24 setembro, 2009

O PSD mentiu, tomemos nota do seguinte:

«Foi Laborinho Lúcio, nomeado pelo Presidente da República para o Conselho Superior da Magistratura, que propôs que a avaliação do juiz Rui Teixeira fosse suspensa.

Isto até que exista decisão final do processo que condenou o Estado a pagar uma indemnização a Paulo Pedroso, por prisão ilegal no processo da Casa Pia.A proposta de Laborinho Lúcio, um dos dois vogais do CSM designados pelo Presidente da República, foi apresentada ao Plenário antes das férias judiciais, e foi aprovada com nove votos a favor, dois contra e uma abstenção. Tal como se pode ler na acta dessa reunião, a que o Diário Económico teve acesso, o conselheiro propôs "avocar ao Plenário" o processo de inspecção ordinária do juiz Rui Teixeira e "sobrestar na notação" até decisão final do processo que condenou o Estado a título de responsabilidade civil exracontratual "a pagar uma indemnização a um dos arguidos do processo Casa Pia" (ver caixa).» [Diário Económico]

 

 

Educação

Que memória de elefante que alguns de vocês têm.

Ilha da Madeira é mesmo um Jardim

Que asfixia? Aquela do Deputado que foi proibido de entrar no Parlamento Regional foi uma pequena brincadeira democrática.

23 setembro, 2009

City Bank e os impostos mal parados

Pois, logo me vieram reavivar a memória. E agora?

Manuela Ferreira leite

Abaixo de zero 

[Publicado por Vital Moreira] 

Já depois de ser óbvio que no caso da divulgação do já célebre email do Público não houve nenhuma interferência exterior (como irresponsavelmente tinha sido aventado pro alguns espíritos mais esquentados), a líder do PSD ainda insistia na "violação do sigilo da correspondência", a fim de explorar politicamente o episódio.
Decididamente, Manuela Ferreira Leite não preenche os requisitos mínimos da seriedade e da honestidade política.

 

 

Louçã e as escutas




continuidade de Cavaco em Belém depende de explicação sobre demissão de Fernando Lima. [Publico]

Magalhães


Ministério nega suspensão ou atrasos na distribuição dos portáteis
PSD diz que Governo usa “desculpa de mau pagador” para não distribuir Magalhães

Cabo Verde e Ucrânia

Vocês jornalistas, fazem cada pergunta.

Uma opinião

·         “”fernando conceição

·         É a campanha no seu melhor (pior). Mas porque andou o PSD a alimentar polémicas que agora se viram contra os próprios. O discurso do medo, dos espanhoies, das intimidações nao resultam perante o povo. Não é por acaso que as sondagens estao como estao. Eu sou mais um dos indecisos que face a prosmicuidade que o PSD usou para atacar pessoalmente o PM usando como pontas de lança Pacheco Pereira, Rangel e demais só podia dar no que deu.

·          Aguentem-se à bronca que fabricaram.

·         Continuem a apontar e a fulanizar a campanha.

·         O Socrates agradece porque assim com esta politiquice e preferivel um PM prepotente como dizem a uma padeira de aljubarrota que nao faz sentido nestes tempos.”” [in ionline]

 

 

Fala mas não diz nada

Onde está a Verdade de Manuela Ferreira Leite?
"Ontem, o dia foi revelador.
Começou com Ferreira Leite no Vale do Ave a garantir que podia ficar uma manhã a falar de casos de "asfixia democrática".
Podia, mas não ficou.
Deu três minutos da praxe à imprensa e preferiu falar às pessoas.
Mas ainda disse muito, sem dizer nada: "Há empresários perseguidos porque não vão a determinados eventos", há "apoios a um empresário e não a outro só porque este é contra o governo".
Quem, quais, onde, quando?
Não se sabe, Ferreira Leite não diz.
E, mesmo tentando manter na agenda política um tema que considera preocupante, banaliza-o com acusações sem culpa, fugindo ao essencial. " [Ionline]
A rosa que te dei tem mais significado para mim...

Cavaco Silva

O Rei vai nu

Alfredo Barroso diz:

"Mas tal é suficiente para o cargo estar em risco?

- Não vou tão longe. Mas nos Estados Unidos levaria à renúncia do Presidente. O mandato estaria em risco. Mas em Portugal, os grandes escândalos políticos esvaziam-se muito depressa. Bem, neste caso não creio que aconteça. A demissão acaba por contrariar a expectativa de que qualquer coisa de grave se passava. "

Pacheco Pereira no seu melhor

Que lindo poema

Pacheco Pereira, enquanto o seu partido arde, aí está a deitar gasolina na fogueira


“O Presidente da República tem certamente coisas graves para dizer ao país e entendeu que se as dissesse interferia no acto eleitoral. Muito bem, compreende-se que o faça, embora também se interfira na campanha por omissão. Mas o Presidente rompeu o seu próprio silêncio e "falou" através da demissão do seu assessor de imprensa e, sendo assim, interferiu de facto na campanha eleitoral.” [ O Publico]

Cavaco Silva

Cavaco Silva - sem alternativa

Cavaco Silva
Será esta a única saída ? - resigna a Presidência (por indecência e má figura)

""Lima só "planta" por encomenda
Na SIC-NOTICIAS decorre um debate, moderado por Ana Lourenço, onde, a pretexto da demissão do Lima pelo PR, se deriva em todas as direcções.
Patética a nervoseira de Nuno Rogeiro a tentar salvar a honra do PR Cavaco e do PSD!
De reter apenas o que afirmou Francisco Sarsfield Cabral, sublinhando que trabalhara com Cavaco e Lima e, portanto, conhecia bem ambos: jamais Lima teria plantado a noticia das escutas no PÚBLICO sem instruções de Cavaco."" [In Causa Nossa]

Cavco Silva

Mário Crespo, escreveu assim:
«Portanto, o Governo está a espiar a Presidência da República!
Gravíssimo!
Que fazer?
Há várias alternativas para um presidente espiado. Denunciar o Governo espião e dar-lhe um ralhete exemplar em público (nunca no "Público") utilizando uma comunicação nacional na TV como o fez com irrepreensível dramatismo e inigualável teatralidade com o estatuto dos Açores. Desta vez, teria de incluir a demissão do Parlamento e a convocação de novas eleições.
O caso não seria para menos.
Um governo a usar serviços secretos do Estado para espiar outro órgão de soberania exige demissões e eleições. Mas não. O presidente da República, o mais alto magistrado da nação, o comandante em Chefe das Forças Armadas, sabe que está a ser espiado. Tem a certeza disso porque, da sua doutrina passada ficou o axioma de que "raramente se engana e nunca tem dúvidas". Estando a ser espiado qual é a actuação realmente presidencial para este caso? Exigir do procurador-geral da República uma investigação imediata? Convocar o Conselho de Estado (já com a respeitabilidade recuperada desde a saída de Dias Loureiro)? Fazer uma comunicação ao Parlamento como é seu privilégio e, neste caso, obrigação? Nada disso! A Presidência de Cavaco Silva, através da sua Casa Civil, decide encomendar (mandar fazer in: Dicionário Porto Editora) uma reportagem a um jornal de um amigo.
Como os jornalistas são por vezes um bocado vagos e de compreensão lenta, a Casa Civil da Presidência da República achou por bem ser específica na encomenda dando um briefing claro a pessoa de confiança no jornal. "Vais falar com fulano e pergunta-lhe por sicrano, vais aqui, vais ali, fazes isto e aquilo e trazes a demasia de volta". O homem ainda tentou cumprir com a incumbência, mas a coisa não tinha pés nem cabeça e parece que lhe disseram isso repetidamente.
Por isso, logo, por causa disso, houve mais um ano e meio de fartar espionagem enquanto no Pátio dos Bichos continuavam todos a ouvir vozes
Cavaco Silva deve ter tido uma birra monumental com a sua Casa Civil e mandou perguntar ao amigo do jornal: "Sócrates está quase a ser reeleito e essa notícia não sai"? Como o que tem de ser tem muita força, a história lá saiu. Mal-amanhada, mas era o que se podia arranjar. Lá se meteu a Madeira no meio porque, como ninguém gosta do Jardim, gera-se logo um capital de boa vontade. Depois, como tinha pouca substância, puseram na mesma página duas colunas ao lado a dizer que, há uns anos, o procurador-geral da República tinha dito que também estava a ser escutado, e a encomenda ficou mais composta. Que interessa que tudo isto seja bizarramente inverosímil? Nos média, o que parece, é. Cavaco Silva julga que está a ser escutado, portanto, está a ser escutado, tanto mais que o seu recente depoimento presidencial é que "não é ingénuo". Com tudo isto, fica-me uma certeza. O trabalho de reportagem do "Diário de Notícias" é das mais notáveis e consequentes peças jornalísticas na história da Imprensa em Portugal. O e-mail com registos claros da encomenda feita por Fernando Lima não é "correspondência privada" que se deixe passar pudicamente ao lado. É uma infâmia pública de gravidade nacional que exige denúncia.
Invocar aqui delações, divulgação de fontes ou violação de correspondência é desonesto. Ao ver o presidente e a Casa Civil metidos nisto fica-me também uma inquietante dúvida. Aníbal Cavaco Silva, referência do PSD, ainda tem condições para continuar a ser o presidente de Portugal depois de causar uma trapalhada desta magnitude a dias das eleições?» [
Jornal de Notícias]

Paço de Arcos


No Inverno, como ficará este molhe, se no Verão está assim! ! !

Manuela Ferreira Leite

Sorriso entre Mona Lisa e Maquiavel.
Adivinha-se o que está por trás?

Manuela Ferreira Leite

Com tantas sugestões para o Progarma de Governo, nem sei por onde começar.

22 setembro, 2009

Restaurante Parreirinha - Vila Fria

Cavaco Silva - Pilatos

ESCUTAS ? Ajudar o PSD ?
Daí lavo as minhas mãos !!!

Anda por aí muita gente na politica sem escrupulos, mas este cavalheiro, continua a abusar.

Desde que começou a voar para o Parlamento Europeu, passou a andar nas nuvens

Qando os assuntos da PR começaram a queimar como brasas, fogem do tema como o diabo da cruz

 

“Rangel aponta «condicionamento de liberdade de expressão»

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel escusou-se hoje a comentar o afastamento do assessor do Presidente da República Fernando Lima, mas considerou que "o clima de condicionamento da liberdade de expressão continua".

"Não tenho nenhum comentário a fazer sobre isso. É uma questão interna, exclusiva da Presidência da República", referiu Paulo Rangel, ao ser questionado pelos jornalistas sobre o afastamento de Fernando Lima, no início de mais uma edição do Clube dos Pensadores, em Gaia.

O eurodeputado acrescentou nunca ter comentado questões internas da Presidência.

"E, mesmo algumas externas, tive o cuidado em não comentar" porque "faz parte das boas práticas políticas", salientou.

Paulo Rangel sublinhou ainda que "o clima de condicionamento continua" e que "é preciso no dia 27 de Setembro votar para retirar do Poder os que estão a condicionar a liberdade de expressão".

"Isto [o afastamento de Fernando Lima] é uma questão interna" da Presidência da República "e não vei ter consequências" para o PSD, rematou. “ [Diário Didital]

 

 


Cavaco Silva

Cavaco Silva

Tambem vimos o dito jornal e achamos estranho o que se passou. Desde há muito que Maria João Avilez não aparecia na SIC. Referiu tão categóricamente o que se transcreve a seguir que demonstra que está bem dentro do assunto.

Pelos vistos, não há só “submarinos” no Público, tambem os há na Presidencia da Republica.

“No Jornal da Meia Noite da SIC-Notícias, o único que vi, passam imagens de uma conversa de Maria João Avillez com Mário Crespo, repescada do Jornal das Nove. Maria João Avillez é peremptória: no alegado caso das escutas, Fernando Lima não foi a única fonte do Público. Outro membro da Casa Civil do Presidente da República teria feito a sua parte. Crespo pergunta: «Tem a certeza?» A biógrafa de Cavaco Silva faz voto de confiança nas suas próprias fontes.

Isto serviu para quê? Para tentar ilibar Cavaco? Ou para dar da Casa Civil do PR a imagem de uma caterva de alcoviteiros?” [ in Simplex]

MAGALHÃES na Venezuela

 

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançou esta segunda-feira oficialmente os portáteis portugueses «Magalhães», nas escolas venezuelanas, pedindo um aplauso para Portugal e enviando uma saudação especial ao primeiro-ministro, José Sócrates, informa a Lusa.

«Estamos a inaugurar um novo projecto, que tínhamos anunciado antes, que explicámos. É o Projecto Canaima - são computadores especiais para crianças. Vejam o tamanho do computador... A configuração é muito compacta, pensada especialmente para crianças», disse.

Na Venezuela, os computadores portugueses «Magalhães» assumiram a designação «Canaima», evocando o parque nacional com o mesmo nome, situado no Estado Bolívar (a Sudeste de Caracas) e que, em 1994, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO.

«Isto faz parte e é consequência dos acordos internacionais que a Venezuela continua a fazer, neste caso, com a República irmã de Portugal. Eu quero saudar, daqui, o primeiro-ministro Sócrates. Graças a ele, temos aqui estes computadores», disse Hugo Chávez.

«Vamos dar um aplauso a Portugal, ao governo de Portugal, um governo amigo», exortou.

Explicou que o seu primeiro contacto com aqueles computadores aconteceu numa exposição, quando de uma visita a Portugal, e que, querendo saber mais, pediu informações a José Sócrates, que o pôs em contacto com os técnicos e com a empresa que os produz.

«Fizemos um acordo e trouxemos já 50 mil computadores montados e vão vir mais 300 mil», explicou. «Agora estamos incorporar-lhes o software que se elaborou aqui - não veio com o software internacional! Não, não!» - adiantou.  [TVI24iol]

 

A mentira



Não consigo deixar de imaginar se tudo isto fosse ao contrário: se tivesse sido um assessor de José Sócrates a encomendar uma notícia de que havia suspeitas de escutas em São Bento - sem que tivesse sido feita alguma queixa ou contacto institucional para se certificar se a suspeita se confirma.

Estaríamos hoje a discutir se o assessor que encomendou a notícia era de máxima ou mediana confiança do Primeiro-Ministro? Não estaria o país em uníssono exigir a José Sócrates que se demitisse por ter participado, por acção ou inacção, numa espécie de trapalhão esquema conspirativo contra o Presidente da República?

Entretanto, a resposta de Manuela Ferreira Leite à pergunta (umas das 50 a que ela e José Sócrates responderam na revista "Visão" desta semana) "Em política, omitir e mentir é a mesma coisa? R: Se for para enganar as pessoas é igualmente inaceitável" ganha uma dimensão interessante à luz do que se passou hoje, e sobretudo do que Cavaco Silva vier a dizer ao país.

Pedro Passos Coelho - Voltou



Pedro Passos Coelho


Bragança começou o seu contra ataque a Manuela Ferreira Leite



Testou o calor com que foi recebido pela plateia que aguardava o comício com MFL.


Ela surgiu a dar o “beijinho de Judas” a Pedro Passos Coelho, mas a distância entre o dois foi notória.


Pedro Passos Coelho, iniciou ontem a campanha para a Presidência do PSD. Manuela Ferreira Leite que se cuide, o seu destino ficou ontem traçado. Nem Marcelo Rebelo de Sousa ou Pacheco Pereira lhe vão acertar a bússola – tem o destino traçado.


Ele mostrou-se e ela sentiu o apoio que ele mantem no Partido.



“Pedro Passos Coelho marca presença na comitiva do PSD, em Vila Real, e assiste na plateia ao discurso de Manuela Ferreira Leite.


Passos Coelho foi cumprimentado com sorrisos e beijinhos por Manuela Ferreira Leite.” (ionline]

Cavaco Silva

Cavaco Silva

Limpar as mãos à parede não resolve

“Cavaco conhecia Fernando Lima desde 1985. A demissão do seu assessor não o iliba. O Presidente está obrigado a justificar-se ao país

A cabeça de Fernando Lima, o histórico assessor do Presidente da República, rolou ontem com estrondo. Na véspera, Marcelo Rebelo de Sousa já antecipara o desfecho: Lima iria receber um puxão de orelhas por ter sido a fonte anónima que lançara o rumor de que Cavaco Silva se achava espiado por Sócrates. Até prova em contrário, é mesmo um rumor - um rumor tão grave que exigiu mais do que o infantil puxão de orelhas. O despedimento do frágil Fernando Lima era mesmo a única saída possível.

Mas a saída encontrada tardiamente por Cavaco para limpar as mãos não é ainda uma solução definitiva. Nem definitiva, nem politicamente aceitável. Para já, Cavaco só limpou as mãos à parede. A cinco dias das eleições, o país atravessa uma grave crise institucional. O despedimento do assessor - uma figura que ainda pode revelar-se menor neste golpe palaciano - trava a hemorragia. Mas a ferida entre o Presidente e o primeiro-ministro exige mais explicações.

É verdade, Cavaco Silva distanciou-se do assessor, cortou finalmente a ligação à notícia publicada em 18 de Agosto pelo "Público". No entanto, os 35 dias - trinta e cinco! - em que, aparentemente, esteve de braços cruzados regou de pólvora o país e serviu de amparo a todas as especulações, inseguranças e medos. Todos os partidos beneficiaram desta armadilha em plena campanha eleitoral. O ar ficou ainda mais irrespirável.

O silêncio em política equivale a confirmação. Foi isso que Cavaco fez nestes inacreditáveis 35 dias: confirmou todas as dúvidas. Ao agir assim, não foi Presidente, foi cúmplice. Ao optar por usar meias palavras - legitimando a tese das escutas -, o Presidente afectou o seu papel de árbitro. Desprezou o mandato que lhe foi atribuído pelos portugueses. Menosprezou a justiça. E, finalmente, deliberadamente ou não, desferiu mais um golpe na seriedade do primeiro-ministro. As nódoas não sairão tão depressa. Nem a que tinge a reputação de Sócrates, agora no papel de vítima, nem a que agora esburaca a credibilidade de Cavaco Silva.

Restam duas alternativas para que o Presidente ainda consiga sair do pântano. E ainda pode sair. Ou prova que houve, de facto, escutas - neste caso, a demissão do assessor é apenas um sinal de censura quanto ao método usado por Fernando Lima para filtrar a notícia - ou então demonstra que, no instante em que o rumor saiu nas páginas do "Público", abriu um inquérito interno para descobrir quem tinha sido a toupeira desmiolada a lançar suspeitas infundas na praça pública sem autorização e sem factos que a sustentassem.

Não basta a Cavaco dizer que abriu um inquérito interno para apanhar a fonte anónima. Será preciso mais. Um caso desta dimensão exige provas documentais, registos internos do que se fez e deixou de se fazer no Palácio de Belém. Chegado aqui, o presidente não pode assobiar para o lado. O país quer escutá-lo e tem a justa esperança de que afinal ele seja tão sério e sólido como o país precisa que ele seja. “
[ionline]

Manuela Ferreira leite ainda tem medo dos alunos

 

“Acompanhada pelo cabeça-de-lista por Bragança, José Ferreira Gomes, professor catedrático de Química da Universidade do Porto, Ferreira Leite atravessou vários corredores do instituto sem nunca cumprimentar os alunos com que se cruzava. “

 

Obviamente demita-se

Cavaco Silva

“A demissão do seu assessore de confiança de Fernando Lima não só não iliba Cavaco Silva de todo o vergonhoso processo das falas vigilâncias de Belém, como revela algum cinismo pois tenta livrar-se do prejuízo à custa do assessor para a comunicação social.

A acreditar na informação do Diário de Notícias a ideia de lançar a suspeita sobre José Sócrates partiu de Cavaco Silva e esta demissão por si só não desmente esse facto. A verdade é que durante mais de um mês o ainda Presidente da República manteve a suspeição sobre o primeiro-ministro, alimentando a estratégia política de Manuela Ferreira Leite. Ainda há poucos dias alguém soprou para a comunicação social que Cavaco Silva teria ordenado uma investigação no Palácio e a verdade é que ninguém desmentiu.

Quando em Agosto foi questionado sobre esta questão em vez de a desmentir Cavaco optou por insinuar que alguém estava interessado em desviar a atenção do desemprego e dos problemas do país que ele disse conhecer bem. Quem poderia estar interessado em desviar a atenção a não ser José Sócrates? Isto é, não só manteve a suspeita como aproveitou para fazer um insinuação, método menos limpo de comportamento institucional a que Cavaco nos hbituou.

Quando saiu a notícia no Diário de Notícias voltou a não desmentir, optou por adensar a suspeita sobre Sócrates dizendo que as questões da segurança eram importantes e faria perguntas seguir às eleições. Isto é, não só não desmentiu como alinhou com os disparates de José Manuel Fernandes e adensou a suspeita de que o governo encomendou um "serviço" aos serviços de segurança.

Para influenciar os eleitores e tentar substituir Ferreira Leite por José Sócrates o ainda Presidente da República não hesitou pôr em causa instituições da República, alimentar o boato em torno de Sócrates, alimentar uma mentir que servisse de discurso ao PSD e, no fim de tudo, isto, acha que se escapa demitindo uma figura secundária que mais não fez do que um serviço sujo quel alguém encomendou e/ou agradeceu.

O que sucedeu ou estava para suceder nestes três ou quatro dias para que Cavaco tente abafar o assunto à custa do seu velho amigo? Provavelmente nada, provavelmente Cavaco já não acredita numa vitória de Manuela Ferreira Leite e sabendo que com Sócrates já não poderia recuar neste dossier podendo vir a ser obrigado a renunciar optou por tentar encerrar o assunto. Este gesto de Cavaco, equivale ao de um treinador de boxe que atira a toalha para o tapete, Cavaco admitiu a derrota da sua candidata pessoal a primeira-ministra.

Cavaco está agora sob a suspeita grave de ter montado uma conspiração contra um primeiro-ministro para transformar as eleições democráticas numa farsa terceiro-mundista. Agora só tem duas saídas: ou prova a sua inocência ou renuncia ao mandato no dia a seguir às eleições, o tal dia em que supostamente ia fazer perguntas” .[in O Jumento]

 

 

21 setembro, 2009

Que moral

Pinto Balsemão

 

Contra o Estado nas palavras, de mão estendida nos actos

 

Não é comum um jornal abrir as suas páginas ao patrão de um grupo de comunicação social concorrente. Mas só os mais distraídos podem estranhar que o Público faça hoje uma entrevista de três páginas, com chamada na capa, a Balsemão, na qual o “militante n.º 1” do PSD se atira com unhas e dentes ao Governo, em especial a Santos Silva.

 

Está subjacente a toda a entrevista que Balsemão queria mais apoios do Estado à comunicação social, em especial às televisões privadas: “ao ter publicidade, [a RTP] está a ficar com uma fatia de um bolo que já é pequeno”. É por o Governo não querer que os contribuintes sustentem a SIC e a TVI que Balsemão o acusa de querer acabar com a comunicação social privada.

 

Recorde-se como decorreu esta legislatura:

• Foi a primeira vez na história da democracia em que uma mudança política não implicou uma mudança na administração da RTP;

• Foi criada por maioria qualificada a ERC, dando cumprimento à revisão constitucional aprovada com os votos do PSD, CDS e PS em 2004;

• Foi publicada a lei da reestruturação da RTP, que consagra a total independência da direcção de informação ao nível da responsabilidade editorial;

• Foi publicada a Lei da Televisão, privilegiando os direitos dos telespectadores, por exemplo, quanto às práticas de contraprogramação;

• Foi alterado o Estatuto do Jornalista, no sentido de reforçar os direitos dos jornalistas quanto ao sigilo profissional e aos direitos de autor;

• Foi proposta a lei do pluralismo e da não-concentração dos media, que continha justamente uma norma que garantia, de forma inequívoca, a independência editorial das direcções de todos os órgãos de comunicação social face às respectivas administrações (que contou com os votos contra de todos os partidos da oposição e foi vetada pelo Presidente da República).

Percebe-se que Balsemão esteja desiludido: o governo não apenas não permitiu o abocanhar desregulado do bolo da publicidade, como ainda impôs regras apertadas em defesa dos direitos dos telespectadores (limitando a contraprogramação) e dos jornalistas (restringindo o uso discricionário dos seus trabalhos pelos patrões dos media), medidas que não deixam de ter impacto financeiro.

[in Simplex]

O Presidente da República esCAVACA-se todo

 

“Se um bode expiatório parece resultar no caso BPN porque é que não haveria de resultar também no caso das falsas escutas, Cavaco Gate?!

Tentar não custa, não é Sr. Presidente?

Só que tantas vezes o cântaro vai à fonte.....que um dia destes esCavaca-se todo! [Simplex]

 

 

Cavaco Silva


Eles são todos iguais? Os políticos.  Não, há mesmo por aí quem seja diferente

Está tudo nas mãos de Cavaco

 

por Sílvia De Oliveira, Publicado em 21 de Setembro de 2009

Não sendo um intocável, nem um justiceiro, o Presidente é o último grande reduto de credibilidade. Agora, Cavaco comprometeu a sua Presidência

Opções

a-/a

Cavaco Silva é o Presidente de todos os portugueses, ou pelo menos assim deveria ser. E como qualquer presidente, quando fala, Cavaco deveria contribuir para aumentar o esclarecimento dos eleitores, e não alimentar dúvidas e suspeições. Mas na sua habitual e autoproclamada discrição e apertado sentido de Estado, o que o Presidente da República fez há dias foi precisamente o contrário, foi contribuir mais ainda para a confusão geral. A propósito das últimas notícias, que apontam o assessor presidencial, Fernando Lima, como a fonte das notícias de que a Presidência da República estaria a ser alvo de vigilância e de escutas por parte do Governo ou do PS, Cavaco Silva não confirmou nem desmentiu e preferiu fugir às perguntas importantes com más respostas. E disse: "Depois das eleições não deixarei de tentar obter mais informações sobre questões de segurança. O Presidente da República deve preocupar-se com questões de segurança." Acrescentou também que não é ingénuo e que nunca o veremos metido no meio de questões partidárias.

Assim, Cavaco só atirou mais poeira para os olhos dos muitos que, num exercício de cidadania, se preparam para ir votar nas eleições legislativas do próximo dia 27. Pensará o Presidente que ficarão imunes ao caso das alegadas escutas ao Presidente todos os que apontavam o seu voto para o PS ou para o PSD? Pensará o Presidente que as suas palavras não terão provocado mais indecisão e não poderão ter afastado ainda mais as pessoas dos partidos da governação, dos políticos, ou seja, das eleições?

É verdade que a desilusão dos portugueses face à política e aos políticos já não é notícia e que, como muitos dirão, já não há muita coisa capaz de destruir algo que quase não existe. Sim, de facto, uma parte significativa do eleitorado já estará tão cansada de ouvir falar de Freeport, do fim do Jornal da Manuela Moura Guedes, da compra de votos no PSD, das pressões ou da asfixia, democrática ou social. Sim, é verdade, que já tanto se disse e desdisse nesta campanha, que muitos passaram a assumir, há muito tempo, que o problema é transversal a todos os partidos. Um pensamento ao estilo do "eles são todos iguais...". E como tudo se arrasta em longas investigações sem um fim, sem inocentes ou culpados, o clima de suspeição passou a ser a normalidade. Mas esse não deve, nem pode ser o mundo de Cavaco Silva. O cargo de Presidente da República mantém-se como o último grande reduto de credibilidade política em Portugal. Não sendo um intocável, nem um justiceiro, o Presidente é o fiel da balança, o garante da verdade. Agora, Cavaco Silva comprometeu a sua Presidência. Deixou os portugueses, a uma semana das legislativas, sem qualquer resposta para um grave conflito entre o Presidente e um forte candidato a primeiro-ministro. Cavaco Silva não será o único com responsabilidades no esclarecimento deste caso das alegadas escutas em Belém, mas deveria ser o primeiro a tornar tudo claro. Não foi. Agora, está tudo, mesmo tudo nas suas mãos.

 

 

EDUCAÇÃO

 

Será que eles apenas querem que a Confap seja mais uma correia de transmissão do PCP?

 

“Cinco dirigentes da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) pediram a demissão devido a “discordâncias internas sobre políticas de educação nacional”, anunciou o vice-presidente demissionário da estrutura António Amaral.”


“A demissão dos dirigentes prende-se também com “sérias preocupações de que a Confap não vai por um caminho de independência” em relação ao poder político e ao actual governo, explicou ainda o dirigente associativo”

«Portugal sai enfraquecido se não construir uma linha-férrea para o comboio de alta velocidade», disse esta segunda-feira o presidente do Conselho Regional das Câmaras de Comércio e Indústria de Castilha e Leão, Manuel Vidal Alvarez.

 

Manuela Ferreira Leite

Soares disse:

... sublinhando que a crise que se vive é mundial. Depois atirou: «Quando uma economista confunde a crise de 2003, com uma crise mundial, ou é fanática ou é irresponsável».

Cavaco Silva

Presidência da República
Um - a vergonha já não passa por Belem.
A "bomba" era para rebentar de maneira diferente. Mas acontece que, um submarino do Publico colocou cá fora o email, pai de mais uma conspiração orquestrada contra Sócrates e o Governo PS e lá se transformou a Bomba Atómica numa bomba de Carnaval.
O "submarino", conhecedor do "meio", com receio de que o Email não fosse publicado se fosse só enviado para um jornal, mandou para vários. Assim, ficou a saber-se bem o que de muita lama anda por esses meios de comunicação - jornais e TV.
Cavaco Silva não terá nada a ver com a dita "asfixia"?
Agora, veio tarde. Nós já não precisamos das suas explicações depois da eleições. Hoje, tentou colocar o mata borrão sobre a borrada que tem vindo a fazer, mas já não irá conseguir limpar-se desta trama porca e inunda que fomentou e ajudou a manter em lume brando durante tanto tempo.

"Cavaco Silva afasta Fernando Lima do cargo
O Presidente da República afastou Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social, que passará a ser desempenhado por José Carlos Vieira.Segundo disse à Lusa uma fonte oficial da Presidência da República, trata-se de uma "decisão do Presidente da República". No site da Presidência da República o nome de José Carlos Vieira já se encontra como o assessor para a Comunicação Social.Fernando Lima, de 59 anos, foi assessor do Presidente da República nos X, XI e XII governos constitucionais, entre 1985 e 1995. Também foi assessor de Martins da Cruz (MNE) no Governo de Durão Barroso.Iniciou-se no jornalismo no Comércio do Porto e foi director do Diário de Notícias (2003-2004).Na passada sexta-feira o “Diário de Notícias” escreveu que o assessor do Presidente da República Fernando Lima teria sido a fonte do PÚBLICO nas notícias de 18 de Agosto em que se afirmava que Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado pelo Governo de José Sócrates. O jornal publicava, ainda, um alegado email trocado entre dois jornalistas do PÚBLICO.Essa suspeita foi formulada a propósito de críticas do PS quanto à alegada participação de assessores de Cavaco Silva na elaboração do programa eleitoral do PSD. Na notícia do PÚBLICO, uma fonte de Belém questionava a forma como os socialistas poderiam saber dessa participação: "Como é que os dirigentes do PS sabem o que fazem, ou não fazem, os assessores do Presidente? Será que estão a ser observados, vigiados? Estamos sob escuta, ou há alguém na Presidência a passar informações? Será que Belém está sob vigilância?" Depois da notícia do PÚBLICO, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, adiantou o nome de Fernando Lima como a fonte da notícia do diário em entrevista à SIC. Foi na sequência desta manchete que o PÚBLICO noticiou que as alegadas suspeitas de Cavaco Silva quanto a uma vigilância do Governo remontavam à visita do Presidente à Madeira em 2008, na qual teria sido observado um comportamento alegadamente suspeito por parte de um assessor governamental, Rui Paulo Figueiredo."

O Publico

Promiscuidade
O país já não estranha nada, ninguém questiona a ida de José Manuela Fernandes para o gabinete de Durão Barroso onde será muito bem remunerado pelos impostos dos europeus, como compensação pelos serviços prestados ao PSD enquanto director do jornal Público.
Curiosamente, na semana passada Belmiro de Azevedo, o dono da SONAE, disse dois disparates que mal foram ouvidos, que quem quisesse usar o Público que metesse o dinheiro e incentivou os seus jornalistas a não recearem governantes.
Pois, mas é o orçamento europeu e não a SONAE que vai pagar a reforma a José Manuel Fernandes pelos apoio dado ao PSD, certamente a mando de quem lá meteu o dinheiro. E, pelo que se vê, José Manuel Fernandes não receia os governantes, ataca os de cá e refugia-se junto do outro que está lá fora.
E ninguém critica a promiscuidade entre jornalismo e o poder, ninguém estranha encontros às escondidas com conspiradores de Belém, dezenas de editoriais com o único objectivo de derrubar o governo só porque Sócrates não mandou construir o aeroporto onde poderia servir o investimento da SONAE em Tróia ou porque não ajudou Belmiro de Azevedo a comprar a PT ao preço da uva mijona.
O raciocínio de Belmiro de Azevedo diz tudo sobre o papel do Público em todas as campanhas negras a que assistimos nos últimos três anos, campanhas em que o Público teve um papel activo, chegando mesmo a promover algumas. É para isso que ele meteu o dinheiro no jornal, para que este faça o que o dono manda e quem melhor do que um director para interpretar a voz do dono?
Não admira que o jornal Público se tenha envolvido com assessores de Belém na montagem de uma conspiração contra o primeiro-ministro dando notícias falsas sobre eventuais escutas na Presidência da República ou sobre o envolvimento dos serviços de informações em toda esta aldrabice. O objectivo de derrubar Sócrates a qualquer custo foi evidente, como se tornou evidente que quando Belmiro mete dinheiro no jornal é para que este faça o que ele manda.
Compreende-se que José Manuel Fernandes vá trabalhar com Durão Barroso, isso corresponde a uma partilha da despesa entre o PSD e Belmiro de Azevedo, ambos têm uma dívida em relação ao director do Público. Belmiro paga-lhe a indemnização choruda e o PSD garante-lhe uma reforma dourada à custa do dinheiro dos contribuintes, enfim, cada um usa o dinheiro que tem. O primeiro paga com os lucros que obteve com o investimento na manipulação jornalística, o PSD, como é costume, paga os favores com o dinheiro dos contribuintes. [ O Jumento]

Tita Nic - Paço de Arcos

Praia de Paço de Arcos - Varadouro

PSD - Autarquicas em Oeiras

Foi assim que o "PSD" passou pela marginal sem carros

Paço de Arcos - PS nas autarquias


O concorrente do PS à Freguesia de Paço de Arcos prepara-se para uma acção de mobilização.
(Marginal sem carros - 20 de Setembro de 2009)

20 setembro, 2009

TGV - Ave - Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite, como é vista em Espanha
"Su discurso contundente, adornado a menudo con declaraciones controvertidas, podría jugar una baza a su favor. El pasado sábado, por ejemplo, durante un importante debate televisivo con Socrates, soltó la perla que ha activado las alertas en España: en caso de ganar las elecciones legislativas del 27 de septiembre suspenderá la construcción del AVE ibérico por el “endeudamiento insoportable de su país” y porque “Portugal no es una provincia española”. “El motivo por el cual España tiene tanto interés en esta línea con Portugal tiene que ver con el hecho de necesitar que el tren pase la frontera para tener la categoría de transporte transfronterizo (y obtener) más fondos comunitarios”, afirmó.
Sus declaraciones no son una sorpresa. La candidata conservadora lleva tiempo divulgando su ideario de contención de gasto, contrario a las inversiones que “no tengan que ver directamente con la producción nacional”. Asimismo, las apelaciones al viejo y demagógico antiespañolismo podrían resultar rentables a ojos de una parte de su electorado. Sin embargo, también están siendo aprovechadas por Socrates, que pretende revalidar la mayoría absoluta que conquistó en 2005. Ayer, durante un mitin en Beja, el primer ministro tachó de “retrógrada” y “aislacionista” a su rival conservadora. “La independencia económica (de la que habla Ferreira) sólo significa aislamiento económico”, afirmó.
" [El confidential)

Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva e Cª Ilimitada

PS - Coimbra uma lição

""Coimbra deu ontem ao PS o maior comício da campanha. Alegre disse que uma vitória do PSD implicará "asfixia social". Sócrates, antes, na Figueira da Foz, tinha ligado o PSD à extrema-direita. E lembrou que no PS conta com todos."" [DN ]

Professores

É tempo de ensinar.
Para isso os contribuintes lhes pagam. E bem
Há palhaçadas que, para além de o serem, são ridículas.
Trabalhai, ensinai. As férias do Natal estão aí, não vai tardar muito.

""«Cerca de um milhar de professores manifestaram-se ontem em três locais da cidade de Lisboa contra a política educativa do Governo e prometeram penalizar o PS nas eleições legislativas do próximo domingo.
Num protesto convocado por movimentos independentes, os docentes concentraram-se a partir das 15 horas junto ao Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro), Assembleia da República e Palácio de Belém. »
[Correio da Manhã]""

Junta de Freguesia de Porto Salvo - Eleições


Salvador Martins parou... no tempo e no espaço.

19 setembro, 2009

Jose Niza - Manuela Moura Guedes


Aqui o vemos no almoço do ano passado

José Niza, foi companheiro de guerra do editor deste blog, durante 2 anos, entre 1969 e 1971 no norte de Angola


Com a devida vénia e com um grande abraço, pois a 04 de Outubro lá nos encontraremos, como habitualmente em mais uma almoços convívio da "rapaziada" do BCAC2977





TVI - A Minha Leitura (José Niza)
Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.
Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes.

E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.

Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.
É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).
MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!

Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?

Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.

Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS.
Sei do que falo.
MMG foi deputada do CDS na AR. Até aqui, nada de especialmente especial. O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições. Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI.

Eles sabem isto.
Mas Salazar dizia: "O que parece, é"!
E eles aprenderam.

- 1984. Eu era, então, administrador da RTP.

Um dia a minha secretária disse-me que uma das apresentadoras tinha urgência em falar comigo: - "Venho pedir-lhe se me deixa ir para a informação, quero ser jornalista"! Perguntei-lhe se tinha algum curso de jornalismo. Não tinha. Perguntei-lhe se, ao menos, tinha alguma experiência jornalística, num jornal, numa rádio... Não tinha. "O que eu quero é ser jornalista"! Percebi que estava perante uma pessoa tão determinada quanto ignorante. E disse-lhe: "Vá falar com o director de informação; se ele a aceitar, eu passo-lhe a guia de marcha e deixo-a ir".
A magricelas conseguiu.

Dias depois, na primeira entrevista que fez - no caso, ao presidente do Sporting, João Rocha - a peixeirada foi tão grande que ficou de castigo e sem microfone uma data de tempo.
P.S. A jovem apresentadora chamava-se Manuela Moura Guedes. E se eu soubesse o que sei hoje...

Mnauela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite está a passar para além dos limites menores da decência.
Como é possível que alguêm que augura ser Primeiro Ministro pensa e diz semelhantes barbaridades.

A presidente do PSD considera as alegadas escutas como um entre vários casos, que surgem em período eleitoral e "vindos sempre do mesmo lado", e diz temer represálias sobre a sua equipa se o PS ganhar as eleições.
Casos como os das alegadas escutas visando a Presidência da República "já existiam há muito tempo", sustentou, criticando o facto de "surgirem no momento em que estão a surgir e de virem sempre todos do mesmo lado".
As declarações de Manuela Ferreira Leite foram proferidas ao Correio da Manhã e ao Rádio Clube Português, numa entrevista que será publicada e emitida na íntegra na segunda-feira.
"Existem muitos outros casos de natureza política gravíssimos na sociedade portuguesa que não estamos a discutir no momento em que estamos a tomar uma decisão muito importante", advogou, ressalvando ter "todo o gosto em discutir esses assuntos no momento próprio".
"Mas, neste momento, tenho oito dias para que se discuta aquilo que está em causa. E o que está em causa é demasiado sério para entender que haja desvios da atenção das pessoas, desvios intencionais, vindos sempre do mesmo lado, sobre assuntos que não surgiram hoje", defendeu.
"Não são nenhuma novidade", insistiu, sugerindo a discussão do assunto "para daqui a 15 dias", depois das legislativas.
O Diário de Notícias (DN) avançou hoje que o assessor do Presidente da República Fernando Lima foi a fonte do diário Público na sua manchete de 18 de Agosto, já em pré-campanha eleitoral, segundo a qual Cavaco Silva suspeitava estar a ser espiado pelo Governo liderado por José Sócrates.
Na mesma entrevista, Manuela Ferreira Leite manifesta receio de retaliações sobre a sua equipa se o PS ganhar as eleições de 27 de Setembro, declarando que sente esse "sério receio" pela "primeira vez".
"Tenho sério receio do que vai acontecer ou do que é que aconteceria a partir do dia 27 de Setembro se o Partido Socialista ganhasse as eleições. Do que é que aconteceria a todas as pessoas que, neste momento, formam equipa comigo. Sinto sério receio disso. Não é possível em democracia sentirmos receio disso, é a primeira vez que tal sucede", expressou.
Questionada sobre o que fazer para evitar essa situação, a líder social-democrata respondeu: "Votando contra o Partido Socialista".
"É só mudar o engenheiro Sócrates", acrescentou.

ENC: Anedota do Dia

Anedota

Um homem passa pela porta do plenário da Assembleia da República e
ouve uma gritaria que saía de dentro

"Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Assassino, Traficante, Mentiroso,
Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Trafulha, Preguiçoso de Merda,
Vendido, Usurário, Foragido à Justiça,  Oportunista, Engana Incautos,
Assaltante do Povo...


Assustado, o homem pergunta ao segurança parado na porta:

"O que esta acontecendo ai dentro? Estão brigando?!

"Não", responde o segurança. "Para mim estão fazendo a chamada para
saber se falta alguém".