11 junho, 2011
Socrates
Quase toda a gente sabe que a palavra linchar deriva do facto de ter existido um americano chamado Lynch que, por inerências genéticas e conjunturais, preconizava, praticava e (talvez isto seja o mais abjecto desta historieta) encorajava o acto de enforcar outrem - sem outra demora que não fosse o passar da corda por cima do galho mais à mão (mas, ainda assim, "sem pé" para outrem) e a construção do laço "justiceiro". Lynch era adepto fervoroso duma espécie de justiça rápida - o que é muito diferente (embora eu não espere que a maior parte das pessoas que me leu até aqui seja sensível à diferença e, já agora, nem a esta diferença nem a nenhuma outra) duma rapidez justa.
Em Portugal (dispenso-me de falar doutros países, há tipos com blogues noutros países e eles que escrevam sobre isto se quiserem), para os portugueses, o acto de linchar é uma espécie de refeição ao meio da manhã que se toma em grupo. Em cardume, em manada, em matilha. Não sei o substantivo colectivo que define uma resma de hienas, que seria o mais adequado para o que quero dizer, de maneira que vou inventar uma palavra para isso: putedo.
Ora o putedo, em se apanhando diante dum alvo erecto, rosna baixo a olhar os passarinhos que esvoaçam. Em o alvo se abaixando para qualquer coisa (ou por qualquer coisa), rosna alto e começa a mirar as próprias fezes. Em apanhando o alvo um bocadinho de cócoras, para apanhar qualquer coisa que lhe caiu, começa a rodeá-lo e a guinchar risadas funâmbulas, com as supracitadas fezes já na boca. Metade do putedo agride já o alvo, com as gengivas fétidas onde desabundam dentes e progride a piorreia. Se o alvo cai, matam-no com a rapidez lenta dos vagares vorazes. E não o comem logo por ser carne fresca.
O putedo é cobarde e, como convém aos cobardes, abundante. (Gravidade intermédia)
O putedo é um grupo de acólitos de Lynch fora do tempo mas que marcha em passo concertado. O putedo lincha, embora queira deixar no ar a ideia de que apenas putifica (e putificar é uma palavra putificante, ou seja, bastante parecida com purificante - do ponto de vista do crescente putedo que se guindou a analista do léxico e das coisas todas).
Repugna-me muito o que tenho lido e escutado - de Mena Mónica e Barreto, de Pilatos e Caifás, de Caius Detritus (leia-se Mário Crespo) e Manuel das Iscas, de José Moura Guedes e Eleutério Caquinha - sobre José Sócrates. Não assistia a um linchamento tão concertado, tão prolongado, tão "encomendado", desde 1988, quando me mostraram na televisão e nas revistas a agonia dos dois polícias ingleses putificados às mãos dos católicos em carpideira ânsia de putificação de Belfast. Já não via o putedo a exercer a sua putificação de maneira tão despudorada e tenaz, portanto, há muitos anos.
De maneira que informo (marimbando-me perfeitamente para o putedo) que emprestaria o meu carro a José Sócrates, se ele mo pedisse. E mais não informo porque o acto de informar se tem vindo a transformar, duma maneira cada vez mais desassombrada, num acto de puta. E eu, puta, não sou. Embora saiba que se fosse seria bastante cara: é que mesmo assim tenho procura; de algum putedo."
José Socrates - recado aos jornalistas "mexeriqueiros"
Cavaco Silva - sobre o discurso do 10 de Junho
10 junho, 2011
Manuela Ferreira Leite
TAP - Greves
Trabalhai meninos, antes que a galinha dos vossos ovos de ouro morra falida e o desemprego será então o vosso futuro.
10 de Junho não é só um feriado
Cavaco manda jornalista a Tribunal
Ora se fosse Sócrates não haveria já por aí muitos "sindicatos" e comentadores de ocasião e outros, os profissionais, a dizerem de sua "justiça"?
Outros tempos, outras vonatades.
Cavaco não pode tapar o Sol com uma peneira, sobre o negócio das acções que negociou. Parte desse seu lucro, está a ser pago pelo Zé Povinho.
""Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas", escreveu Miguel Pinheiro na edição da revista de 27 de janeiro."
SNS
Uma quantas verdades sobre o Serviço Nacional de Saúde, que desmontam o argumentário falacioso daqueles que o querem desmontar
09 junho, 2011
CP em greve
Paulo Portas atacado sem apelo
Jornalismo
"...palpitante informação sobre os líderes dos cinco partidos com assento parlamentar foi recolhida das reportagens de Fátima Campos Ferreira na última semana de Telejornal na RTP1, enfiadas no meio do alinhamento noticioso como se fossem, elas próprias, notícia. Não nos terá ajudado a eleger governantes, mas se precisarmos de um amigo já podemos escolher com conhecimento de causa."
SOL - mente
O SOL escreve que o antigo primeiro-ministro foi convidado para representante das empresas brasileiras de topo em Portugal e na Europa, o que é mentira.Num breve comunicado de duas linhas, o gabinete do primeiro-ministro diz que a notícia, avançada esta manhã pelo semanário Sol, «é falsa».
Portucale - Justiça tarda
Morais Sarmento até adivinhou que os Tribunais podiam entrar em campo.
08 junho, 2011
Santana Lopes Vs Ana Gomes
Uma boa oportunidade para Santana Lopes estar calado e nada escrever sobre o temas que Ana Gomes rerspondeu sobre Paulo Portas.
Será que Santana Lopes quer esconder o que pretendeu fazer passar sobre Sócrates quando com ele concorreu às legislativas que veio a perdeu?
Santana Lopes, bem ou mal escolhido, já foi Primeiro Ministro de Portugal, mesmo não pensando nunca em lá chegar – sortes e azar da Vida.
Poderia e devia estar calado, por tudo o que insinuou sobre a vida privada de José Sócrates.
Ainda não nos esquecemos do que pretendeu insinuar num frente a frente na TV. Calado. Seria bom para ele, Santana Lopes.
"Ana Gomes deve fazer uma avaliação das suas palavras. Fazer julgamentos sobre a vida privada com base no «toda a gente sabe»??? Que Mundo seria esse em que as vidas privadas de cada um começassem a ser tratadas deste modo? E, como é natural, sem se ter a certeza da verdade, ou sendo até falso, completamente falso. E, mesmo sobre actos no exercício de funções públicas, valem juízos categóricos sobre uma pessoa que nunca foi, sequer, ouvida, como o próprio já disse várias vezes?"







