

Enquanto o SLB vai ganhando á "Cruz de Cristo"...
Escrevo sobre ontem no debate da nação;
Não estão em causa a seriedade pessoal da drª. Ferreira Leite, as suas qualidades de carácter, ou a suas capacidades técnicas. Nenhum destes aspectos alguma vez esteve em dúvida.
O que está em causa são qualidades que pertencem a outro plano: a “Liderança”, e o “Carisma”, qualidades essenciais a um perfil político vitorioso.
Enquanto a qualidade de Liderança é inata, o carisma é uma qualidade que, em certa medida, pode ser construída ou ajudada a construir.
No caso da dra. Ferreira Leite, nem existe ali uma gota de “Carisma”, nem é possível achar-se nela uma centelha de “Liderança”.
A dra. Ferreira Leite nunca conquistou o partido. Foi empurrada para a liderança por falta de comparência de alternativas sérias, e porque, como noutros campos, também em política existe o horror ao vazio.
Desde o primeiro dia que intimamente se sabe que é uma líder frágil e de transição. Um perfil tipicamente “follower” não é, nem podia ser, portador de qualquer futuro.
.
Desgraçadamente, para o país e para o PSD, não houve mais ninguém, das hipóteses que serviam, que quisesse chegar-se à frente.
O candidato Passos, em termos de liderança e carisma é como a dra. Ferreira Leite, mas sem a sua imagem de credibilidade. Nem ao mais experimental jamboree seria capaz de levar um agrupamento de escuteiros.
.
A mudança só pode chegar com alguém que venha de fora do carreirismo. Eu acreditaria nas hipóteses de um empresário como Alexandre Relvas, assim ele estivesse para aí virado.
Como isso não parece poder acontecer tão cedo, o país que se prepare para mais um ciclo de Sócrates e do PS.
Daqui até ao final ainda podem haver surpresas. Até mesmo uma emergência que accione o “voto de condolências”, caso em que a hipótese de uma nova maioria absoluta não seria de descartar.
Debate – ainda o debate Sócrates – Ferreira Leite
Desde há muito que a SIC tem mantido uma estranha aparência de neutralidade na escolha ou aceitação de jornalistas, comentadores e palradores.
Para comentar este debate, a situação foi dum descaramento total.
Ricardo Costa está sempre contra Sócrates, Grça Franco, prima de igual modo por estar sempre contra, mas falta-lhe jeito e inteligência para dizer algo de jeito.
Se não fosse Betencurt Resendes a por aquela gente em respeito e com uma análise séria e honesta ao que se passou, aquilo seria de bater no “ceguinho” até este não aguentar mais.
Para comentar o debate entre Sócrates e Ferreira Leite, a SIC conseguiu reunir um painel de quatro comentadores, sendo três deles claramente identificados com a Direita (Graça Franco, Luís Delgado e Ricardo Costa). Lamentável.
Deve ser a tal "asfixia democrática"!
“Faz hoje um ano que faliu o Lehman Brothers, arrastando consigo as economias ocidentais, afectando os oligarcas russos e pondo um fim abrupto ao paradigma de consumo dos últimos 20 anos. Só na UE, governos de todos os quadrantes foram obrigados a nacionalizar 60 bancos (um em Portugal). Dito de outro modo, faz hoje um ano que a crise se instalou de forma inequívoca. Não é todos os dias que, num passe de mágica, desaparecem trinta mil milhões de euros de fundos bolsistas. Os nossos netos vão ser obrigados a estudar o 15 de Setembro de 2008. Nós não precisamos de estudar. Estamos a senti-lo na pele.
Contudo, quem ouve os líderes do PSD, do BE, do PCP e do CDS-PP, fica com a sensação que a crise começou há poucos meses, e por responsabilidade directa de Sócrates. Um bocado de decoro não lhes ficava mal.” [Simplex]
TGV
“”As voltas que o mundo dá. Primeiro tivemos Ferreira Leite a criticar os grandes grupos económicos, piscando o olho à esquerda. Agora, no caso do TGV, vemos a líder do PSD e vários defensores da economia de mercado a falar de uma suposta oposição entre interesses nacionais e interesses espanhóis. Fascinante. Para estes nacionalistas de ocasião, o facto do TGV interessar aos Espanhóis significa que não interessa aos Portugueses. Porquê? Porque sim. Reparem que, subitamente, o problema deixou de estar no TGV em si e passou para o facto dos espanhóis se entusiasmarem com a coisa - um pecado, suponho. Isto dos interesses só existe em registo de soma nula, asseguram-nos, sem desatar a rir, os defensores da economia de mercado.”” [Simplex]
Então, qual a resposta?
“Alguém sabe se Manuela Ferreira Leite aplica ao Laboratório Internacional de Nanotecnologia, promovido pelo Governo português e espanhol, e actualmente em construção em Braga, a mesma lógica do TGV? Ao fim e ao cabo, a abertura deste Laboratória significa a vinda de cientistas espanhóis para Portugal” [in Simplex]