não e o PS não sabem governar sem maioria.

    Afinal, digam-me lá. Este roubo é para parar, ou não?
    Ou se decide que se tem de aguentar, ou decide-se que tem de parar.
    Um barco que tem um remo só de um lado, bem que rema, mas em círculos.
    Aceitar a não-luta política é aceitar tudo o que atiram para cima de nós.

  • Por: afonso neves 11 Fevereiro, 2011 - 01:20

    Eu sou seguidor do Bloco de Esquerda desde a nascença do mesmo e nunca fiquei tão desapontado até hoje. Anunciar uma moção de censura é destruir o que se construiu até hoje. Quando se pensava que o partido estava no caminho certo ao não embarcar nas loucuras do PC, faz-se o contrário. Este era o momento ideal para fazer valer os valores da esquerda, mas a decisão tomada é aniquilar o partido, nem partido do táxi será o Bloco depois desta decisão, isto é dar o poder à direita.
    estou muito desapontado, Carmelinda terás o meu voto nas próximas eleições.

  • Por: Vitor Duarte 11 Fevereiro, 2011 - 01:01

    Isto é a prova que esta coisa que alguns chamam partido, não serva para nada. Estou contente porque isto é o pricipio do fim destes senhores.
    Quem neles votou pode ver agora que se enganou.

  • Por: Amadeu 10 Fevereiro, 2011 - 23:48

    Agradeço resposta por parte de algum responsável do BE a este comentário:

    1-O que alterou desde há poucos dias para que, Francisco Louçã, então dissesse que não havia qualquer utilidade na apresentação de uma moção de censura?

    2-o que alterou desde que o líder parlamentar do BE, J.M.Pureza, há mais ou menos o mesmo período de tempo, tivesse dito que uma moção nesta altura iria facilitar a vida à direita e que não era aceitável derrubar este governo para introduzir a revisão constitucional do PSD?

    3-o que alterou em 3 ou 4 dias quando a Mesa Nacional do BE, reunida no passado sábado, não se pronunciou sobre o assunto nem este foi alvo de discussão ou sequer apresentação?

  • Por: Leo 10 Fevereiro, 2011 - 21:30

    Para memória futura:

    - Dia 6 de Fevereiro:
    O Bloco de Esquerda reserva a sua opção em função dos fundamentos da moção e, para já, não vê "utilidade prática" na sua apresentação. Palavras, ontem, numa conferência de imprensa em Lisboa, de Francisco Louçã, após uma reunião da Mesa Nacional do partido.
    "Sabemos que no dia em que estamos a discutir não tem qualquer utilidade prática a apresentação de uma moção de censura", disse Louçã.

    - Dia 8 de Fevereiro:
    O líder parlamentar do Bloco de Esquerda declara ao Público que a sua bancada não está disposta a dar a mão ao PSD e CDS. "Não nos colocamos na posição de facilitar a vida à direita portuguesa", afirmou, lembrando que o que poderia significar uma moção de censura aprovada. "Derrubar este Governo para introduzir a revisão constitucional do PSD não é aceitável".
    O BE repete que discutir uma moção de censura neste momento "não tem efeitos práticos".

  • Por: Isabel 10 Fevereiro, 2011 - 21:07

    DESILUDIDA, é como estou...Como simpatizante do BE, fiquei muito desiludida com esta atitude insensata. Perante um país com tantas dificuldades, eis que o partido pelo qual tinha simpatia, derruba o pouco que o país tinha. Como é possivel pensarem em tal como sendo pelo POVO? A queda deste governo, como todos sabemos levará ao governo o PSD, e quem sabe o CDS ou lado? DR Louçã, acha que o país terá melhores condições sociais com um governo de direita? A maioria dos serviços públicos serão provatizados, o tal FMI virá aì, os funcionários públicos serão demitidos, o desemprego aumentará! Não pretendo votar mais no BE, pois deixou de ser de Esquerda, para passar a ser o Bloco da Direita! Francamente, que insensatez!!!!

  • Por: anonimo 10 Fevereiro, 2011 - 20:47

    absolutamente rídiculo!
    batemos no fundo da falta coerência.

    a partir de hoje vejo o bloco como apenas mais partido com jogadas e interesses que tanto criticávamos.

  • Por: João Pereira 10 Fevereiro, 2011 - 20:21

    Votei no BE nas últimas eleições e acho que têm feito um bom trabalho. Mas francamente, quem vai decidir a moção de censura é a direita e bem sabemos que serão eles que irão para o poder.
    E relativamente às três razões que o Francisco Louçã apontou, acho que as coisas serão bem piores com um governo PSD-CDS. Ou alguém acredita que eles vão melhorar as políticas de apoio social?
    Parece-me que o Bloco está a cometer um erro tremendo e vamos ser todos nós a pagar por ele.

PSD – Versus SCP

Os interesses escondidos.

O empenho de Relvas

"O FRUSTRADO candidato à presidência do Sporting, Braz da Silva, pode queixar-se de muita coisa - desde a falta de apoios à proliferação de outras candidaturas no seu "espaço"... Mas de uma coisa, não pode o empresário queixar-se: é do empenho mostrado por Miguel Relvas nos inúmeros e entusiasmados telefonemas que andou a fazer para as redacções e administrações de tudo o que era jornal na defesa da candidatura do seu "patrão" na Finertec! Um empenho certamente partilhado por outro dos seus empregados - o dr. Nogueira Leite, que certamente também não se poupou a esforços nesta "cruzada"..."

BE – Os Putos

Não passam mesmo disso – Putos.

Na sua grande maioria, estão muito bem na Vida. A sua luta nada terá a ver com os "outros". Defendem apenas os seus próprios intefresses mais imediatos, os seus "tachos", as usa smordomias, os dinheiros que os contribuintes lhes oferecem em função do número de deputados no seu "circo" parlamentar. O BE, não passa disto mesmo.

Hoje sim, ontem talvez, amanhã, porque nâo?

Tantos licenciados, tantos professores, são deputados, no funfo, são todos, farinha do mesmo saco.

Longe. É fugir deste gente.

10 fevereiro, 2011

Educação privada

Assim andavam a meter no bolso os impostos dos contribuintes.

- O Governo vai deixar de financiar um total de 256 turmas de escolas do ensino particular ao abrigo dos contratos de associação, mais 42 do que o proposto no estudo da rede divulgado na semana passada.

BE

Quem pode confiar nestes gestores de supermercado de bairro

"O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, disse este sábado que a apresentação de uma moção de censura neste momento não teria «utilidade prática», escreve a Lusa."

Mais disseram: Bloquistas garantem que não se vão colocar na posição de "facilitar a vida à direita portuguesa".

Cavaco Silva – o distraido

A Madeira não é Portugal.

Para Cavaco a Madeira não conta na Magistratura Activa.

Ora a magistratura activa não chega à Madeira

"O diploma sobre a DCI (denominação comum internacional) que o Governo queria aprovar contém aspectos aterradores. Se bem que os medicamentos se tornassem mais baratos para os doentes, nunca nos poderemos esquecer que havia "a insegurança provocada pela amplitude da possibilidade de alteração sistemática dos medicamentos", como fez questão de alertar o Presidente da República.

A ser assim, ainda bem que foi vetado o diploma porque, muito embora estivesse em causa a poupança de 250 milhões de euros, é consensual que acima de tudo estão as garantias dos cuidados de saúde dos portugueses. Ficamos todos com pena é dos madeirenses.
Através do Decreto Legislativo Regional n.º 16/2010/M, de 13 de Agosto, passou a haver uma absolutamente ampla possibilidade de substituição dos medicamentos. Será que o que é bom para os madeirenses não é bom para a generalidade dos portugueses?

O melhor é matutar no preâmbulo do decreto madeirense."


 

Está lá tudo bem explicadinho. Toma!

Alhos e bugalhos

Como se misturam alhos e bugalhos.

Que grande lata. Defendem-se com unhas e dentes as sanguessugas do Estado, os contribuintes faltosos, aldrabões e vigaristas, como se o Estado não tivesse obrigação de cobrar os impostos que lhe são devidos.

Outra coisa, foi o "habitual" laxismo da GNR, que não quer mexer uma palha.

Deu o que deu.

Seria bom, antes perguntar, se os culpados e semelhante situação, aqueles que foram advertidos por duas vezes que a velha senhora poderia estar morta em casa e nada fizeram não deveramser chamados a processo disciplinar?

Não seria um inquérito bem levantado?

Os alhos ( a GNR) não devem ser misturados com os bugalhos ( o Fisco).

Uma vergonha de opinião, plasmada num post.

09 fevereiro, 2011

Cavaco Silva

Medicamentos, mais baratos, liberdade de escolha?
Então e os grandes grupos farmaceuticos e os médicos?
Magistratura Activa... para que te quero?

"O diploma não promulgado pelo Presidente da República reforçava a obrigação já existente da prescrição de medicamentos com a indicação da DCI (denominação comum internacional) ou nome genérico. Isso dava a possibilidade ao doente de escolher, entre os vários medicamentos disponíveis com o mesmo princípio activo, o mais acessível.Note-se que, muito embora fosse obrigatória a prescrição dos medicamentos por princípio activo, não era retirada ao médico a hipótese de recusar a substituição por outro medicamento com o mesmo princípio activo desde que justificasse na receita os motivos terapêuticos da sua opção.O mercado dos genéricos tem crescido, mas revela alguma dificuldade em conseguir passar a quota dos 20 por cento. Em muitos outros países desenvolvidos os genéricos já abrangem metade da quota de mercado.É certo que o diploma em causa prejudicaria a poderosa indústria farmacêutica, mas não é menos certo que:
• Traria inquestionáveis benefícios para os doentes, uma vez que lhes daria a hipótese de escolherem os medicamentos mais baratos, embora com a mesma eficácia terapêutica, sem pôr em causa a segurança na prescrição;• Significaria uma redução sensível de custos para o SNS (poupança de cerca de 250 milhões de euros), já que teria de comparticipar medicamentos menos caros, aliviando de forma notória as contas da Saúde.

08 fevereiro, 2011

Medicamentos

"movimentos", para todos os gostos e paladares.

Que representatividade pode ter este tipo de organização?

"…Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos de Saúde aplaudiram a decisão do Presidente da República, Cavaco Silva, relativamente ao documento que previa a obrigatoriedade de prescrição eletrónica e por substância ativa, considerando que é a decisão que defende os interesses dos doentes."

Caloteiros

Sem dó nem piedade… ou pagam ou…

"Fisco: devedores podem ver carros apreendidos

Novo sistema electrónico tem como fim agilizar a apreensão e eventual venda de veículos penhorados a portugueses com dívidas ao Fisco "

Ana Benavente

A dor de corno, esteve meia escondida, até um dia.

A Senhora ainda não descobriu que me nada já conta neste país?

"A confusão e a ignorância fervilham na cabeça de  Ana Benavente e o resultado é este arrazoado de disparates sem nexo nem fundamento."

Sócrates tem razão

Á muitos "papagaios" neste país.

Curioso é que uma boa parte dos portugueses gostam desse tipo de conversa de "escárnio e maldizer"

«Eu vejo para aí um discurso político absolutamente lamentável. Todos os países enfrentam um momento de governação de grande dificuldade», afirmou José Sócrates na abertura do Congresso das Exportações, que decorre em Santa Maria da Feira."

Professores

Foi fomentado o emprego para gente que não sabia ou não queria fazer nada, indicando-lhes e inventado a profissão de professor para disciplinas que em nada contribuem para o saber e a cultura dos alunos.

Hoje, demonstrada que está a necessidade de acabar com tal situação, toda a gente tem medo do desemprego. Esquecem-se que na sua grande maioria, podem dar-se por felizes, por terem todos estes anos "emprego" dando aulas que se constatou que não serviam para nada.

Muitos desses ditos professores, tem que seguir outra vida, a mama começa a secar.

"Largas dezenas de professores de educação visual e tecnológica (EVT) e pais de alunos do ensino particular e cooperativo estão já concentrados frente ao Parlamento, para protestos distintos, mas que coincidem com a audição da ministra da Educação. "

Militares – constipações militares diferentes das civis

Estes militares dão vontade de rir.

Seria bom que se indicassem os números na utilização dos hospitais e serviços médicos militares.

Qual será a proporção entre os militares e os civis que utilizam as instalações hospitalares militares.

Uma vergonha esta "guerra" dos militares sobre mais umas mordomias que os senhores da guerra pretendem continuar a gozar.

05 fevereiro, 2011

Comunistas

Está no seu gene

"Jerónimo admite votar censura da direita. Teste ao Governo já em Abril com o PEC. "

Cavaco Presidente

Por:
José Niza

Na noite das eleições V.Ex.ª proclamou-se como o "Presidente de todos os Portugueses, sem excepção".

Não obstante ter sido professor de economia e finanças – e portanto especialista em números – permita-me a ousadia de humildemente chamar a Vossa atenção para umas contas que fiz.

Nos cadernos eleitorais estavam inscritos 9,6 milhões de Portugueses, dos quais mais de 5 milhões não quiseram votar. Dos restantes 4,5 milhões, votaram em V.Ex.ª exactamente dois milhões e duzentos e trinta mil eleitores. Isto é, apenas 23% dos quase 10 milhões. Feitas as contas – e por mais desagradável que isto possa significar para V.Ex.ª – 77 % dos Portugueses não votaram em si. 77 % !!! É muita gente.

Não quer isto dizer que o Senhor Presidente não tenha sido democraticamene eleito, aliás até com larga vantagem sobre todos os seus adversários. Mas daí a autodenominar-se o "Presidente de todos os Portugueses" vai uma grande distância: exactamente a de sete milhões e quatrocentos e nove mil compatriotas nossos que se recusaram a votar em si.

V.Ex.ª é portanto, e legitimamente, o Presidente da República Portuguesa. Mas está muito longe de ser o "Presidente de todos os Portugueses, sem excepção". É que há mais de sete milhões de excepções. E eu, convictamente, sou uma delas.

É preciso recuar até Américo Tomás para encontrar um Presidente com as características que V.Ex.ª revela e exibe. Depois de Mário Soares, de Jorge Sampaio, e até de Ramalho Eanes, é difícil imaginar que no Palácio de Belém – e por mais cinco anos – se albergue um inquilino tão inculto, tão rancoroso e tão bota de elástico.

Politicamente falando – que questões como as do BPN ou casas de praia não são por ora para aqui chamadas – o primeiro mandato de V.Ex.ª ficou conspurcado pela inapagável maquinação das inventadas "escutas" à Presidência por parte do Governo. Por Vossa iniciativa – ou com a Vossa complacência, o que vai dar no mesmo – V.Ex.ª permitiu que um seu assessor, Fernando Lima, levasse até ao jornal Público essa reles, ignóbil e bombástica inventona, a qual, aliás, foi imediatamente desmentida e desmontada pelo Diário de Notícias com provas documentais incontestáveis.

Quando um Presidente da República se envolve, ou se deixa envolver, numa operação tão suja como a que foi  montada contra o Primeiro Ministro – ainda por cima em período eleitoral – está a cometer o maior crime de lesa lealdade institucional que pode ocorrer entre órgãos de soberania. E está a descer às profundezas mais profundas da ignomínia torpe e da "vil baixeza".

Durante a campanha eleitoral V.Ex.ª foi confrontado – legítima e democraticamente, como acontece em qualquer democracia digna desse nome – com factos e situações da sua vida privada que envolveram negócios, dinheiros, casas de praia, etc. Solicitado a esclarecê-los V.Ex.ª optou pelo silêncio. E, pior ainda, pelo insulto da paranóia política.

É público e notório que, por mais voltas que se dêem a essas trapalhadas, todos os caminhos vão sempre dar ao BPN, aos seus amigos do BPN, aos seus ex-ministros e secretários de Estado do BPN. E o País fica sem saber se, afinal, foi V.Ex.ª quem os chamou, ou se são eles que o perseguem.

Mas, o que é incontestável é que o gangue de malfeitores do BPN que provocou nas finanças portuguesas o maior rombo da sua história (fala-se em 5 mil milhões de euros!), é constituído por pessoas que V.Ex.ª foi buscar aos "bas-fonds" do anonimato para as levar para os seus governos, para o Conselho de Estado e, até, para a Comissão de Honra da sua candidatura. Até hoje, embora já acusados pela Justiça,  V.Ex.ª ainda não teve uma única palavra de condenação desses seus amigos. Porquê? É um mistério que o País gostaria de ver desvendado.

E, já agora, uma última pergunta: se esses seus ex-governantes fizeram o que fizeram no BPN, o que não terão feito em dez anos nos governos de V.Ex.ª?

***

A tudo isto – ao longo de toda a campanha, e até nos seus lamentáveis discursos da noite das eleições – V.Ex.ª tem chamado de "campanhas sujas" e de "vil baixeza".

Uma vez que qualquer resposta minha mereceria sempre a sua suspeição, recorro às palavras do Bispo D. Januário Torgal Ferreira – numa entrevista à TSF, transcrita no Jornal de Notícias de 25 de Janeiro – sobre o comportamento de V.Ex.ª: – "Sejamos limpos. Tenhamos a língua também limpa, não só as mãos, na versão jurídica italiana, tenhamos também a consciência limpa e depois a língua limpa…"    " … Eu, como cidadão, escutei o silêncio."(O Ribatejo)