06 outubro, 2009
Cavaco Silva
Não consegue acertar uma.
Hoje se sabe que CS não é isento e para camuflar essa isenção inventa uns argumentos que já não colhem aceitação em nenhum lado.
Não compareceu na tradicional cerimónia da Praça do Município e inventou uma descupa esfarrapada para o fazer. Não seria por isso que António Costa seria favorecida na votação para as eleições autárquicas. Mas lá inventou mais um dos seus tabus.
O seu discurso, para alem de acentuar o seu habitual fundo paternalista, mais não foi de que um pequeno aperitivo para a promoção da sua recanditatura a Belém.
A lamechisse das palavras que proferiu não tiveram sequer mais reflexo nas primeiras páginas da imprensa e na TV que as victórias futebolisticas do mesmo dia.
Que se cuide.
O Professor Marcelo, bom aluno, terá aprendido algo com o tabu de Cavaco Silva e está a preparar a “tese do caminho para Belém”.
05 outubro, 2009
PCP - professores e sindicatos
Não é novidade, está preocupado com a satisfação de interesses corporativos que os Sindicatos têm vindo a defender atraves dos seus filiados instalados há anos e anos nos Sindicatos dos Professores, recebendo os seus vencimentos atraves dos impostos , o “obrigavam” a servir os seus interesses pessoais em detrimento da qualidade do ensino e da educação.
“”O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, anunciou hoje que os eleitos comunistas vão apresentar na Assembleia da República uma proposta de revogação do Estatuto da Carreira Docente”” [Publico)
Zeus - fiel amigo
Republica
Cavaco Silva
No seu pior. Diz que não, para depois dizer que sim, para quebrar a tradição, trocando a varanda dos Paços do Concelho da Camara Municipal de Lisboa, pelos Jardins do Palácio de Belém.
O que disse, nada interessa. São as suas costumeiras banalidades.
Para a posteridade fica a acção por quem a pratica, por mais desculpas ou argumentos com que pretenda justificar mais uma desastrosa actuação.
por Francisco Camacho, Publicado em 05 de Outubro de 2009
Cavaco recuou no silêncio para este 5 de Outubro, mas confundiu um lugar histórico com a sede de uma Câmara em disputa. [ ionline ]
03 outubro, 2009
Gripe H1N1
A lógica da preservação da espécie – Não deixar morrer os que estão para nascer e quem trata para não morrer
O Ministério da Saúde divulgou ontem as prioridades para a campanha de vacinação da gripe A. Os médicos e as grávidas com diabetes ou asma estão à frente na lista. No início vão haver 49 mil doses mas o Governo quer vacinar um milhão de pessoas até ao fim do ano.
Médicos e enfermeiros "imprescindíveis e insubstituíveis" e grávidas no segundo e terceiro trimestres de gravidez com doenças associadas, como diabetes ou asma, serão as primeiras pessoas a ser vacinadas contra a gripe A, já a partir de 26 de Outubro.
Valentim Loureiro e Companhia
Assim se compram e pagam favores com o dinheiro dos contribuintes, ou não fossem as autarquias um poço sem fundo onde o caciquismo anda de braço dado com os mais difusos e multiplos interesses e onde a corrupção medra como a erva daninha no meio da seara.
Alguem tem que por mão nesta autentica pouca vergonha, ou não será isto um tipo de “asfixia democrática”?
“Valentim Loureiro, presidente da Câmara de Gondomar, vangloria-se de ter garantido a entrada nos quadros da autarquia, "nos últimos dias", de mais de cinco centenas de pessoas. O autarca continua entretanto a entregar convites em mão aos munícipes para o concerto de logo à noite de Tony Carreira. “
02 outubro, 2009
Alfandegas – funcionários zelosos dos interesses do Estado
Será que não haveria por detrás desta situação a irresponsabilidade propositada para que a verba não fosse arrecadada pelo Estado em benefício dos prevaricadores mafiosos?
Desde 1994 até ao presente, tambem não decorreram muitos anos!!!
“A empresa de transporte Transnáutica livrou-se do pagamento de uma dívida de 60 milhões de euros em impostos sobre o álcool e o tabaco, conforme decisão proferida pelo Tribunal de primeira Instância das Comunidades Europeias na semana passada, revela o «Jornal de Negócios».
O tribunal considerou que as «autoridades alfandegárias em Portugal foram pouco diligentes» e decidiu anular a dívida.
O caso remonta a 1994 quando um funcionário (já despedido), associado a um grupo mafioso, emitiu uma série de documentos de transporte de mercadorias que nunca chegaram ao destino (Alemanha) e cujos documentos não foram controlados por quem de direito, neste caso, as alfândegas portuguesas.
A decisão transita e julgado no próximo mês, mas a Comissão Europeia pode ainda apresentar recurso” [Portugaldiário]
Vasco da Graça Moura

Vasco da (des)Graça Moura
Que extraórdinário atestado que este ilustre papa-bolos e pensionista previlegiado dos pagadores de impostos portugueses passa ao Zé Povinho.
Senhor director do jornal "Diário de Noticias":
venho agradecer-lhe, reconhecido, a lúcida decisão de manter o VGM como colunista. Só uma visão singularmente esclarecida do jornalismo pode explicar a coragem de permitir publicar um artigo que se assemelha singularmente a uma página de um diário de um esquizofrénico em tratamento intensivo. Mas V. Exª, no seu avisado entendimento, intuiu e bem, que esta preciosidade é um convite à imaginação dos comentadores e um desafio à sua ironia. Felicito-o. Quem substituiria GM nesta função de provocador do povo? Termino, com os votos de que o internamento do colunista, que se adivinha inevitável e próximo, lhe dê ainda tempo para escrever mais alguns artigos: talvez lhe alivie a patologia e a nós, diverte-nos, seguramente. Obrigado.
Será que o PSD concorda com o que Vasco da Graça Moura escreve?
«O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.
Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.» [Diário de Notícias]
Tratado de Lisboa
O concenso entre os 27 será obtido? Arrumar esta situação
“A 12 de Junho de 2008, 53,4% dos eleitores irlandeses "chumbaram" o Tratado Reformador das Instituições Europeias, ou Tratado de Lisboa, num primeiro referendo, impedindo a aplicação do texto, que só pode entrar em vigor depois de ratificado por todos os 27 Estados membros UE.
Além da Irlanda, o Tratado tem ainda de ser promulgado pelos presidentes da República Checa, Vaclav Klaus, e da Polónia, Lech Kaczynski “. [Ionline]
Reorganizar
O problema está em que cada partido, Sindicato ou Organização Patronal, não quer abdicar um pouco das suas ideias para formar, no mínimo, um concenso que seja de tal modo abrangente que possa levar à reestruturação dos diversos orgãos que gerem a Democracia .
Esse será o único caminho para a reorganização do Estado e contribuirá para a victória definitiva do Estado Social.
“Saber reorganizar o Estado, as autarquias, tantas, mas tantas instituições públicas, apostar definitivamente na Educação, restituir à Justiça a sua dignidade e liberdade plenas.
É preciso recusar a funcionalização, a subordinação e o controlo do público e do privado, sob pena de deslizarmos para um regime que de democrático só tem o nome.
Pôr termo ao hábito que se instalou, desde as Descobertas, do direito à manjedoura pública.” [Correio da Manhã]
Professores
13 mil professores estão em campanha
Ninguém quer falar abertamente sobre o assunto, mas a verdade é que a substituição dos professores que durante estas duas semanas estão a faltar às aulas por causa da campanha eleitoral para as Autárquicas está a causar mal-estar em muitas escolas."" [Correio da Manha]
01 outubro, 2009
Isaltino em Vila Fria
Isaltino de Morais, acompanhado por Salvador Martins, elementos da sua candidatura e alguns moradores percorreram algumas ruas de Vila Fria.É triste e lamentável que um presidente de Camara desconheça muito do que se passa no seu concelho ( este por sinal, de dimensão reduzida), mas um Presidente de Junta, ainda mais lamentável é.
Jornalistas
Mais um tentáculo que caíu. Só que eles são como os cogumelos:apanha-se um mas fica a semente para nescer outros.
Primeiro foi a Margarida Marante que dizia que na SIC até se fabricavam presidentes, que pulava na cadeira quando atacava os do PS e pedia desculpa aos do PSD para lhe fazer certas perguntas, e, quando caíu o governo do PS e subiu o PSD, não tendo a quem criticar, caíu ela na lama e na droga.
Depois foi o Albarran, que, idem aspas, acabou por se meter em tantas vigarices que teve de fugir para Angola.
Agora é este, que, deixando-se enredar nas teias que Cavaco estava a tecer com ele próprio e seus assessores para derrubar o governo, acabou por cair nessas próprias armadilhas.
E a verdade é que tem motivos para estar preocupado, porque o PSD abandona sempre esta arraia miúda que o serviu mas se deixou apanhar!>> [Publico-Comentários]
Eleições e o sentido comércial da “venda” dos votos pelos partidos.
Em muitos casos a Demagogia compensa
Os Partidos políticos vão receber 18 milhões de euros, mais 3 milhões do que em 2005.
Em virtude da Lei de Financiamento dos Partidos e das Campanhas Eleitorais, que entrou em vigor em 2005, os partidos receberão, anualmente e por cada voto conquistado, o equivalente à fracção 1/135 do salário mínimo nacional, ou seja, 3,33 euros no ano em curso.
Assim,
o PS receberá anualmente 6,88 milhões de euros
o PSD 5,48 milhões.
o CDS-PP e o BE aproximam-se dos 2 milhões de euros,
o PCP-PEV receberá cerca de 1,5 milhões de euros.
o PCTP/MRPP, que passou a barreira dos 50 mil votos e passa assim a ter também direito à subvenção estatal, que rondará os 175 mil euros anuais.
A lei em vigor prevê ainda uma subvenção pública para as campanhas eleitorais, no valor total equivalente a vinte mil salários mínimos mensais nacionais, no que diz respeito a eleições para a Assembleia da República.
A repartição da subvenção para as campanhas é, todavia, diferente: 20 por cento do valor total é igualmente distribuído pelos partidos que elegeram representantes, sendo os restantes 80 por cento distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos.
Em 2009, vinte mil salários mínimos representam nove milhões de euros
Socrates em Belem
Uma camara do Big Brother para dar a conhecer o encontro, seria uma maravilha.
“É como secretário-geral do PS que José Sócrates regressa hoje à tarde a Belém, no dia das habituais reuniões semanais do Presidente da República com o primeiro-ministro, encontro que esta semana não tem lugar.
É o primeiro encontro de Cavaco Silva e José Sócrates depois das eleições e da troca de acusações em torno do chamado caso das escutas.” [Publico]
Governo futuro, como vai ser?
“E o essencial é saber como vai ser governado Portugal nos próximos anos.
Como vai ser gerido um país com um executivo minoritário, uma Assembleia da República dividida, uma esquerda - bem de esquerda - com 20% dos assentos parlamentares, um PSD ligado ao oxigénio, o líder do CDS meio afogado no caso da compra dos submarinos e a economia em estado de choque e pavor?
Em quem podemos confiar?
De quem podemos esperar decisões sérias e alguma liderança em tempos conturbados?” [Ionline]
Cavaco Silva
Mais uma voz autorizada
O Provedor de Justiça, Alfredo de Sousa, afirmou hoje, em Ponta Delgada, que ainda não foi dado pelo Presidente da República um “completo esclarecimento” sobre o caso das alegadas escutas no Palácio de Belém.
30 setembro, 2009
Que grande trapalhada em que este “contabilista” sofisticado se meteu.
Não conseguiu ponderar entre o deve e o haver.
Arrumar as malas e sair de Belém seria o que conteceria em qualquer democracia a sério.
No Diário de Notícias
“O editorial do Diário Notícias defende que não só Cavaco se "fragilizou ainda mais" como "Sócrates ficou com uma enorme vantagem de capital pessoal e político para gerir no imediato sem o contraponto que um Presidente de todos os portugueses poderia e deveria estabelecer".
A recandidatura deixa também de ser certa, acredita o editorialista.
Para o DN, a comunicação de Cavaco não foi capaz de ser directo e "não esclareceu se o assessor continua ou não a trabalhar em Belém". Considera ainda uma "insensatez que não seria perdoada em qualquer democracia mundial, em Portugal é não só possível como pode ser vista como um direito de cidadania, absolutamente inesperada".
Cavaco Silva
[Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]
Decididamente, o desatino tomou conta o Palácio de Belém. A comunicação de Cavaco Silva há-de ficar nos anais do nonsense político entre nós. Lembremos os factos. Em Agosto, o Público relata que uma fonte da Presidência da República informa que Belém suspeita de estar a ser "vigiada" pelo Governo. A história é logo transformada num caso de "escutas" a Belém. Cavaco Silva não desmente nem esclarece a acusação, dando a entender que concorda com a grave alegação. O PSD e explora longamente essa estória contra o Governo e o PS, construindo a teoria da "asfixia democrática", com largo apoio da comunicação social. Cavaco Silva nem se demarca nem se distancia, deixando que a questão renda politicamente ao PSD. Em Setembro o Diário de Notícias publica um email entre jornalistas do Público -- cuja genuinidade não foi posta em causa --, onde se relata que a fonte da tal noticia era um conhecido assessor de Belém, e que este terá dito que estava a actuar a pedido do Presidente. Nem o dito assessor nem Cavaco Silva desmentiram nem esclareceram os factos relatados no email, apesar do clamor geral nesse sentido.É evidente que pelo seu silêncio ruidoso, Cavaco Silva deixou que uma história inventada em Belém fosse aproveitada politicamente pelo PSD. Vir agora acusar o PS de ter tentado "arrastá-lo para a luta política" é o cúmulo da hipocrisia e do farisaísmo.Algo não está bem com o Presidente da República.
Cavaco Silva e as escutas
«1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.»
Cavaco não só não desmentiu s notícias como permitiu que as falsas suspeitas lançadas pelo Público fossem transformadas em discurso político por Manuela Ferreira Leite.
Em bom português “quem cala consente”, foi isso que cavaco Silva fez até ao momento em que o Diário e Notícias reproduziu o famoso mail entre jornalistas do Público.
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.»
Ao de um líder partidário ou na elaboração de programas partidários. Mas se acha que os seus assessores podem fazer o que querem porque razão lhes perguntou se a notícia era verdadeira?
Não foi a primeira vez que os assessores foram notícia pelo seu envolvimento nas actividades do PSD, o Expresso chegou a noticiar a colaboração de assessores de Belém. Porque razão nessa ocasião a Presidência da República desmentiu a notícia (mas o Expresso respondeu mantendo-a) e desta vez nada fez e o Presidente diz que os seus assessores podem fazer o que querem? Dessa vez também os questionou sobre a veracidade da notícia?
Porque considerou um ultimato declarações de deputados eleitos pelos portugueses, também eles titulares de um órgão se soberania e não reagiu ao ultimato de Pacheco Pereira que não só fez um ultimato em plena campanha eleitoral e nestes dias fez insinuações sobe o que Cavaco ia dizer?
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.»
Um Presidente da República não faz conjecturas toma posições com base em factos, é para isso que foi eleito, é por isso que fala enquanto Presidente da República. Se acha que pode dizer opiniões pessoais nada o impediria de dizer na comunicação oficial a opinião da Dona Maria ou do seu genro Montês.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?
Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.»
Cavaco não teve conhecimento prévio do que disse Fernando Lima, mas teve-o quando as insinuações do seu assessor foram manchete no Público. Mas optou pelo silêncio deixando o primeiro-ministro carregar com as suspeitas enquanto Ferreira Leite usava as notícias para fazer campanha.
Curiosamente quando se refere ao envolvimento de assessores na elaboração do programa Cavaco confia na sua palavra e assegura que a notícia não foi verdadeira. Mas quanto ás escutas parece que Cavaco não se preocupou muito em confirmar os factos, diz agora que tem “algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas”. Afinal o seu assessor não lhe contou muito bem o que disse ao jornal público, ou foi confuso na explicação?
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.»
Se Cavaco tem dúvidas sobe o conteúdo do mail não deve ficar pelo palpite ou insinuação, deve esclarecer cabalmente os portugueses sobre as razões dessas dúvidas.
O mais importante desse mail não era a referência ao assessore de Sócrates, mas sim o que o assessor do Presidente terá dito ao jornalista sobre as escutas e, pior do que isso, de que estava mandatado pelo Presidente para informar o jornal. Sobre isto Cavaco nada diz, não explica o mais importante, porque razão o assessor oi substituído na pasta da imprensa?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.»
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.»
Enfim, Cavaco não é o garante do regular funcionamento das instituições, é o garante do seu nome e pouco mais.
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.»
O que Cavaco disse em pela campanha eleitoral é que as questões de segurança são importantes e ia fazer perguntas depois das legislativas. Afinal perguntou a especialistas em informática aquilo que qualquer criança que tenha o Magalhães já sabe!Depois desta comunicação, assente em inverdades, opiniões meramente especulativas, afirmações de ignorância no domínio da informática e de insinuações conclui-se que Portugal já não tem um presidente de todos os portugueses, tem um presidente de 29% dos eleitores. Que não tem na Presidência alguém apostado na colaboração institucional mas sim alguém que está mais preocupado com a imagem dos seus assessores do que com a do primeiro-ministro. Que tem na Presidência alguém que deixa o primeiro-ministro ser difamado com base em insinuações dos seus assessore ou na deturpação das suas declarações.
Cavaco Silva não esclareceu nada, imitou-se a juntar às dúvidas lançadas há 17 meses mais algumas insinuações. Para Cavaco Silva a sua imagem é bem mais importante do que a estabilidade política. Começa a ser difícil ajudá-lo a terminar o mandato com dignidade, agora são muitos mais os portugueses que desejam que o acabe depressa e já que durante estes anos não ajudou o país, como prometeu na campanha eleitoral, então que ele e os seus assessores não acrescentem a uma grave crise económica mais uma grave crise política.
Se a substituição de Fernando Lima foi o funeral político de Cavaco Silva esta comunicação parece a homilia da missa do sétimo dia.
29 setembro, 2009
Isaltino mais à frente ?
Vamos falar do tempo que fará amanhã, não é?Quem não quer se lobo, nem lhe vista a pele.
Os submarinos começaram a meter água
Podem chamar-lhe o que quizerem, casualidade, coincidência, mas deixaram o caso dos submarinos em banho Maria até que as legislativas tivessem passado.
“Os investigadores estarão à procura "de documentação do advogado Bernardo Diniz Ayala", antigo sócio do escritório, escreve a revista.
Neste processo, aberto em 2006, a partir de uma certidão retirada do processo Portucale,
uma das questões "que tem intrigado os investigadores do DCIAP é saber onde está afinal o contrato de financiamento associado à aquisição dos submarinos". [ionline]
Louça e o BE
Fala, fala, fala





















