08 junho, 2010
CTT versus BE
As pequenas pensões sempre dão para fazer aforro ou é falar por falar?
«Grande parte população são pessoas idosas que vêm aos CTT levantar os vales das reformas, estamos a falar de pensões de 400 ou 500 euros, e fazem logo a aplicação em certificados de aforro, e foi-me transmitido que essa é uma das coisas que a junta não pode efectuar», afirmou. (SOL)
Cavaco Silva que se cuide
Ou será só para as futuras pensões, se ainda as houver?
"Governo corrige Passos: já há limites máximos às pensões. Mas não à sua acumulação, em que o PSD quer forçar mudanças." (DN)
Professores, notas e avaliações
Então e quem foi avaliado e quem não foi, tambem não produz uma desigualdade ainda maior?
Senhores, trabalhem, sejam avaliados como qualquer profissional e recebam as "honras" por aí, não por via administrativa e retirada dos bolsos dos contribuintes.
"O Ministério da Educação (ME) deu o dia de ontem às escolas para colocarem a avaliação dos professores na plataforma informática. A plataforma tem sido contestada pelos sindicatos e pela classe, por arredondar as classificações, criando assim desigualdades entre os docentes. Sendo um dos argumentos apresentados nos vários processos em tribunal que opõem sindicatos ao ME." (DN)
Deputados para que vos quero
1.Pode tratar-se um cancro com aspirinas?
Poder, pode. Mas não deve. Não resulta.
As medidas que o governo decidiu tomar para combater a crise e reconduzir as finanças públicas e a economia portuguesa a uma situação de convalescença e tranquilidade são tímidas e insuficientes.
Por muito politicamente incorrecta que esta afirmação possa parecer para quem não goste de ouvir falar de desgraças, o que eu mais desejo é que ela seja errada. Mas temo que não.
A crise – como o sol – quando nasceu foi para todos. Leia-se, apenas, todos os países. Mas nem todos eles a enfrentaram da mesma maneira e com as mesmas soluções. Enquanto que os Gregos a esconderam até onde puderam, enganando meio mundo, os Irlandeses pegaram-na de caras e combateram-na com medidas drásticas logo desde o início.
Em Portugal – país de brandos costumes e de duvidosos milagres – o governo e as oposições não viram a evidência objectiva da realidade.
Para as oposições, a crise é toda “made in Portugal”, é nossa e só nossa. E só existiu por culpa e incompetência do governo.
Para o governo, a crise foi um azar de importação.
Nem uma coisa, nem outra.
O problema, ao que parece, é que ninguém fez contas, ninguém detectou nem dissecou a origem da situação, ninguém encarou e analisou a questão com a fria e lúcida objectividade que se impunha e exigia.
Porque, quando os números negros começaram a surgir, até deu a impressão de que os sintomas da doença constituíam apenas uma banal maleita passageira como os espirros de uma constipação.
E a triste constatação foi a de que o País, todo o País, não sabia – ou não queria saber – até que ponto estava endividado.
O Estado devia biliões ao estrangeiro.
Os bancos deviam biliões ao estrangeiro.
Os Portugueses deviam biliões aos bancos.
Toda a gente devia a toda a gente.
Pouca gente pagava.
E o dinheiro não chegava.
E o problema com o qual hoje nos defrontamos em todo o seu dramatismo, é: Como pagar? Quando pagar? E com quê?
É nesta que estamos e ainda vamos estar por muito tempo. Paradoxalmente a solução é tão simples e tão difícil quanto isto: gastar menos, produzir mais e melhor, exportar mais, e ir pagando as dívidas.
Por quanto tempo? Who knows?
2.Quando no início escrevi que as medidas que o governo decretou são insuficientes e tímidas eu estava a querer dizer que um cancro, com metásteses espalhadas por tudo o que é sítio, não se trata com aspirinas ou mèzinhas. Às vezes – como é o caso – é preciso cortar largo e fundo.
Ao contrário do exagerado alarido que por aí anda, a verdade é que, feitas as contas, a subida de 1% no IVA não vai ser “sentida” como não o foi a descida, também de 1%, que Sócrates fez há tempos. Isto é, quase nada.
Também a subida do IRS em 1% ou 1.5% – conforme os rendimentos – não me parece que faça grande mossa, são só cócegas na algibeira. Porque, para um ordenado de, por exemplo 1.500 euros, o agravamento mensal vai ser de 15 euros, isto é, o custo de uma bica por dia. Será isto um enorme sacrifício? Ou será apenas uma questão de mais ou menos cafeína?
O valor das reduções dos vencimentos dos políticos e dos gestores públicos em 5% – para além do significado simbólico e pedagógico da medida, e da aplicação do salutar princípio de que “o exemplo deve vir de cima” – infelizmente quase não dará para mandar cantar um cego. O mesmo acontece com a obrigatoriedade de que, daqui para a frente, os políticos passem a viajar nos aviões em classe turística. Bom seria que estivesse aqui a solução, mas tudo isto são trocos.
E não adianta estarmos a iludirmo-nos com medidas com que eventualmente até possamos concordar, mas que de pouco vão servir.
É preciso ir mais longe e mais fundo. É preciso ter a coragem de enfrentar os senhores do dinheiro. É preciso ir buscá-lo onde ele verdadeiramente está a mais. É preciso que não sejam sempre os mesmos a pagar as crises. É preciso.
3.Ciclicamente, quando os sinos tocam a rebate, logo surgem as vozes populistas a exigir a redução do número de deputados, como se a política e a democracia se reduzissem apenas a números e a contabilidades.
É que o verdadeiro e mais grave problema da nossa democracia parlamentar não reside no número de deputados, não é uma questão de quantidade, mas sim de qualidade.
Se os partidos políticos – todos eles – garantirem que os deputados passarão a ser escolhidos pela sua inteligência, competência e disponibilidade total, e não apenas pela fidelidade cega e passiva do seu voto silencioso;
Se os partidos políticos – todos eles – levarem para o Parlamento deputados que verdadeiramente saibam fazer leis em vez de gritar inutilidades, e que olhem mais para o País do que para o espelho, então eu direi que mais valem 180 deputados bons do que 230 deputados maus.
Ganha-se qualidade e poupa-se dinheiro.
07 junho, 2010
Escolas - fecho
Os professores só olham para os seus interesses.
Melhoria do ensino, qualquer que seja, nada.
O fecho de escolas, não se iniciou agora. Já há experiencia e também houve contestação no inicio do anterior processo.
Hoje admiti-se que houve resultados positivos.
Há boa maneira salazarista querem que tudo fique na mesma. Melhor, querem que tudo fique do seu agrado.
Será que alguém de bom senso acredita que um professor que tem numa mesma sala de aulas, 20 alunos divididos pelos 4 anos do Básico pode ser, por melhor que seja, um professor eficiente a todo o momento e sobre todas as matérias?
Não creio que alguém acredite nisso.
Aliás os professores que tanto tenm batalhado sobre o imenso trabalho e estudo que tem que sopurtar para estarem actualizados, estão em contradição com tal situação ao quererem continuar a ensinar em simultâneo 4 anos diferentes.
Certamente que haverá mudanças de hábitos, para os alunos e seus familiares. Mas nada se faz sem que tal possa acontecer.
Continuar tudo por igual, isso não.
Especialmente pelos alunos.
Os professores vão ter que compreender que não são donos da sua única verdade sobre tudo o que diz respeito ao ensino e aos alunos . Muito menos em relação à manutenção dos seus interesses particulares com desrespeito pelos alunos e pelo ensino
Professores
O alerta será lançado.
Aproxima-se o dia D para os professores do primeiro ciclo – início do trabalho extenuante a executar até meados de Setembro.
Serão apenas 30 dias de férias para todo o restante tempo de um trabalho desgastante nas escolas e em casa.
Em Setembro, quando do inicio das aulas, virão magros e escanzelados de tanto trabalho.
Coitados.
Marcelo
Está a tornar-se cada vez mais vaidoso e pedante.
Não terá razão para tal, pois mantém uma legião de admiradores.
Ontem, falando de Paris, contrariou Cavaco Silva ao dizer que num intervalo dos seus exames iria à África do Sul ver o Futebol de Portugal.
Há dinheiro para tudo. Qual crise.
Justiça - Juiz queixinhas
Será que este juiz não merecia um inquérito às suas afirmações?
Palavra de juiz é palavra de Rei?
O senhor Juiz ´e queixinhas. Como sempre não apresenta provas, dados, nomes. Exige esses elementos para proverir as suas senteças em relação a terceiros, mas em relação a si próprio, nada.
Com juízes destes, não vamos lá.
Quem pode acreditar nos juízes e na justiça?
"Carlos Alexandre tem em mãos casos como Freeport e submarinos e queixa-se de interferências externas no seu trabalho" (DN)
05 junho, 2010
Hungria na banca rota?
E agora, a culpa também é do PS e de Sócrates, como tanto tem apregoado a oposição?
Não podem arranjar outras desculpas para culparem o Governo de tudo?
"Hungria pode entrar em bancarrota, admite governo" (DN)
04 junho, 2010
Apito Dourado, justiça de Lata
Os factos ocorreram, mas ninguem foi por agora punido.
Almoços grátis
Procuradoria
"Almeida Pereira, que foi punido no âmbito de dois processos disciplinares, alega que eleição de Mário Gomes Dias, braço-direito de Pinto Monteiro, foi ilegal" (Público)
02 junho, 2010
As Milhas dos Deputados
Claro que eram aproveitadas em proveito próprio, para familiares ou amigos?
Será? Quando dá para meter no "bolso" são todos iguais.
Oh Abreu, olha lá o meu.
"Os créditos de milhas acumulados pelas viagens parlamentares realizadas na TAP vão passar a ser utilizados na compra de bilhetes de avião para as deslocações oficiais da Assembleia da República (AR), segundo uma proposta do presidente da AR." (DN)
Apito Dourado – Justiça de Lata
Alguem pode imaginar que após todos estes anos passados na colheita de provas, etc, etc., seja toda a gente absolvida pelo tribunal.
Neste caso, parece que ninguem duvida das tramas urdidas por muita daquela gente e muita mais que ficou de fora, em favores e benefícios próprios e alheios, a troca não se sabe bem de quê.
O povinho que não será tão parvo como pode parecer, sempre irá perguntar para os seus botões: como é possível que isto acontece? Nem um condenado? Que andaram a fazer esses investigadores e procuradores?
Não terão vergonha na cara por o seu "trabalho" não ter dado em nada? Não sofrerão nenhuma consequência por isso? Nem sequer serão mudados para o arquivo ou para trabalharem com as máquinas de fotocopiar?
Bolas, mas que justiça é esta, que tão maus filhos tem...
"Os 16 arguidos do processo resultante do 'Apito Dourado', sobre a alegada viciação das classificações de árbitros nas épocas de 2002/03 e 2003/04, foram absolvidos de todos os crimes de que eram acusados. O Tribunal Criminal de Lisboa obrigou ainda os queixosos e os assistentes a pagar as custas judiciais do processo." - dn
Professores
Estes profissionais do sindicalismo, pagos pelos contribuintes, não passam disso mesmo.
Sempre haverá por aí muitos argumentos a favor e contra, agora a "quebra na qualidade do ensino"?
Professores com uma unica turma e a ensinarem todos os anos do primeiro ciclo em simultâneo?
E a qualidade das instalações?
"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) considera que o encerramento de escolas, hoje decidido em Conselho de Ministros, vai provocar uma "forte quebra de qualidade do ensino", mais desemprego e "grandes sacrifícios para os alunos"." (DN
Vila Fria - Actualidades
Manuel Alegre - Não
"Do golpe militar ao golpe palaciano.
Nesta novela «presidencial», em que o PS se deixou envolver, o mais relevante é o facto de Manuel Alegre, deputado do PS durante 34 anos, se ter disponibilizado para protagonizar a estratégia política do BE, mil vezes confessada: crescer eleitoralmente à custa de uma derrocada do PS.
Neste golpe eu não alinho. Se não aparecer outro candidato, escolho o mal menor: voto Fernando Nobre." (hojehaconquilhas)
01 junho, 2010
Hoje nas capas dos jornais
Professores
Que dirão agora os muitos milhares de professores que tendo sido avaliados, agora se sentem prejudicados?
Que fale o senhor Mário Nogueira.
31 maio, 2010
Vilanagem
Professores
Marcha lenta
Esquecem-se de que muitos daqueles que estão a prejudicar com a marcha de caracol das suas viaturas, também podem ter o seu negócio ou angariam o seu sustento com trabalho por conta de outrem.
Esquecem-se que o Zé pode questionar se o negócio está tão mal. porquê gastar o material e o gasóleo que dizem ser tão caro que lhes arruína o seu negócio?
A competitividade é um dos factores essenciais no progresso do país e das empresas.
O combustível é um dos componentes do negócio das transportadoras, não representa o negócio no seu todo.
Professores e tribunais
Neste país é assim.
Os Professores querem progredir. entrar na carreira docente, etc, etc, sem avaliações. A tudo recorrem para atingir os seus fins. Os sindicatos dos ditos, ajudam a promover aqueles que não querem sere avaliados.
Os tribunais, sobre a mesma querela, aplicam acordãos opostos.
Se o Ministério da Educação está em Lisboa, porque se socorreram de Coimbra ou de Beja?
Manif da CGTP
É evidente que são sempre os mesmos. Os que organizam e os que estão presentes.
Numa época de Rock in Rio, Pic Nic de apoio à selecção Luso-Brasileira (vulgo selecção nacional), de concerto no Estadio Nacional, tambem de aopio à dita selecção, bem podem argumentar que houve desvio de contestatários para outras actividades mais lúdicas.
Mas, a CGTP não pode ignorar que o seu tipo de sindicalismo, já deu o que tinha a dar.
Defesa dos trabalhadores, pouco ou nada. Defesa dos interesses mais imediatos dos Sindicalistas, isso sim. E pelo facto de coninuar a servir de "correia de transmissão do PCP", retira-lhe a credibilidade sobre a sua verdsadeira razão de exitir - promover um sindicalismo sério e honesto a favor e na defesa daqueles que trabalham.
Manuel Alegre
Aconteceu o esperado.
Ao PS era difícil outra alternativa.
Para muitos votantes no acto da eleição presidencial, tambem não lhe resta outra alternativa que não seja, não votar Alegre.
Que aproveite o comboio que os betinhos do BE lhe ofereceram para sacanear o PS.
Que conte os votos no final e logo verá o que lhe acontece.
Para uma terceira tentativa, jã não terá hipotese de concorrer com Marcelo Rebelo de Sousa.
Cá se fazem, cá se fazem.
29 maio, 2010
Portugal de hoje
"Por isso toda esta choramingueira, os rancores, os ódios, a mediocridade, o primitivismo das ideias e das palavras, que dia após dia enchem papel, olhos e ouvidos, já fartam. Não há paciência para o Portugal derrotado." (JN)
28 maio, 2010
O papa
Justiça
Talvez um bom tema para a reflecção de como funcionam os tribunais, a Justiça no seu todo e porque não, perceber-se a razão porque surgem na comunicação social elementos de processos que deveriam estar e assim não estão, em segredo de jutiça.
Situações dete tipo, aparecem a público algumas vezes, porque são casos mediáticos, mas quantos outros, talvez milhares, que iguais a estes passam despercebidos?
Pacheco Pereira na Comissão de Inquérito, pediu a sanção disciplinar a um administrador da PT
supostamente envolvido no negócio da PT.
Será que agora tambem o vai fazer relativamente a esta situação que será bem mais grave do que a outra onde se mostrou muitissimo interessado?
O SOL
O Sol é assim como um caixote do lixo dos dejectos de notícias que não tem lugar noutros jornais.
É público que milhares ou milhões de portugueses não gostam de Manuela Moura Guedes (agora com mais razão, pois está com baixa e anda a pavonear-se por tudo o que é sítio). Por maioria de razão, Socrates não gosta dela. Tem esse direito. Tambem não é proibido receber um telefonema onde lhe dizem que a dita senhora vai deixar de fazer o que tem andado a fazer. Quem estivesse no lugar de Sócrates, quem fosse seu conhecido ou amigo, se tivesse essa notícia, certamente lha comunicaria.
Mas o Sol, continua a esconder a sua raiva contra tudo o que é referência do PM ou do PS e vai daí, aqui temos, à sexta-feira, mais um vómito do jornaleco dirigido por um arquitecto jornalistico.
27 maio, 2010
Economistas, Professores, patrões e estatisticas
1.Nos últimos tempos tem-se falado muito de desgraças nacionais. De um modo geral, quem nelas mais fala, é quem mais devia estar calado.
Há dias, um grupo excursionista de dez ex-ministros das finanças foi a Belém falar com o Presidente da República – também ele ex-ministro das finanças – em nome da salvação da Pátria.
À frente da excursão ia Medina Carreira, o adivinho-mágico que há exactamente 34 anos anda a agoirar que Portugal vai acabar no dia seguinte. O restante séquito foi constituído por uma larga maioria de ex-ministros do PSD e do CDS, a saber: Eduardo Catroga, Miguel Beleza, Jacinto Nunes, João Salgueiro, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite. E, ainda, os ressabiados do PS, Pina Moura e Campos e Cunha.
À excepção de Ernâni Lopes – que estoicamente e com sucesso aguentou o impacto da intervenção do FMI nos anos 80 – todos os restantes, incluindo Cavaco Silva, são os coveiros das finanças públicas e os co-autores do descalabro económico em que hoje o País se encontra. E que não começou ontem, nem com Sócrates, nem com Teixeira dos Santos.
É preciso muita lata e muito descaramento, para este aglomerado de ex-ministros – que só são “competentes” quando não estão no governo – se arvorarem agora em sábios salvadores da Pátria quando foram eles, um a um, que irresponsavelmente a foram soterrando.
2. Um conjunto de dados recentemente divulgados pelo semanário Expresso – e aos quais, que eu saiba, ninguém prestou atenção ou dedicou relevo mediático – explica, preto no branco, porque é que Portugal está como está, é aquilo que é, e vai ser aquilo que não quer.
Vejamos o negríssimo retrato do Portugal que temos, trinta e seis anos depois do 25 de Abril:
O abandono escolar em Portugal é de 31%, mais do dobro do que aquele que existe nos outros países da União Europeia. Isto significa que por cada três alunos que entram para o ensino secundário, um deles fica irreversivelmente pelo caminho. Tudo somado dá centenas de milhar de jovens.
Mas ainda há pior: no que respeita ao número de adultos que concluíram, pelo menos, o ensino secundário – e nos 21 países europeus em que o estudo se realizou – Portugal figura num destacadíssimo último lugar, a grande distância do penúltimo, a Espanha.
mente, os primeiros quatro países onde se verificam as mais altas percentagens de adultos com o 9º ano (ou mais) são todos eles para lá do antigo muro de Berlim: República Checa (91%), três vezes melhor que Portugal; Estónia (89%); Eslováquia (87%); e Polónia (88%). Tudo isto prova que nestes antigos países de ditaduras comunistas, não havia liberdade, mas escolas é que não faltavam.
Curiosamente – desgraçadamente – os quatro últimos dos vinte e um são todos eles países do sul da Europa, onde abunda o sol mediterrânico e o “dolce farniente”: Grécia (60%), Itália (52%), Espanha (51%) e Portugal 27%, quase metade do penúltimo, a Espanha!
Quanto aos conhecimentos de matemática dos nossos trabalhadores, Portugal ocupa o 25º lugar em 29 países.
Mas, deixando os trabalhadores em paz, e passando para o mundo dos patrões portugueses, o que é que temos?
Temos que só 9% deles tem um curso superior. Temos que apenas 10% completaram o ensino secundário. E temos que 81% do total nunca foi além do 9ºano, ao contrário dos 28% da média europeia.
Em contraste com esta crua realidade temos dos professores mais bem pagos da Europa, com menos alunos por turma, e com menos horas de trabalho. E, apesar disto, temos também os professores menos avaliados e mais revoltados.
Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues bem tentaram fazer reformas e dar prioridade absoluta à educação. A resposta foram grandes manifestações e uma santa aliança de todos os partidos da oposição contra as reformas e a favor dos professores e da ridicularização das centenas de milhar de computadores postos ao dispôr das crianças e dos jovens. Em vez de se corrigirem algumas soluções propostas pelo governo, foi o bota-abaixo.
E tudo ficou como estava antes.
É este o Portugal que temos.
É este o atraso que temos.
Em boa verdade, já não somos Europa, somos uma jangada errática, habitada por uma multidão de semi-analfabetos, encalhada na História e sem futuro à vista.
“O algodão não engana”. (ORibatejo)
Professores
Assim anda o nosso ensino.
Será que passaram os testes para familiares e amigos?
O argumento do CDS/PP é de antologia. Quer justificar o injustificável.
Como esta situação penaliza directamente a incompetência e falta de qualidade no processo, não defesa possível por parte dos sindicatos.
Mário Nogueira podia aproveitar e sempre fazia uma viagem aos Açores por conta do "orçamento" para se inteirar da situação.
"A decisão, esclarece a secretária da Educação e Formação, Lina Mendes, foi tomada segunda-feira "na sequência de falhas ocorridas nas referidas provas e por perda de confiança devida a quebra de confidencialidade quanto ao conteúdo das mesmas". O governo regional "reitera a defesa intransigente do máximo rigor, confidencialidade e qualidade no processo avaliativo dos alunos e do sistema educativo regional", frisa a governante anunciando ter já assegurado a substituição do coordenador desta comissão científica.
"Não fui demitido, demiti-me assim como toda a equipa de Matemática", afirmou Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, rejeitando os termos de uma nota divulgada pelo governo açoriano. O também dirigente regional do CDS/PP e cabeça de lista do partido às eleições legislativas pelo círculo eleitoral dos Açores, declarou que a demissão se explica por o grupo de docentes "não ter local apropriado para fazer as provas", mas também apontou "a possível quebra de sigilo" e as "críticas dos sindicatos"." (Publico)
Trabalho?
Não querem trabalhar?
Não querem aprender?
Ou será que pensam que é nos bancos das universidades que tudo se aprende?
Serão todos ricos?
"Apenas 2700 jovens licenciados até aos 35 anos aceitaram até agora vagas para os estágios na Função Pública, um número que surpreendeu o Governo, já que fica aquém dos cinco mil lugares disponíveis." (Público)
Deputados
Há deputados a mais, ninguem duvida.
Assim como há Freguesias e Concelhos a mais neste país.
Há gente a mais por aí que vai vegetando por conta do "orçamento" e os deputados sem dúvida, que pertençam a essa casta que se acolhe debaixo da sombra daquilo a que chamam a expressão do voto popular para se considerarem uma escolha sufragada pelo voto.
Loução e muitos outros defensores da representatividade ilimitada está a esquecer-se que na maioria dos partidos e em especial no seu, só alguns dos ditos eleitos, não pelo Povo, mas pelas direcções dos Partidos é que botam faladura no Parlamento. Afinal onde está a perde de representatividade?
Nem queremos falar dos deputados que moram em Paris ou em Faro e são eleitos por circulos de Lisboa ou do Porto. Esses são representantes deles próprios.
Mas qual representatividade? Só se for de falar por falar, como é o presente caso de Louçã, que todos os dias tem que abrir a boca. Nesta época como ainda não há muita mosca, sai asneira.
Uma prova inequivoca da representatividade popular.
"O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, afirmou hoje que o Partido Socialista quer reduzir o número de deputados no Parlamento para se "ver livre da opinião dos portugueses".
Em resposta às declarações proferidas quarta feira pelo deputado Mota Amaral, que defendeu a redução do número de deputados no Parlamento, o líder "bloquista" disse: "Há muito que oiço o PS dizer que quer reduzir o número de deputados para ver se se consegue ver livre da opinião dos portugueses que contestam que a política seja dirigida por estes governos que nos têm arrastado para uma crise".
Segundo Francisco Louçã, essa medida significa "retirar a representação nacional e isso as populações não aceitam, como não se aceita que um partido queira ganhar na secretaria os votos que não tem"." (Deputados a mais)
Festa do cavalo em Porto Salvo
Cavalo de Porto Salvo, que já tem 11 anos, faz parte do roteiro nacional das festas anuais portuguesas. Não se limitando apenas a trazer os amantes da arte equestre, muitos visitantes são atraídos pelo programa de espectáculos, pela gastronomia portuguesa e pelo artesanato, entre outros. Vai ter lugar a partir de amanhã e até dia 30, na Aldeia do Meio, em Porto Salvo, concelho de Oeiras.
De entre o programa de animação, destaque para o Derby de Atrelagem e a Taça Regional do Centro, no dia 29 de Maio, às 17 horas e a Gala Equestre, às 22 horas. Mais tarde, pelas 24 horas, terão lugar as tradicionais «Cavalhadas», antigos jogos com cavalos da Corte Real Portuguesa e a Garraiada.
No último dia da Festa do Cavalo realiza-se, às 15h30, uma demonstração equestre.
Esta é uma festa dedicada à tradição equestre, com a realização de concursos e demonstrações acompanhados de muita música e animação. (Clix.pt)
Manuel Alegre
Votar Alegre, nunca
Opinião
O dr. Cavaco encheu o País de betão inútil. Recebeu oceanos de dinheiro para resolver dificuldades essenciais (repito: essenciais) e deu um tratamento uniforme aos problemas relativos ao desenvolvimento. Confundiu tudo. É um dos maiores embustes políticos de que há memória. O eng.º Guterres fez o percurso de interpretação clássica: o mal está na educação. Era a sua paixão ardorosa e a apoquentação da sua alma repleta de piedosas referências. O Cavaleiro de Oliveira escreveu que vivíamos numa "fermosa estrivaria." Guterres, num "pântano". Fugiu e escancarou as portas à direita mais abstrusa.
Se o nosso presente está ameaçado pela própria contingência da realidade que o envolve, deve-se a estes senhores, e a muitos mais outros, a perda da unidade de sentido que faz funcionar um país, uma nação. Tudo o que foi ministro da Economia e das Finanças tem passado pelas televisões apresentando respostas para a crise que não previram, ou que anteviram e não avisaram, ou que fomentaram por negligência e inépcia. Agora, são todos sábios e enunciam algo de semelhante ao fim da pátria tal como a conhecemos, e ao ocaso da democracia por ausência de cidadania. Enfim, dizem, a nossa tendência é a da servidão.
Fomos os "alunos exemplares" de Bruxelas: aceitámos a destruição do nosso tecido produtivo com a submissão de quem não foi habituado a expor questões e a enumerar perguntas. Pescas, agricultura, tecelagem, metalurgia, pequenas e médias empresas desapareceram na voragem, em nome da "incorporação" europeia. A lista de cúmplices desta barbaridade é enorme. Andam todos por aí. Guterres trata dos famintos do Terceiro Mundo; Barroso, dos "egocratas" de barriga cheia; os economistas que nos afundaram tratam da vidinha, com desenvolta disposição. Nenhum é responsável do crime; e passam ao lado da insatisfação e da decepção permanentes, como cães por vinha vindimada.
Impuseram-nos modos de viver, crenças (a mais sinistra das quais: a da magnitude do "mercado"), um outro estilo de existência, e o conceito da irredutibilidade do "sistema." Tratam-nos como dados estatísticos, porque o carácter relacional do poder estabelece-se entre quem domina e quem é dominado - ou quem não se importa de o ser. " (Baptista Bastos)
26 maio, 2010
TVI - Comissão de Inquérito morreu hoje
Na certidão de óbito, que será passado pelo médico que tem assistido desde o seu início à doente, João Semedo, deve constar que desde a sua nascença a comissão veio induzida com uma doença benigna cujas causa embora conhecida não conseguiu sobreviver com as diversas doses de medicamentos que lhe foram receitados.
"Todos os partidos abdicaram hoje de fazer uma segunda ronda de perguntas ao primeiro ministro, e preferem partir já para a fase final dos trabalhos da comissão de inquérito, cujo relatório será entregue dia 11 de junho. " ( Diario Digital)
O SOl, Saraiva, Felícia Cabrita e Ana paula Azevedo
Manuel Alegre - Nãooooooo
Quem vota por devoção, não tem a obrigação de seguir o "fulanismo" ou o "partidarismo".
Manuel Alegre desde há muito está fora das hipóteses de obter o voto de muitos socialistas, da sua maioria.
Submarinos, já nos bastam os que o Zé vai ter que pagar.
Professores
Ora toma. Professor condenado por ter chamado preto a um aluno, que por acaso até o era.
Isto é , foi um problema. que se derimiu nos tribunais.
Pergunta-se, onde estiveram os sindicalistas para defender o seu companheiro de profissão? Ao que se sabe, não se manifestaram publicamente.
Será que estão a guardar energias para as futuras greves?








